bc

O Amor Pode dar Certo

book_age16+
23
FOLLOW
1K
READ
sex
family
love after marriage
second chance
goodgirl
independent
drama
sweet
city
passionate
like
intro-logo
Blurb

Alice é uma jovem que foi estudar na capital, deixando para trás seus pais e família. Ela se forma e conhece Paulo um homem atencioso, carinhoso mas que por trás da pele de cordeiro existe um homem doente de ciúme o que leva a Alice a desistir de seus sonhos e a faz desacreditar no amor.

Mas algo ou alguém surge em seu caminho mostrando para ela coisas novas e maneiras diferente de ver a vida.

Resta agora saber se ela vai ter coragem de deixar todos traumas para trás? Será que ela vai ter coragem de entregar seu corpo, alma e coração a um desconhecido?

chap-preview
Free preview
O início
Olá! Essa é minha história e vou te contar como tudo começou. Primeiro deixe-me apresentar os personagens principais dessa história trágica e feliz de vida. Ela ainda não tem um final, mas acredito que até chegar onde estamos muitas coisas aconteceu e espero que goste dessa aventura chamada vida. Meu nome é ALICE e moro no Brasil, no estado de Goiás na capital Goiânia, meus pais moram no interior do estado. Minha primeira ideia era vir para fazer uma boa faculdade e depois regressar para a cidade em que nasci, mas quando percebi eu já estava apaixonada pela Cidade pelos parques, pelos bares e estilo de vida, agitado mas ao mesmo tempo doce como a primavera. Pelo menos era assim que me sentia aos meus 23 anos, hoje apenas olho o movimento e espero que um dia algo em mim desperte novamente e eu possa ver o brilho de antes em coisas rotineiras. Como eu fiquei melancólica assim? Vou te contar cada detalhe. 01/03/2014 Estou eu sentada em uma sala de reuniões, como eu, há muitos outros colegas recém formados em Enfermagem iniciando seu primeiro trabalho. Eu me saí bem nos meus estágios devido a isso fui indicada e consegui trabalho rapidamente após me formar. Eu nesse exato momento sentada nessa sala me encontro em um estado de nervosismo e a ansiedade chega ser excitante, sufocante e alegre ao mesmo tempo. Um homem se posiciona na frente em uma espécie de palco. - Bom dia (ele fala baixo) porém ninguém o escuta devido as conversas por todo lado na sala. (ele pigarreia a garganta e solta em quase grito) - BOM DIA MEU NOME É PAULO E SEREI O CORDENADOR DE VOCÊS Um silencio mortal cai sobre a sala, acho que se eu me concentrar consigo ouvir os pensamentos dos outros colegas. Ele sorri com aquela boca ( e que boca) com os dentes em perfeito alinhamento e mais brancos que leite. Ele fica sem graça quando percebe que todos o estão observando. Passa a mão arrumando os cabelos e os jogando para trás, abaixa os olhos e então lança aquele olhar poderoso sobre todos. Meu coração parece que apostou corrida. Ele é perfeito, alto, corpo definido, sorriso s****o, voz de quem sabe o que quer. Até mesmo o unissex (uniforme hospitalar) fica bem nele, deve ter sido feito sob medida. Eu dou um sorriso bobo com os devaneios de minha cabeça e nessa hora o olhar dele vem diretamente de encontro com o meu. Em seu rosto está escrito de maneira bem clara: *porque você está sorrindo de algo tão sério sou um palhaço por um acaso?* Eu me ajeito na cadeira olho para o chão e ajeito uma mecha de cabelo que havia se desprendido, atrás da orelha. Quando olho para frente ele estava me observando foi aí que percebi que eu mesmo inconscientemente havia mexido com o ego do meu supervisor e isso poderia ter sérias consequências. Não se mexe com brio de um homem assim, mesmo que eu não estivesse zombando dele, mas ele não sabe disso e a impressão que eu passei foi que eu estava rindo das suas instruções. Nessa hora eu prometo internamente em meus mais profundos pensamentos prestar extrema atenção a tudo que ele diz com seriedade quem sabe assim ele esquece que eu estava sorrindo, mesmo o