MAIS UM PESADELO

2076 Words
– Como esta agora? – perguntou o senhor Ezildo vendo a sua filha respirando com dificuldades ainda na cama. – Ainda não estou bem, mas como foi apenas um pesadelo, acho que vai passar em breve. – ela disse tossindo em seguida e olhou para o quadro onde estava a imagem de toda família reunida inclusive a empregada que já era considerada da família pela Belfácia e pela própria Vânia. Para o senhor Ezildo não era tao importante considerar a empregada Carlota como da família, ele só se importava com o seu desejo s****l satisfeito pela mesma. – O que está havendo consigo, afinal? – perguntou o homem sentando ao lado da filha na cama. – Pai, eu não sei, mas já fizemos quase um pouco de tudo, mas isso não para. As vezes sinto mãos me agarrando, me estrangulando e simplesmente assustador. – com uma voz fraca. De repente a lâmpada no quarto ligou-se sem nenhuma intervenção de alguém, Ezildo levou um susto que até lhe fez ter a vontade de sair do quarto correndo com o medo batucando no seu peito. – Que merda esta acontecendo aqui, me explica filha. – Eu também não sei, pai. – Temos que fazer algo agora antes que isso fique pior. – disse senhor Ezildo e de imediato como algo invocado e estando de lado de fora a porta do quarto fechou-se com violência. Um outro susto atingiu o ex militar e sentiu um arrepio descendo da sua espinha ate os seus pés. Sentiu uma presença estranha pela casa com uma energia negativa e pesada que o mesmo não sabia como explicar. Vânia, também sentira um arrepio e o mesmo susto lhe fizera sentir uma estranha sensação que tinha toda a vontade de achar alguém para poder lhe explicar o que estava havendo. A cabeça da Vânia doía de uma forma absurda depois daquele horrendo pesadelo que ela não tinha a vontade de lembrar. Cada dia que passava os pesadelos se intensificavam e sempre ela sentia a sensação que os mesmos algo significavam. As coisas estavam ficando cada vez mais estranhos e o que a deixava apavorada era a situação de alguns dos seus pesadelos se concretizarem, coisa que acabou comentando com a sua mãe e também com a Carlota que ficaram chocadas com isso que a proprietária da habilidade maligna chamava de maldição. – Dói-me a cabeça pai e e muito forte. – disse Vânia com uma cara que preocupou o pai muito duro. – Vamos sair daqui, já. – disse o homem ao ver uma cadeira se movendo aparentemente por conta própria. Vânia levantou da cama as pressas para juntamente com o seu pai sair do quarto, mas infelizmente algo invisível lhe agrediu e caiu no chão de uma forma absurda. – O que está havendo aqui? – gritou o senhor Ezildo e tudo no quarto ganhou uma energia ainda mais negativa como se um demônio estivesse no interior do quarto. Ele tentou erguer a sua filha, no entanto ele também foi agredido por algo invisível, assim caindo da mesma forma como a Vania caiu. Tudo ficou escuro no quarto e uma voz disse: Sobrevivam meninos. Vania sentiu mãos fortes pressionando o seu pescoço e quando tentava gritar não conseguia, assim escapando apenas um sussurro do que era para ser um grito robusto capaz de espantar as piores criaturas espirituais infernais. No seu interior ela gritava e se perguntava porque que estava havendo aquilo de uma forma frequente com ela. – Filha! – Vânia ouviu a voz do seu pai lhe chamando com medo na sua voz que chegava a ser bem estranho para uma pessoa que já foi soldado e um dos melhores. Ela se debateu para poder escapar das mãos que lhe sufocavam a cada segundo e a sua respiração estava falhando, nada conseguia ver e apenas ouvia e sentia um clima bem negativo que chegava a ser palpável. As cegas o senhor Ezildo procurou pela sua filha quando foi atingido por um forte golpe no queixo lhe fazendo cair perto da cama e sentir algo perfurando a sua