A festa na fazenda Alencar se estendeu como se o tempo tivesse decidido descansar ali, sob o céu estrelado, sem pressa de avançar. A música de viola e sanfona ecoava pelo terreiro, misturando risadas, passos de forró e o cheiro de churrasco ainda crepitando na brasa. Parecia que o mundo lá fora não existia. Apenas aquele lugar, aquelas pessoas, aquela paz rara tão difícil de conquistar. Os dois bebês, Benjamin e Mateus, tinham dormido cedo. As mães, Bela e Elisa, levaram os pequenos para dentro da casa principal, onde os berços estavam arrumados lado a lado, como se fossem dois anjos em descanso. Tia Cidinha ficou junto, fazendo companhia, observando os dois dormirem enquanto murmurava rezas baixas de proteção, como fazia desde menina. — Esses meninos vão mudar essa fazenda — sussurrava

