O sol se erguia preguiçoso no horizonte, espalhando seu brilho dourado sobre os campos verdejantes da fazenda Alencar. O vento soprava leve, balançando as folhas das mangueiras e o capim do pasto, trazendo o cheiro doce da terra úmida e o som distante do gado. Na varanda, Bela observava Benjamin dormindo no carrinho, com um sorriso sereno nos lábios. O menino era um anjo — calmo, tranquilo, com os traços de Henrique e o olhar curioso que lembrava a avó Cidinha. Henrique vinha vindo do curral, o chapéu de palha na cabeça, a camisa aberta no peito suado, e um ar de satisfação tranquila. A vida parecia, enfim, ter entrado nos eixos. — O pequeno dormiu, meu amor? — perguntou ele, com aquele tom de voz que derretia o coração dela. — Dormiu feito um anjo — respondeu Bela, sorrindo. — Acho qu

