Capítulo 4

1195 Words
Nícolas Narrando... Antes de chegar no morro da Rocinha, eu paro com a minha moto, tiro meu capacete e ela desce tirando o dela também, a merma sobe na dela que tava ali parada. Ela mete marcha e eu sigo logo atrás dela, subindo o morro. Sigo direto pra boca principal, onde eles estão reunidos, meu irmão chega na merma hora que eu, certeza que tava pegando a irmã da Isabela, a Isadora, n**o com a cabeça e o safado solta um sorriso de canto. — Tava aprontando ___ pergunto descendo da moto e ele faz o mermo Miguel — Merma fita que tu parceiro ___ antes mermo de eu responder, a porta da boca se abre e meu pai sai por ela sério, como sempre, a merma marra. Pitbull — Bora meter o pé, que eu tenho uma parada pra desenrolar ainda hoje ___ da o papo e eu manjo com a cabeça em concordância. Meu tio me encara de uma forma indecifrável tá ligado, mas eu sustentei o olhar, tô devendo nada pô. — Fé pra vocês ___ faço o toque com geral e sigo pra minha moto. Subo e quando meu pai segue na dele, eu e meu irmão acompanha junto com os outros vapores Nois desce o morro junto com a tropa, passamos pela praça, e seguimos pra fora da Rocinha, sentido o pistão. Fico pensando nas palavras da Isa, eu não sei tá ligado, não é por ela, mas sim por mim, mermo eu querendo que ela seja feliz, não consigo aceitar outro cara tocando nela, isso me deixa muito puto, e eu não consigo ser diferente, tá ligado, eu gosto da revoada, e papo reto, meu medo mermo é assumir ela e acabar fazendo besteira, e ela nunca mais me perdoar. O único filho da putä da família sou eu mermo e alguns dos meus primos, mas o que tem rolo, igual eu tenho com a Isa, e só eu mermo. f**a pô, a dona Júlia fica estressadona comigo, porque dela eu não escondo parada nenhuma, e várias vezes de eu ouvir dela uma pá de fita, tem que vez que eu até evito encontrar com a dona encrenca papo só. Chegamos no morro do Vidigal e eu já sigo pro barraco já, não sei que parada meu pai quer resolver, mas seja o que for só pode ser k.o Encosto com a moto em frente a minha casa, e sigo pra dentro cumprimentando os vapores. Meu pai e meu irmão já entram juntos, só o Vitor que tá na casa dos nossos avós maternos, não sai de lá, meu pai não gosta muito não, mas não tem o que fazer pô. Pitbull — Nicolas e Miguel, deixa eu dar o papo e passa a visão pra vocês dois, o Tenebroso chegou em mim antes da reunião, deu o papo que se souber que cês tão pegando as filhas dele, bagulho vai ficar louco, e eu não vou nem me intrometer, cês vão aguentar a bronca firminhos pegarão a visão, igual sujeito homem, cês são grandes o suficiente pra assumir os k.o no peito, eu só vou me intrometer caso as coisas saia do controle, se não, é com vocês mermo ___ diz altivo e eu manjo com a cabeça — Ja é pai___ dou o papo e ele continua com a expressão séria. Pitbull — VALENTINA, DESCE ___ franzo o cenho quando ouço ele gritando chamando minha irmã, na hora desce a tropa inteira, a chefona de tudo e a defensora. Valentina — Oi pai, me chamou ___ pergunta indo cumprimentar ele com um abraço, apertado, assim como a Helô e a minha mãe Pitbull — Tentaram alguma parada contigo hoje ___ pergunta esquadrinhando o rosto da minha irmã que se afasta um pouco pensativa — Responde Valentina, você sofreu algum atentado hoje ___ sua expressão dura intimida a minha irmã de uma forma que ela e nem ninguém dessa casa consegue mentir Valentina — Na verdade... Bom... Quando eu estava voltando da faculdade, acabou acontecendo um pequeno acidente na pista, e quando eu tava conversando com o indivíduo, um outro carro tentou me atropelar, mas foi somente isso papai ___ diz tentando amenizar a situação e meu pai n**a com a cabeça passando a mão no rosto Pitbull — Eu não quero saber, nenhuma de vocês duas pra fora do morro hoje, até eu conseguir descobrir quem foi o filho da putä que tentou atropelar tu, estamos combinados ___ diz com firmeza e as meninas se olham — eu não quero ouvir argumentos, só quero saber, estamos ou não estamos combinados... Helô/ Valentina — Estamos pai ___ falam meio desanimadas olhando pra minha mãe que já sai em defesa Júlia — Você acha que privar as duas aqui dentro, vai impedir que aconteça alguma coisa com elas? Não é mais fácil colocar mais vapores na contenção delas___ questiona cruzando os braços e jogando os cabelos ruivos de lado, a idade pra minha mãe não chega nunca, continua lindona como sempre pô — Vai fazer a mesma coisa com os meninos Bruno? Vai impedir eles de saírem? Pitbull — Júlia, nem adianta, eu sei o que é melhor pra elas, as duas não tem a merma malícia que eles tem, vem de marola pro meu lado não, que cê não vai conseguir me convencer, eu sei o que eu tô fazendo ___ da o papo ignorante gesticulando com as mãos e sobe as escadas resmungando . Helô — Manhee..___ faz bico olhando pra minha mãe que manja com a cabeça e sobe atrás do nosso pai. — Tão cheias de graça né não, querendo que a mãe se meta em encrenca com o nosso pai, por causa de vocês duas, papo reto, cês são fodä ___ dou o papo negando com a cabeça e a Helô revira os olhos Helô — Nem você e nem o Miguel não tem que falar nada, porque quando o tio tenebroso souber que vocês tão de gracinha com as gêmeas, aí sim vai ter encrenca, porque vocês sabem como ele é... ___ diz e eu aperto meus lábios pensando no assunto Valentina — Isso eu tenho que concordar, vai dar k.o, fora que o nosso pai vai ficar boladão, porque o Miguel eu não sei, mas você Nicolás, sei o quanto tu é cachorro, vive pegando as piranhas desse morro e depois vai procurar a coitada lá, você também não é santinho não, um dia ela vai cansar e vai achar alguém que valorize ela de verdade, aí tu vai se arrepender por ser tão i*****l ___ acusa apontando o dedo pra mim e eu fico puto, mas pra não armar treta com elas aqui, eu dou as costas, e subo as escadas bolado pra caralhoo A Isa não teria coragem de ficar com outra pessoa, eu tô ligado que tô no erro, mas pô, não tem outra solução. Tenebroso jamais ia deixar nois namorar as filhas dele não, papo só, o que resta é continuar na surdina mermo até onde rolar. Chego no meu quarto e me jogo na cama, pensando nas zideia que a Valentina e a Helô deram... Contínua...
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