Daniel Albuquerque No escritório luxuoso, com a cidade brilhando ao fundo pelas janelas de vidro, Daniel Albuquerque se reclinava na cadeira de couro, segurando um copo de uísque. O sorriso confiante ainda pairava sobre os lábios, mas dentro dele algo começava a mudar. O assistente, nervoso, entrou na sala e se aproximou, hesitando. — Senhor… recebi uma informação… algo… estranho. Daniel ergueu uma sobrancelha, curioso e impaciente. — Estranho? Explique. — Há relatos, senhor… de uma moça… aqui no CPX de Israel — começou o assistente, engolindo em seco. — Ela seria parecida com Cecília… e aparentemente tem por volta de 20 anos. O sorriso de Daniel desapareceu. Um frio percorreu sua espinha. Cecília… sua única fraqueza, o amor que nunca se concretizou. A simples possibilidade de que

