E aí, galera. Bom, como todos sabem, sou DG, mas meu nome é Douglas.Tenho 22 anos.Assim como meu mano Falcão, não gosto muito dessa vida de p*****a; essas minas só querem nosso dinheiro. Só pego essas minas quando tô na seca mesmo. Conheço a tatuada há uns 5 anos e amo aquela mina de coração, mesmo sem maldade nenhuma. Tenho ela como irmã, mas não sou de demonstrar muito afeto por ninguém.Quando ela me pediu pra entrar no movimento, fechei logo a cara. Não queria que ela entrasse, mas ela me convenceu. Se ela não entrasse aqui, seria em outro lugar. Então, melhor aqui na minha vista do que em outra favela. Ela foi mostrando seu desempenho e sempre defendeu a favela. Aos poucos, foi subindo de cargo e hoje ela é gerente geral de tudo. Mó orgulho dessa mandada.
Depois do bagulho todo de X9, a tatuada pegou a comida dela e se mandou. Já notei que ela e o Falcão ficam se comendo pelos olhos, kkkkkk. E, pra falar a verdade, eu até apoio se eles quiserem se relacionar. Falcão é tranquilo; tá precisando de alguém pra ajudar ele no morro. Claro que ele tem eu, mas a tatuada seria perfeita pra ele como companheira.
Conversei um pouco com o Falcão e logo ele foi embora.Fiquei na boca arrumando uma papelada e quando vi, já era umas quatro e meia da manhã. O tempo passa e a gente nem vê; é louco. Mas nem com sono eu tô também. Vou fumar um lá no topo pra relaxar um pouco. Saio da boca e vou pro meu carro. Subo o morro; quando desço do carro, vejo uma mulher caída no chão. Quando chego perto, p***a, é a tatuada.
DG: "Tatuada, acorda, mulher, anda!" - grito,mas ela não reagir. Ela está muito machucada e com a respiração pesada. Pego ela no colo e a levo para o posto.
DG: "Vamos ajuda aqui, c*****o!" - falo com uma enfermeira, que ao ver o estado da tatuada, a coloca numa maca e a leva para dentro. Quando tento entrar, me impedem e dizem que a área é restrita apenas para os funcionários. Fico com raiva, passo um rádio para o menor avisando o que aconteceu para ele comunicar o Falcão.
DG: "Menor, avisa o Falcão aí que a tatuada sofreu um ataque no topo do morro."
Menor: "Beleza, chefe."
Desligo o rádio e começa a cair a ficha de que a mina que considero pra caramba está entre a vida e a morte. Vou matar o arrombado que fez isso com ela. Fico ali chorando, o que é muito difícil de acontecer, e logo o Falcão chega. Conto tudo que aconteceu.
Quando a enfermeira nos dá a notícia de que ela quase morreu na cirurgia, meu mundo desaba. Minha irmã do coração não pode morrer; não posso perder ela, p***a. Por que eu não demonstrei o tanto que ela é importante pra mim? Estava m*l pra caramba. Passou mais ou menos uma hora e eles liberaram nossa entrada para visita.
DG: "Tu é uma filha da p**a, tatuada. O que custava você ir direto pra casa? Agora tá aí quase morta. p***a, tatuada, te amo demais e tu sabe disso. Tu é como irmã pra mim. Tu tem que acordar logo, marrenta. Quero te ver botando terror na favela; volta pra nós, mana." - olho pra ela pálida com aquele tubo na boca. Me bate uma sensação r**m. Não aceito perder ela, não mano. O Falcão se aproxima e me abraça, me dando força.
Falcão: "É bom tu acordar logo, marrenta. Nós temos que fazer muita bagunça nos bailes e na favela. Quero te ver na atividade." - ele fala próximo dela e dá um beijo em sua testa. "Ela vai sair dessa, irmão, e nós vamos pegar esses arrombados que fizeram isso com ela." - assinto com a cabeça e ele sai da sala.
Só quero que ela acorde e saia dessa cama; ela não pode me deixar. Seguro a mão dela e acabo dormindo ali naquela cadeira.
Acordo sentindo alguém apertar minha mão. Quando olho, é a tatuada. c*****o, será que foi um sonho? Não, eu senti; eu senti ela segurar minha mão. A porta do quarto se abre e o Falcão entra.
Falcão: "Fala, mano." - ele faz o toque comigo. "Alguma melhora?" - pergunta indo em direção à tatuada e dá um beijo em sua testa.
DG: "Acho que senti ela apertar minha mão. Só não sei se estava sonhando ou se era real." - falo com ele, que só observa.
Falcão: "Foi o cobra que fez isso. Puxamos nas câmeras e vimos ela lutando com ele, só que pegaram ela na trairagem. Por isso ela se machucou desse jeito." - ele fala e meu ódio aumenta.
DG: "Vamos invadir a favela deles essa noite. Quero o cobra vivo. Cada dia que a tatuada passar nesse hospital, nós vamos torturar ele. Quando ela sair daqui, ela que vai matar esse filha da puta." - falo com ódio, e ele só concorda.
Falcão: "Vou dar o papo pros vapor e vamos organizar pra invadir de madrugada. Vou nessa. Fé aí, e tu, marrenta, trata de melhorar logo." - ele sai da sala, e eu fico ali olhando a Melissa. Mina da hora, não merecia passar por isso, papo reto. Mas o cobra vai pagar, ah se vai.