cabeça. Ele gritou tao alto de uma forma que nunca antes fizera na sua vida, algo que ate tocou a alma da sua filha que ainda estava em agonia sendo sufocado pelas desconhecidas mãos. De repente uma mão foi ao interruptor e ligou a lâmpada, o quarto ficou iluminado. Vânia já estava livre das mãos que lhe sufocavam e o senhor Ezildo ainda gritava no chão por conta da dor depois da sua queda. O sangue escorria pela superfície e a pessoa que ligara a lâmpada ainda estava na entrada do quarto olhando para o cenário horrendo ali. – Meu Deus! – exclamou Belfácia e de imediato correu ate ao seu esposo que estava se afogando no seu próprio sangue. Vânia levantou e quando quis fazer o mesmo que a mãe percebeu que não conseguia se mover por conta do sangue que havia enchido o quarto e tinha se solidificado, os olhos dela ficaram arregalados e um grito de algo vindo de cima soou. – Vânia, Vânia – uma voz lhe chamou e ela acordou num sobressalto. Vânia acordou num salto e olhou em todo o canto que conseguiu antes de ver o seu irmão olhando para sua cara. – Esta tudo bem consigo? – colocou a questão para a irmã que ofegante não sabia o que fazer. – Agora sim. – Teve mais um pesadelo? – Sim. – Eu também. Não fazia muito tempo que o Grizy também afirmava ter tido os mesmos sonhos que a sua irmã. – Calma, foi apenas um pesadelo. Esta afim de passear? A questão do Grizy soou muito estranha para Vânia, pois ela sabia que o irmão não gostava de passear com ela e colocar aquela pergunta significava algo bem estranho para ela. – E apenas um pesadelo, mas o problema e que se repete como se fosse algo que alguma vez eu tenha presenciado. – pensativa ela disse e em seguida continuou – Gostaria muito de contigo passear, mas o problema e que tenho muito trabalho da escola e tenho que começar essa manha para conseguir terminar mais cedo. – Esta bem, era para uma coisa muito interessante, algo que você gosta. – O que e? – curiosa Vânia perguntou ao seu irmão. – Só posso te contar caso você aceite ir comigo. – Serio? Sinto muito, mas não posso ir contigo mesmo. O que estou dizendo e verdade, não estou usando desculpas para evitar sair contigo. – Esta certo, me ligue caso mude de ideia quando as coisas começarem a ficar mais uma vez entediantes. – Não se preocupe que farei isso, esta bem? – Esta bem. – o irmão respondeu e assim foi para o seu dito passeio naquela manha. Vânia levantou da cama se perguntando porque os sonhos recorrentes não paravam porque ela já não aguentava mais ter que lidar com aquela situação que a dia apos dia lhe trazia mais preocupações e por vezes quando possível escondia o fato acerca dos mesmos pesadelos do seu pai para evitar que este lhe levasse novamente para os curandeiros ou feiticeiros para lhe ajudarem a sair daquilo tudo. – Oi Vânia, esta tudo bem consigo? – perguntou Carlota quando se cruzou com ela indo para o banheiro. – Sim, esta tudo bem sim. – ela respondeu rapidamente indo diretamente para o banheiro e tendo em seguida tomado o seu banho, saiu e voltou para o seu quarto. Sentou na cama e olhou para uma parte do lençol que passara um liquido vermelho deixando a sua marca que preocupou bastante a adolescente que acabara de sair de um pesadelo terrível que não desejava a ninguém que tivesse a mesma experiencia horrenda. – NÃO!! – Vânia gritou tao alto que chamou a atenção de todos na casa que de imediato correram ate ao seu quarto para verem o que estava acontecendo com ela. – O que foi filha? – com uma preocupação que chegava a ser palpável perguntou a mãe quando chegou na entrada do quarto. Belfácia estava vendo a sua filha com o seu olhar vidrado no lençol. Quando ela conseguiu ver o mesmo que a filha não conseguiu se conter para não gritar e como se fosse magica o seu rosto mudou para de uma pessoa que