Bela Bela abriu a porta traseira com um puxão, e o que viu a paralisou por um instante que pareceu uma eternidade. Elisa não gritava mais. Estava ofegante, exausta, mas com os olhos fixos em um ponto entre suas pernas. E ali, na parte inferior do assento de couro do carro de Pedro, envolto em líquido amniótico e em mucosas sanguinolentas, estava uma pequena cabeça. Um cabelo escuro e molhado. “Tia... Tia Cidinha...”, a voz de Bela saiu como um sussurro rouco. Tia Cidinha, com Benjamin aninhado no ombro, m*l conseguia processar. Seus olhos grandes se arregalaram ainda mais, e ela soltou um pequeno guincho abafado, mas conseguiu manter a firmeza para segurar o neto no colo. “Ai, meu Jesus, Bela! Ele está vindo!”, exclamou Tia Cidinha. O pânico de Bela se dissolveu em um foco laser. Nã

