Capítulo 16

2853 Words
***Dominique*** Nunca fui adepta a relacionamentos sérios, o Ethan é o que mais se aproxima de um namorado, mas ainda assim eu gosto da minha liberdade e de não ter que dar satisfação dos meus passos pra ninguém, embora eu e o nerd façamos isso o tempo todo. Os poucos dias que passamos juntos, me fez perceber que esse lance de ter uma companhia, de dividir o espaço e ter alguém te esperando depois do trabalho é bom e eu posso me acostumar com isso, a questão é que o Enrico é exatamente o cara avesso para se encaixar nesse tipo de rotina. Ainda trocamos mensagens por um bom tempo depois que voltamos de Angra, mas eu comecei a fazer planos e alimentar ideias de que eu e ele poderíamos fazer isso, poderíamos ser um casal, e não, isso não vai rolar, eu fui me afastando aos poucos, e eu não sei se pra me atingir ou provocar, quando ele percebeu, o cafajeste resolveu me mandar fotos dele com as mulheres que saía e isso causou um efeito em mim muito maior do que eu poderia controlar, mexeu com um sentimento novo e que dói, dói bastante, doeu tanto que cheguei a verbalizar pra ele o que eu sentia, e o que ele fez? Nada. Exatamente, um grande e enorme nada! Ok, eu não esperava outra atitude dele, mas parece que quando realmente acontece, é pior, aí pra não misturar mais as coisas e me machucar, resolvi voltar pra minha vidinha A.E – antes de Enrico. Não mandei mais mensagens e nem nos falamos mais por vídeo, eu só respondia minimamente o que ele mandava. Para não me sentir em um tipo de fossa pós fim de relacionamento, mesmo que esse relacionamento não tenha acontecido da forma convencional, aproveitei a volta das férias e me envolvi de corpo e alma em novos projetos, peguei algumas contas de clientes grandes além dos que eu já tinha antes de vir da Austrália, tudo isso pra ter menos tempo e pensar menos em bobagens. Dois dos meus maiores clientes estão na Europa, e como fazem parte da carteira nova, precisarei dar uma atenção especial para cada um deles, então me preparei para uma longa temporada no hemisfério norte. Enquanto estava na fila para embarcar, Enrico me ligou, fiquei um tempo olhando seu nome brilhar sobre uma das fotos que tiramos juntos, ele me abraçava por cima dos ombros com um largo sorriso, essa selfie ele tirou em um dia que estava especialmente lindo, usava uma blusa preta, uma camisa xadrez de preto e vermelho com os botões abertos por cima, boné pra trás e óculos escuros, senti meu coração acelerar, parecia que se eu abrisse a boca, meu coração cairia naquele carpete azulado no saguão do aeroporto. Ele insistiu e eu recusei todas as ligações, respirei fundo e enviei uma mensagem avisando que não poderia atender, ou o nerd insistiria, respondo sua pergunta com um “sim” e sigo para meu assento. Somos amigos, ou não somos? Engulo em seco tentando empurrar o enorme nó que se formou em minha garganta quando leio suas palavras mais uma vez. Desliguei o celular e fechei os olhos me acomodando na poltrona, o melhor a se fazer é dormir, tenho algumas conexões e horas de voo pela frente, além de muito trabalho quando chegar a Londres, preciso estar descansada para me concentrar no mais importante agora, e não é o nerd de olhos verdes, um metro e noventa e cara de safado. *** Me sinto exausta. Desde que cheguei, só tive tempo de deixar as malas no hotel e me reunir com uma equipe de quase vinte pessoas para discutirmos a implementação do novo sistema, eu só queria tomar banho e me afundar naquela cama. Sai do chuveiro e coloquei meu pijama fofo do Harry Potter. O que é mais clichê do que Harry Potter em Londres? Pois eu digo que mais clichê do que Harry Potter em Londres, é usar um pijama-uniforme do Harry Potter, assistindo Harry Potter em Londres. Sorri animada me preparando