não fazia parte da família e ninguém havia visto alguma vez. – Que d***o esta acontecendo aqui – perguntou a empregada que de uma forma sem explicação estava sobre a cama da Vânia no quarto e ao lado da adolescente. Aí Vania acordou de verdade para o mundo real e percebeu que estava tendo um pesadelo que parecia impossível dela sair por conta das ligações que pareciam não ter um fim. Abriu os olhos e no seu quarto ninguém estava e também não tinha nenhuma gota de suor no seu rosto e nem no seu corpo, abriu um sorriso na sua face e sentiu o frio da madrugada agredindo a sua pele desprotegida, o silencio era a sua música. O mais interessante era que a adolescente não estava ofegando e não sentia nenhum medo no seu interior. Era algo diferente, pois em todos os sonhos que ela tinha sempre sentia um medo lhe invadindo o peito e também acordava suada e ofegando de uma forma pujante. Respirou fundo e ignorou o seu sonho. Virou ao sentir uma vibração de algo que parecia um celular e quando deu o movimento completo pode ver que de fato era um celular que estava vibrando um pouco distante dela, sobre a mesa onde tinha o seu material que utilizava para escola como o seu computador e os seus cadernos organizados com todo o cuidado. Com uma preguiça lhe esmagando e com uma grande vontade de continuar a dormir ela levantou com a sua lentidão parasse dirigir ate ao celular para ver que mensagem havia entrado, justamente na madrugada daquele dia que ela considerou sagrado. Quando a adolescente desbloqueou o seu celular viu como mensagem o seguinte: “E agora que o seu sofrimento terá um fim”. Ela logo deduziu que tinha a ver com algo que ela precisava ter respostas sobre, então mandou uma mensagem de volta em forma de pergunta para poder ter a certeza do que ela estava pensando que a mensagem se tratava: “O que seria isso que acabaria com o meu sofrimento que enfrento desde que me conheço por gente?” “O que tens e uma doença genética e nos sabemos que doenças genéticas não tem cura, porem alguma forma que pode ser considerada como tratamento para poder controlar os sintomas agressivos da doença” “De quem e e o numero?” ela perguntou quando viu a resposta que lhe pareceu bem interessante para ela que estava bem preocupada com a sua situação que não parecia ter uma solução. “Não posso dizer, não agora” Vânia segurou o celular e em silencio pensou no que escrever para convencer a pessoa com quem estava conversando com ela. “Posso tentar adivinhar?” “Tenta se conseguir” “Você e Edson?” “Mais um pesadelo não e?” Em simultâneo quando a Vânia mandava a sua mensagem também a outra pessoa mandou e ela novamente parou e convidou o silencio por alguns segundos antes de continuar a escrever para a outra pessoa do outro lado. Ela não teve mais paciência e decidiu ligar para o numero que estava mandando mensagem e colocou o celular no ouvindo assim ouvindo o mesmo a chamar, no entanto ninguém respondeu ate que ela desligou. Ficou esperando que recebesse algum retorno em chamada e receber uma mensagem já não fazia parte dos seus desejos. Ela na verdade já não gostaria de voltar a dormir ainda mais sabendo que tinha uma apresentação do trabalho na manha do mesmo dia, a ansiedade estava lhe atingindo com boas doses de agressão. O tempo foi passando não mais recebeu uma mensagem e nem recebeu uma ligação. Abriu a gaveta da sua mesa e lá tirou o que precisava para poder fazer uma parte do trabalho da escola que faltava para fazer. De repente um cheiro estranho e pútrido circulou no seu quarto, era tão forte que chegava a lhe engasgar e assim começou a tossir sem parar por um tempo considerável antes de ver o rosto de algo que tinha corpo humano e chifres enormes na cabeça que era de um animal.
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