O dia amanheceu calmo na fazenda de Henrique. Os pássaros cantavam, o cheiro de pão fresco escapava da cozinha e Bela, mesmo com o peso da gravidez, parecia irradiar uma serenidade que contagiava a todos. Na varanda, ela tomava um chá de ervas preparado por Elisa, enquanto observava os homens cuidarem dos cavalos e João dar instruções a alguns peões sobre vacinas do gado. Oceana, sempre elegante, estava por perto, colhendo flores para arrumar em vasos pela casa. Henrique, orgulhoso, se sentia no centro de um lar próspero. Tudo parecia estar no lugar. Mas, ao mesmo tempo, um novo rosto se juntava à equipe da fazenda. A chegada de Antônio — Esse aqui é Antônio, patrão. — anunciou o capataz da fazenda, apresentando um homem magro, de uns trinta e poucos anos, pele marcada pelo sol e olho

