Sem Rosto O homem ainda estava ali, imóvel, como se seus pés tivessem sido pregados ao chão. O inimigo sem rosto não demonstrava pressa em dispensá-lo, como se apreciasse a tensão que escorria do corpo do aliado. O silêncio prolongado era uma arma; cada segundo pesava como chumbo, obrigando o outro a se afundar na própria ansiedade. — Você parece hesitante. — disse o inimigo, a voz arrastada, quase um sussurro, mas que ecoou no peito do homem como um grito. — Está com medo? O aliado engoliu seco, levantando os olhos por um instante, mas desviando logo em seguida. — Não... eu só... — respirou fundo, tentando se recompor. — Eu só não entendo por que mexer primeiro com ela. Blade é o alvo. Ele é o inimigo. Não seria mais eficaz atacar diretamente? Um leve riso ecoou no ambiente. Não era