para deitar, depois de dar play no oitavo filme da série, o melhor de todos na minha opinião, e alguém bate à porta. - É sério que alguém veio me incomodar a essa hora? – suspiro brava – que droga! Me arrasto até a porta desanimada, me preparando para mandar alguém educadamente se f***r, mas quando eu abro, quem eu menos esperava está em pé, parado a minha porta com uma sacola de plástico e dois copos nas mãos. - Trouxe chocolate quente e scones pra gente, estão fresquinhos, acabaram de sair do forno – Enrico sorri me mostrando o que carrega. O analisei paralisada por um tempo, dei espaço para que entre sem dizer uma palavra, ele passa por mim caminhando até o criado mudo ao lado da cama, o sigo com os olhos ainda em choque. - Eu não sabia que você era da Lufa-Lufa – ele diz observando meu pijama fazendo menção a uma das casas da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. - Não vai me dizer que você é... – Digo fechando a porta. - Da Grifinória, é obvio! – Enrico me interrompe. - Que coisa mais clichê, não? – olha só quem está o chamando de clichê! – O que está fazendo aqui, Enrico? - Vim te ver – ele me abraça pela cintura – você não me liga mais, estava com saudades – me dá um selinho. - Estava muito ocupada com o trabalho – me solto do seu abraço e vou em direção a cama – como me achou aqui? - Não precisei usar minhas habilidades de stalker, até porque, você está sumida das redes há dias, precisei apenas fazer uma ligação – Enrico sorri triunfante. - Eu vou matar a Analiz – boca grande essa criatura que eu chamo de amiga, mas, isso quer dizer que se eu “sumi” e porque ele continuou me procurando. Exatamente por isso que ele estava procurando Dominique, porque quem costuma sumir é ele. - Não briga com ela, eu te acharia de qualquer jeito – o vejo sentar na cama e olhar pra TV – relíquias da morte parte um é bem melhor que esse – diz se acomodando com o edredom e o travesseiro. - Claro que não, no um o Dobby morre, e o que você pensa que está fazendo? – questiono com a mão na cintura quando o folgado põe as mãos atrás da cabeça. - Só porque não é o meu preferido e eu sou da Grifinória não posso assistir com você? Ou não gosta de scones? Solto o ar com força observando o malandro, folgado, gostoso e irritante na minha frente. - A geleia é de que? – pergunto me referindo ao recheio do biscoito. - De amoras vermelhas. - Pelo menos nisso você acertou, é a minha preferida – me aproximo da cama – agora chega pra lá porque eu também quero deitar. A gente se acomodou e assistiu ao filme juntos, quando me dei conta, estávamos de conchinha e Enrico dormia como uma criança, eu tentei me desvencilhar de seus braços, mas foi em vão, ele é maior, mais forte e mais pesado que eu, e tudo bem, estar em seus braços de novo era uma sensação ótima. Acordei sentindo alguns beijos em meu pescoço e uma mão firme acariciando minha cintura e barriga. - Bom dia – Enrico disse rouco mordiscando o lóbulo da minha orelha. - Bom dia – suspiro. - Eu estava com saudade, princesa – ele cola nossos corpos me puxando para si. - Eu também, Enrico, mas preciso trabalhar – disse a fim de me convencer que não poderia ficar ali. - São oito e dez – o sinto subir a mão pelas minhas costas, levando meu pijama junto – a gente tem tempo ainda. Suas palavras parecem acender uma luz de alerta, não acenderam só a luz, me fizeram molhar a calcinha também e eu ficaria, aproveitaria de cada centímetro do cafajeste mais filho da p**a que eu conheço, mas eu uni todas as minhas forças e me levantei daquela cama, estou aqui a trabalho, certo? Então bora trabalhar! E assim foram os próximos dois dias, me reuni presencialmente com acionistas, CEOs, staff, funcionários e até clientes, para entender a expectativa e a necessidade de todos com a implementação