--- Bela O relógio marcava nove da manhã, mas Bela ainda estava de camisola, sentada à beira da cama com os olhos fixos na parede. O quarto era grande, luxuoso, com cortinas de linho, móveis de mogno e uma poltrona que jamais usara. Um cômodo bonito, mas sem alma — uma verdadeira gaiola dourada. Bela estava frágil devido a gravidez, ela é muito jovem e sem ninguém para aponha-la acaba se deixando leva por conversar bonita. 8 Nos últimos dias, tudo parecia ter saído de controle. Aquela casa que, no início, representava um recomeço, agora se tornara um lugar sufocante, onde cada gesto era observado, cada passo monitorado. Desde que descobrira a gravidez, tentara focar no futuro, no filho, em construir uma nova vida... mas nunca imaginou que seria assim. Seu tio Paulo já não era o homem