sorriso sendo para ele e não dele. Mas não tenho como explicar isso. O restante da manhã se passa lentamente com ele mostrando nossas funções e depois chamando cada um para uma pequena entrevista e só então designar o setor de trabalho de cada novo colaborador. - ALICE estou certo? (ele pergunta) Eu apenas aceno com a cabeça e ele indica a cadeira para que eu me sente a sua frente. - Você teve um rendimento excelente em seus estágios, boas notas e boas avaliações em todos os setores. Tem alguma área que você mais gosta de trabalhar? • Bem eu não me importo com o setor, eu me adapto bem. Na verdade, gostaria de agradecer a oportunidade que estão me dando. - Ótimo, fico feliz em ouvir isso. Faça por merecer essa chance. Nós gostamos de colocar junto a nós vocês recém formados para serem moldados segundo nossos padrões de atendimento. - Vou te colocar de início no setor de internação pré e pós operatório. Esteja pronta amanhã para o trabalho as 7 horas. Ok? • Ok. Muito obrigada, estarei aqui. Eu volto para casa feliz, m*l me formei e consigo meu primeiro trabalho tendo a oportunidade de aprender a trabalhar com uma das melhores equipes do meu estado. 02/03/2014 Antes das 7 horas da manhã chego ao hospital, visto meu uniforme e vou procurar meu setor. Por mais que fizemos uma visita técnica é difícil guardar tudo de cabeça em só uma caminhada pelo hospital e meu senso de direção e eu somos dois opostos. E sem contar que tinha aquele Deus Grego, logo a minha frente para tirar minha atenção. - Você gosta de sorrir... (sou pega de meu desvaneio com uma voz forte chamando minha atenção) - Bom dia! • Bom dia, melhor sorrir que chorar (digo baixinho já me arrependendo de minhas palavras). - (sorriso) tem razão Alice, mas você está meio perdida seu setor é para o outro lado. Segundo corredor a direita. • (Eu olho em direção ao corredor e sorrio sem graça) São muitos labirintos aqui. - Normal se perder nos primeiros dias, eu mesmo algumas vezes me perco até hoje. (sorriso) Eu aceno com a cabeça e sorrio em retribuição e começo minha caminhada de volta. - SEGUNDO A DIREITA OK?(uma voz distante fala alto atrás de mim) Eu olho para trás e ele está parado me observando, eu faço um joinha com a mão e continuo caminhando. • OBRIGADA (eu olho para trás ele sorri e segue seu caminho) Os dias passam normalmente atendendo pacientes e aprendendo muita coisas novas. Recentemente tenho ido muito para o centro cirúrgico e tenho gostado disso. O Paulo sempre passa pelos setores vistoriando tudo, nossos encontros são sempre pelos corredores e muito rápidos, mas ele sempre é doce e sorridente comigo. Cada vez que ouço meu nome saindo da boca dele meu coração acelera. Mas é melhor eu tirar isso da cabeça, a função dele é ser atencioso com todos e ver todas nossas fraquezas e imperfeições para ir lá e nos derrubar. Já faz 2 meses que entrei no hospital e tudo está indo muito bem. O Paulo tem se mostrado muito atencioso, ele tem aparecido frequentemente por meu setor até mesmo várias vezes ao dia e quando está por lá sempre puxa conversa comigo. Eu tento fingir normalidade, mas quando ele está sorrindo e conversando confesso que tenho outras vontades. Acho que ele percebeu e por isso fica tão próximo quando estamos trabalhando juntos, e sempre consegue uma maneira de encostar a mão em mim. Um toque maldito, toque que faz até meus cabelos que ainda não nasceu arrepiar. - Está com frio? ele tocou meu braço com o dedo e eu estou arrepiada no braço. • Um pouco, o ar condicionado hoje está bem forte. - É porque o calor lá fora está infernal, deve estar uns trinta e oito graus. • Jura? - Sim, vim de fora agorinha e acho que o d***o abriu a porta do inferno. Nós dois sorrimos. - Que tal uma cerveja depois que sairmos daqui? Pra refrescar • Acho que pode ser uma boa ideia (eu sorriso) - Perfeito Depois que aceito o convite no impulso eu me