ISABELA NARRANDO Quando cheguei no hospital e vi meu pai acordado, meu coração faltou sair pela boca de tão rápido que estava batendo. Foi como se eu finalmente conseguisse respirar depois de passar horas sufocada pelo medo. Rodrigo me deixou entrar sozinha. Respeitando esse momento que eu e meu pai iríamos precisar. Respeitando um espaço que era nosso. Mas não nego... Foi ele sair que eu senti falta da presença dele. Não. Não estou submissa. Não estou presa a ele. Mas eu me sinto bem ao lado dele. Me sinto protegida. Desejada. Respeitada. Me sinto vista. Rodrigo me faz sentir coisas que eu nunca senti antes. Me olha de um jeito que nunca fui olhada. Como se eu fosse realmente importante. Como se ele enxergasse muito mais do que a advogada. Muito mais do que a filha do Domenico. Mui