do novo sistema operacional, à noite, Enrico me levava para jantar e dormíamos juntos, sem sexo, eu resisti bravamente, merecia até uns tapinhas nas costas por esse feito. - Amanhã de manhã eu terei um tempo livre – disse tirando as sandálias assim que entrei no quarto – depois preciso seguir pra Paris, tenho uma loja de departamento em expansão pela frente. - Ótimo, vamos juntos a Paris então – Enrico diz desabotoando a camisa. - Você vai a Paris também? – o olho confusa. - Claro que vou, Dominique, acha mesmo que eu despenquei até aqui pra te fazer companhia por duas noites e depois voltar pro Caribe? - Acho – respondo puxando o zíper do meu vestido – você andou muito mais pra passar quatro noites comigo – ele se aproxima terminando de abrir o fecho às minhas costas e fala baixo. - Era diferente, estávamos nos conhecendo, agora é mais do que isso – sinto seus beijos na minha nuca. - E o que é então? – viro de frente pra ele. - Agora eu já conheço, sei que valeria a pena, então vim buscar o que é meu, princesa – diz com a cara mais lavada do mundo. - Cala essa boca, Enrico – passo a mão em seu rosto empurrando de leve – para de falar merda – coloco meu pijama indo pra cama – inclusive, deveria ir para o seu quarto. - Não vou, claro que não vou – o descarado fica só de cueca e se deita ao meu lado. Solto o ar com força o olhando. - Você é um cafajeste cara de p*u. - E você me ama – me puxa para si e tenta me beijar, mas eu viro o rosto. - Não sei quem te conta essas coisas – ele distribui beijos pelo meu pescoço e colo. - É só olhar pra você, tá na cara que me ama – Enrico entrelaça os dedos no meu cabelo, acariciando devagar. - Para com isso, nerd – minha voz demostra muito mais desejo do que eu gostaria. - Tá vendo – sussurra em meu ouvido – para de resistir, eu sei que você quer, já correu de mim por dois dias. Que ele é um safado delicioso todo mundo sabe, e que não vale nada também, agora, é quase impossível controlar o desejo e o t***o por esse homem, my God! - Para, Enrico – digo da forma mais firme que consigo – para agora ou vai dormir no seu quarto – ele para de me beijar de repente e me encara. - Sério que você não quer? – arqueia uma sobrancelha – não vou te forçar, mas seja sincera – suspiro. - Eu quero, Enrico, é claro que eu quero, mas não me parece o certo – faço uma pausa e volto a sustentar seu olhar – eu tô tentando me segurar pra não ceder a você, então por favor, não fica me provocando. - O que foi, Dom? – ele se senta na cama me encarando – o que tá acontecendo com você? – para alguns segundos – o que tá acontecendo com a gente? - Como com a gente? – me sento também – não tem a gente, Enrico. - E por que não? – questiona. - É sério que você quer ter essa conversa agora? – o observo, mas ele não diz nada, suspiro – tudo bem – me deito de costas para ele – boa noite, Enrico. Ele não se move por algum tempo, depois o sinto levantar e caminhar pelo quarto, provavelmente recolhendo suas coisas para voltar a sua suíte, suspiro baixo e fecho os olhos. - Eu já quebrei a cabeça, imaginei um milhão de coisas, mas não consigo entender, por que não existe a gente Dom? Você falou que gostava de mim e logo sumiu, m*l me respondia – abro os olhos assustada e dou de cara com Enrico agachado ao lado da cama com o rosto extremamente próximo ao meu – foi tão r**m assim me conhecer pessoalmente? Eu não fui legal com você, te machuquei, atrapalhei seus planos? Eu posso ir embora e não te procurar nunca mais se você quiser, só não me deixa sair sem que diga nada. Os olhos dele brilhavam de uma forma que nunca tinha visto antes, Enrico parecia realmente confuso e com um certo desespero, puxei o ar com força algumas vezes, mas parecia ser inútil, me sentei na cama e ele continuava a me encarar. - Eu... eu