arrependo do que fiz, ou não, talvez só um pouquinho. Bem agora não tem mais o que fazer, e uma cerveja com colegas de trabalho é algo normal. Para minha tranquilidade no barzinho onde marcamos nosso happy hour sempre tem outros funcionários do hospital. Paulo chega quando já estou sentada com alguns colegas e puxa uma cadeira e senta ao meu lado. Encontros entre colegas está se tornando semanal e com algumas colegas quase diários, é difícil essa rotina de acompanhar. pacientes. Alguns chegam até nós sem um pingo de esperança e colocamos nosso suor e coração sobre eles e eles se recuperam e saem felizes e outros perdem a vida em nossas mãos. Infelizmente trabalhar no limite da linha dada por Deus é algo empolgante mais muito desgastante também. Nosso emocional por várias vezes vai por ralo a baixo, sofremos junto coma família e nos sempre nos lembramos aqueles pacientes. Mas nos apegamos a nossa fé que podemos e temos que ser mais fortes para continuarmos a emendar a linha da vida dada para aquelas pacientes e eles seguirem felizes pela frente. E é nesses dias tumultuados e tensos que nossos encontros são frequentes. Uma cerveja pra lavar a alma e descansar um corpo cansado de lutas. Os encontros com o Paulo tem sido frequentes, ele sempre consegue uma maneira de se sentar ao meu lado e ele cuida de mim me servindo bebida, pedindo algo para mim comer. Algumas vezes a mão dele quase encosta em minha perna, mas o que ele mais faz é colocar o braço no encosto da minha cadeira sinto que ele quer marcar território. Nessas horas faço questão de soltar meus cabelos compridos que estão sempre em um coque para que na animação da conversa meus cabelos encostem em seus braços. Tenho que confessar não sou boa em paqueras e nunca sei o que fazer nessas horas e essa brincadeira já está ficando chata, o gato nunca pega a rata. Talvez eu esteja lendo os sinais de maneira errada. - Você mudou o shampoo? • Hãn? - O perfume de seus cabelos, mudou. Eu gostei, combina com você (sorriso) Eu fico olhando pasma para ele, ele está sorrindo e olhando em meus olhos o que me faz perder o fôlego, ele volta sua tenção para um colega que perguntou alguma coisa que eu não entendi. E é então que ele tira a mão de detrás da cadeira e segura minha mão que está repousada sobre minha perna. Eu olho assustada ao meu redor, mas o álcool já fez efeito em todos e cada um está preocupado apenas em beber e sorrir bastante. O aperto da mão foi firme e suave, doce e quente, durou apenas alguns segundos, mas para mim foi uma eternidade. Uma chuva começa enquanto estamos no bar a chuva parece querer lavar toda a cidadade sem ter como ir para cada, Paulo vê nisso a oportunidade perfeita e então ele me leva para casa. Sobre o efeito do álcool, o calor que nossos corpos emitem mesmo que silenciosos de desej um do outro, os vidros embassados e uma música romântica no som do carro, o primeiro beijo acontece na porta do prédio em que moro. Quente e suave, sua mão segura minha nuca e quando abro minha boca sua língua doce e quente a invade, sua outra mão aperta minha cintura e um beijo puro se torna quente e cheio de desejo. Eu me despeço e saio correndo ate a portaria com a bolsa sobre a cabeça evitando me molhar por completa. Quando estou na guarita olho para trás e o vejo me observando. E assim nossa história começa. Como todo início de relacionamento tudo era lindo, atenção, carinho, cuidado. Era tudo perfeito, essa seria a melhor maneira de eu descrever nosso início de história. O Paulo sempre estava na minha casa e como não queríamos que ninguém do trabalho soubesse do nosso relacionamento mantínhamos distância e postura profissional no hospital e diante de nossos colegas de trabalho. Ultimamente nossas reuniões frequentes para nossa cervejas com nossos colegas tem se resumido em ficarmos em casa, TV muito s**o e carinho. Mesmo que eu muitas vezes