Bela Já fazia quatro dias que Henrique não falava comigo. Quatro dias desde que Marina chegou, monopolizando sua atenção, andando pela fazenda como se fosse dona de tudo — como se fosse dele. Eu tentava fingir que não me importava. Andava pela casa com a cabeça erguida, ajudava a tia Cidinha, sorria com Elisa. Mas por dentro… estava uma bagunça. Henrique cruzava comigo de vez em quando, mas sempre desviava o olhar. Quando nos víamos nos almoços da casa grande, ele apenas dava bom dia — sem emoção, sem olhar nos olhos, como se a noite que tivemos nunca tivesse acontecido. E aquilo estava me matando. Elisa percebeu. É claro que percebeu. — Ele tá estranho, né? — ela comentou no café da manhã. — Quem? — O patrão, Finge que você é invisível. — Não me importo — menti, tomando meu ca

