O sol da manhã atravessava as cortinas da cozinha da fazenda Alencar, espalhando um brilho quente sobre a mesa de madeira já coberta de flores, panos de prato e cheiro de café fresco. Era um daqueles dias em que tudo parecia respirar esperança. A casa estava cheia de vozes, risadas e passos apressados, porque, enfim, Elisa tinha voltado do hospital com o pequeno Mateus nos braços. E desde aquele momento, ninguém conseguia conter a emoção. Pedro andava de um lado para o outro, com o sorriso largo e o peito estufado de orgulho. Seus olhos marejavam cada vez que olhava para o berço improvisado na sala, onde o bebê dormia tranquilo. Era um menino forte, de bochechas rosadas e cabelinho escuro, que já carregava consigo um ar de bênção. Pedro parecia outro homem. — Olha pra isso, Bela — disse

