A fazenda estava silenciosa quando o carro de Henrique parou diante da entrada iluminada apenas pela luz prateada da lua. O vento suave balançava os galhos das árvores, trazendo consigo o perfume da terra molhada pela garoa da tarde. Era como se a natureza também celebrasse a vitória de Bela e Henrique no tribunal. Bela desceu do carro devagar, respirando fundo. Ainda parecia um sonho. Todo o peso que carregara por meses havia desaparecido. A herança, os direitos, a verdade… tudo agora estava em suas mãos. Mas, acima de qualquer coisa, era a sensação de justiça que a preenchia por dentro. Henrique veio por trás dela e a abraçou forte, prendendo-a contra o próprio corpo. A respiração quente dele bateu em sua nuca, fazendo-a estremecer. — Você venceu, meu amor. — A voz dele estava rouca,

