Capítulo 31 – O Estopim O bar da cidade era simples, com chão de madeira batida, mesinhas improvisadas e um balcão antigo onde o velho Adão servia cerveja gelada, refrigerante e alguns petiscos gordurosos. Era o único lugar da região onde os moradores iam para dançar, rir, esquecer os dias pesados na lavoura e nas fazendas. Naquela noite, um grupo grande da fazenda Arcanjo havia descido até a cidade. Pedro e Elisa estavam animados com os preparativos do casamento, e Bela, mesmo um pouco insegura, decidiu acompanhá-los. Henrique ficaria para resolver alguns negócios com seu advogado, mas prometeu encontrá-la mais tarde. — Vamos aproveitar, hein, menina! — dizia Elisa, puxando Bela pela mão até a pista improvisada. — Não sei se devo ficar muito — Bela sorriu, tímida. — Henrique disse que

