A poeira ainda não tinha baixado por completo. O cheiro forte de gasolina misturado a terra molhada impregnava o ar, tornando cada respiração mais pesada. Henrique ajudava Bela a se afastar da caminhonete amassada quando sentiu algo gelado percorrer sua espinha. Ela tremia em seus braços, pálida como nunca. De repente, Bela soltou um gemido diferente, que fez o coração de Henrique parar. Ele olhou para baixo e percebeu a mancha vermelha escorrendo entre as pernas dela. — Sangue... — ele murmurou, sentindo o mundo girar. — Henrique... — Bela arfava, agarrando o braço dele com desespero. — Não... não pode ser! Eu não posso perder nosso bebê! O pânico dela era tão real, tão profundo, que Henrique sentiu seu coração ser rasgado. Ele a abraçou com força, tentando manter a calma. — Não fala