quero fugir desses dois ambientes trabalho e casa, o Paulo sempre me convence a irmos para casa descansar. Ele sempre diz que estar comigo é melhor do que estar rodeado de gente. Já faz quase 1 ano que trabalho no hospital. No trabalho sempre estamos abarrotados com muito trabalho e sempre escolhemos descansar do que sair ou viajar. Sua personalidade tem mudado e eu venho percebendo mudanças sutis em seu humor principalmente quando estou conversando com colegas, talvez seja coisa da minha cabeça, mas para evitar deixar ele chateado evito conversas externas com colegas homens de trabalho. Aos poucos percebo que meu brilho está se apagando, estou deixando de viver meus sonhos e planos para me encaixar na vida dele, fazer o que ele quer e o deixar feliz. E sempre que começamos a falar sobre isso ele se exalta e acabamos discutindo depois ele vem com sua fala doce e gentil, seus lábios molhados e acabo cedendo e fazendo novamente à vontade dele. Sou refém dele e desse sentimento que tenho por ele. E depois que eu sedo e ele está feliz não se importando com meus sentimentos eu me sinto derrotada, triste e vazia. Mas eu sorrio para ele, e finjo ser feliz. Mas já estou me cansando disso. O ciúme dele tem se tornado cada dia maior, eu achava bonitinho no início e pensava que após um tempo de relacionamento tudo mudaria, mas não mudou e está cada vez maior e mais forte. Por traz de cada palavra enciumada vem outra palavra doce para amenizar a frieza e brutalidade em suas palavras. Ele me vigia em tudo que faço, no hospital ele controla cada movimento meu. E se eu saio um pouquinho fora da linha que ele traçou para mim, quando chegamos em casa uma briga h******l se instala entre nós. Só agora após mais de um ano de relacionamento que fui perceber que o ciúmes antes bobo e cuidado excessivo que ele tem comigo escondia um homem controlador, c***l e frio. Que me sufoca e me humilha com palavras depois adoça minha boca com cuidados bobos que me fazem derreter em baixo dele com s**o gostoso e cheio de carinho, e então mais uma vez esqueço tudo e sigo ao seu lado me moldando para tentar ser a mulher que ele sempre sonhou. Um novo médico foi admitido no hospital e ele foi designado para meu setor. Os suspiros pelos corredores por causa dele eram ouvidos a quilômetros, as enfermeiras não se importavam que ele soubesse. Eu apenas sorria das besteiras que elas falavam, coisas como DR Delicia, Dr Tudão me arrancavam gargalhadas, mas eu sempre observava se o Paulo não estava me observando sorrir. Porque até isso se tornou motivo para problemas "EU SORRIO DEMAIS" foram as palavras dele na última briga. E pensar que meu sorriso um dia era fofo aos olhos dele. O Dr. Mauricio (vulgo Dr. Delicia) sempre me elogiava e dizia gostar de trabalhar comigo, tudo de uma maneira muito profissional. Mas logo o correio fofoca do corredor do hospital começou a cogitar a ideia de que ele estava interessado em mim. Como meu relacionamento com o Paulo ainda era segredo no hospital as meninas não tinham pudores para exagerar nos comentários. E isso logo chegou aos ouvidos do Paulo. Eu sempre deixava claro para ele que isso era invenção das meninas um exagero total. Até que um dia uma simples atitude o fez estourar. Eu fui transferida de setor a pedido do Dr. Mauricio que havia concluído sua especialização e me queria trabalhando com ele em sua equipe. O que para muitos seria uma forma de elogiar sua amada mostrando o quanto ela era competente para o Paulo foi a mesma coisa que o esbofetear a sua cara.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Amor Proibido

read
5.6K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
4.9K
bc

De natal um vizinho

read
14.0K
bc

O Lobo Quebrado

read
130.2K
bc

Primeira da Classe

read
14.2K
bc

Sanguinem

read
4.3K
bc

Meu jogador

read
3.3K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook