Estava impaciente demais, quando encarei minha mãe, ela já sabia o que se passava, ela deslizou a xícara sobre a mesa e pegou a sua, levando até a boca e bebendo devagar, ironizando e vendo o filho cair em uma desgraça total e confusa. Não sabia se eu agradecia pela atitude dela e a aproximação ou apenas saia calado daqui. Eu entendia o que ela havia feito. Parecia que ela havia conseguido me acertar com um tijolo ou um balde gelado de água. Ver aquele bebê parecia que tinha me desestabilizado todo, me sentia um m***a, me sentia a escória da sociedade, sentia como se as coisas tivessem explodido e eu havia acabado de ser atingido. Ana Luiza estava tão bem e parecia tão determinada. Devia saber que ela seria assim. Pelos céus. A minha vontade era ir atrás dela e tentar concertar