não sei, Enrico – me senti extremamente desconfortável, tudo é novo pra mim também, nunca fui confrontada dessa forma por ninguém. - Por favor, me explica o que tá acontecendo – ele apoiou as mãos sobre meus joelhos – eu só preciso de algumas respostas, Dominique – seus olhos estavam grudados aos meus. Continuei em silencio enquanto tentava normalizar minha respiração. - Não foi r**m te conhecer, Enrico, você não me machucou e foi legal comigo, o que aconteceu, é que atrapalhou meu plano de ficar bem sozinha, eu comecei a imaginar coisas e pensar em uma vida com você – suspiro – nós dois sabemos que isso não vai rolar, eu gosto de estar com você, mas quando vai embora, deixa um vazio que eu não quero ter, não quero sentir isso, então é melhor que siga sua vida com a Maíra, com a Charlotte e com todas as outras que passarem pela sua cama, e quanto mais longe estivermos, mais fácil vai ser. Ele se levanta, vira para a janela e fica em silêncio. - Você tá me dispensando por que tá com ciúmes – se vira pra mim – é isso? - Não é ciúmes, só quero manter minha sanidade mental, e você não ajuda – ele sorri de lado e abaixa a cabeça com as mãos na cintura. - Tudo bem, Dominique, vou te deixar dormir – se aproxima e beija meu rosto – te encontro amanhã pra seguirmos pra Paris – o vejo se afastar, juntar suas roupas e caminhar em direção a porta. - Aonde você vai? - Pro meu quarto, estou te ajudando com a sua sanidade – solto o ar com força. - Não, Enrico – o encaro – me faz companhia essa noite – ele sustenta meu olhar por alguns segundos. - Agora você que não tá me ajudando – faz uma pausa – não sei se sou capaz de ficar aqui sem te tocar. - Não seja. Enrico avança sobre mim e me beija de forma avassaladora, o sinto entrelaçar meu cabelo de forma firme, sua outra mão passeia pelas minhas costas deixando um rasto quente, ele apoia um dos joelhos na cama e nos deita, logo a minha blusa de pijama já está jogada em algum canto do quarto, suas mãos descem até meu short o tirando junto com a calcinha, Enrico para com os beijos em meu pescoço e se afasta ligeiramente ofegante. - Você tem certeza, Dominique? – diz olhando em meus olhos – se a gente passar daqui eu não vou conseguir me controlar, e por mais filho da p**a que eu seja, não vou te forçar a t*****r comigo se não quiser – o vejo arfar – eu te desejo demais garota, nunca senti tanto t***o assim por alguém, mas eu preciso que você me fale o que quer – sentia seus dedos afundarem em minha cintura. - Não me faça me arrepender de ceder a você essa noite – Enrico me puxa pelas pernas e as coloca sobre os ombros, ajoelhando-se entre elas, sinto sua língua passear por toda minha b****a me arrancando suspiros, ele sugou e mordiscou cada centímetro da minha i********e de forma avida, segurou minha cintura com firmeza, me forçando contra sua boca, senti sua língua em movimentos circulares no meu c******s, soltei um gemido alto quando fui invadida por uma onda de prazer, gozei intensamente em seus lábios, o nerd tirou a boxer, ainda com minhas pernas em seus ombros, me posicionou no meio da cama e me penetrou de uma vez, fazia movimentos rápidos e fundos, me fazendo sentir suas bolas contra minha pele, uma de suas mãos apertava meu seio, e seus olhos sobre mim eram de completa luxúria, ele observava atentamente todas as minhas reações as suas ações, Enrico gemia de forma sincronizada as estocadas, e não demorou muito para que chegássemos ao ápice juntos. Ele se deitou sobre mim soltando minhas pernas. - Você tem me deixado louco, Dominique – Enrico disse ainda ofegante beijando meu ombro. - Do que você está falando? – perguntei passando as unhas suavemente pelas suas costas, ele sorri sacana e se deita ao meu lado.
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