O sol m*l havia nascido quando Bela foi despertada com batidas bruscas à porta. Ainda de camisola, sonolenta e desconfiada, levantou-se com dificuldade por causa da gravidez. Quando abriu a porta, deu de cara com Augusto, o rosto tenso e suado, segurando um casaco nas mãos. — Vista-se. Vamos sair agora. — O quê? Por quê? — perguntou confusa, recuando dois passos. — Não tem por que. Apenas obedeça, Bela. — Sua voz era fria, os olhos vazios de empatia. — Eu não vou a lugar nenhum com você — disse firme. Augusto se aproximou, sem se abalar. — Não me obrigue a fazer o que não quero. Mamãe acha que Henrique vai tentar alguma coisa hoje. Não vamos arriscar. — Ele vai vir — respondeu ela com firmeza, o olhar brilhando. — E vai me tirar daqui. Nesse momento, o rosto de Augusto se contorceu

