Depois de uma mamadeira e de uma hora tentando por Atena para dormir, desiste do sexto pavilhão, já que estava preocupada com o choro excessivo da filha .
Dos dias que estavam ali, poucas vezes Matteo almoçava em casa e aquele era mais um dia que almoçaria na companhia de Atena que, ainda chorava inconsolável.
Matteo na grande maioria das vezes, passava mais tempo fora do que na casa.
Fred entra na sala de estar, aonde estava diante da janela com Atena aconchegada em seu peito, sorrindo levemente.
– O almoço está pronto, Srta. Beatrice – Ele olha com atenção a bebê – Como está a pequena Antonella?
– Atena – Beatrice corrige, sem parar de balançar a filha – E...ela está irritadiça hoje.
– Talvez eu possa ajudar.
– Fred.
– Nos damos muito bem e além do mais, gosto da companhia de Atena – diz se aproximando, pegando gentilmente a bebê.
Fred era o anjo da guarda de Beatrice quando precisava comer.
Sempre a lembrava que precisava se alimentar, mesmo quando esquecia ou se deixava de lado.
Fred pega com delicadeza o pequeno pacote de seus braços, a aconchegando com maestria em seus braços.
Beatrice suspira hesitante, deixando a sala em seguida.
Fred fazia questão de colocar a mesa do almoço, mesmo quando Matteo não almoçava em casa. Deste modo, Beatrice se sentia importante, mesmo sabendo que só estava ali por causa de Atena.
Não querendo abusar da boa vontade de Fred, como sempre, comeu seu almoço em poucos minutos, constatando ao voltar para a sala de estar que Atena dormia.
– Precisando de mim, é só chamar – diz Fred com um sorriso, passando por ela.
Isso a fez desejar ter Fred sempre por perto nas crises de choro de Atena.
Aproveitando a “folga" depois do almoço, retomou para seu projeto inacabado, forçando a si própria, apesar do cansaço e de seu corpo pedir um banho e que trocasse o pijama, a continuar o que estava fazendo. Terminando assim, conseguindo desenhar dois pavilhões, antes de Atena acordar.
A bebê resmunga no bebê do conforto ao lado da mesa, indicando que deveria estar molhada e com fome.
– Está tudo bem – assegura a pegando – Vou providenciar uma fralda limpa e uma mamadeira – diz deixando o cômodo dando leves batidinhas em suas costas.
Atena continua resmungando enquanto se encarregava de trocar a fralda e deixava o andar superior em direção a cozinha.
– Precisa de ajuda? – A cozinheira pergunta, ao vê-la se movimentar pela cozinha usando apenas uma mão.
– Não, obrigada – diz com um meio sorriso, querendo também lhe dizer que estava tudo sob controle, apesar de estar desejando que Fred aparecesse do nada para salvá-la.
Atena suga o bico de silicone com vontade assim que lhe oferece a mamadeira, enquanto saia em passos lentos da cozinha.
Olhando para a bebê em seus braços, calma, e sendo alimentada, refletiu se estava fazendo tudo certo e não conseguiu chegar a uma conclusão.
Sabia o quão era desafiador cuidar de uma criança, principalmente um bebê, já que durante algum tempo fora a responsável por cuidar de seus irmãos.
Entretanto, sabia que uma hora ou outra Kathleen chegaria e não seriam mais sua responsabilidade e com Atena apesar de qualquer situação, ainda seria sua responsabilidade.
A porta da frente abre, Matteo entra em casa, pendurando o sobretudo ao lado.
Ao vê-la ergue uma sobrancelha, no misto de surpresa e confusão.
Era o mesmo olhar que lhe dava ao chegar em casa e vê- la de pijama e com os cabelos desgrenhados.
– Oi – diz sem desviar o olhar – Hã...Como ela está ?
– Bem, eu acho.
Ele franze o cenho, deixando a maleta de couro de lado.
– As cólicas pioraram?
Ela dá de ombros.
– Não sei bem. Atena anda muito chorona. Talvez seja melhor levá-la as um médico presencial. Já que as consultas da Dra. Kokinos virtuais, não parece estar sendo muito eficazes.
– Você é a mãe, não deveria saber quando há algo de errado? – Matteo pergunta indignado.
Beatrice semicerra os olhos, abrindo e fechando a boca, sentindo a raiva aflorar dentro de si.
– Eu não sou médico! Não posso simplesmente deduzir o que é que a minha filha tem.
– Vou pedir a Eleonora que me indique o pediatra dos trigêmeos – diz indo em direção a escada.
Os diálogos entre ambos era sempre curtos e diretos. Sempre relacionados a Atena e em seu bem estar.
Estavam se esforçando para manter uma relação saudável pelo bem da filha.
– Muito bem. Você tomou tudo – Beatrice murmura para a filha, a colocando para arrotar – Acho que agora consigo tomar um banho e estar descente na hora do jantar.
Ela leva o suspiro de Atena como uma possível afirmação, sorrindo para si mesma, ao levar a mamadeira vazia de volta para a cozinha.
Com Atena no bebê conforto, analisa seu estado diante do espelho, principalmente sua roupa manchada de leite, além do odor de suor por mais um dia corrido.
Se apressa em se livrar do pijama que vestia e em desamarrar o cabelo. Sabendo que a calmaria de Atena não duraria por muito tempo.
E foi completamente cheia de sabão no corpo e no rosto, que Atena decidiu interromper o banho da mãe a plenos pulmões.
– Ei. Está tudo bem. Estou aqui – dizia na tentativa de fazê-la parar, em vão.
Pelo boxe do banheiro aberto, podia ver o pequeno rosto até então corado, ficar vermelho a medida que a bebê fazia força para chorar, a deixando preocupada.
– Atena – chama numa tentativa tosca, procurando a toalha que havia deixado por ali por perto, sem nem achar seu roupão na busca.
Quando finalmente consegue cobrir parcialmente uma parte de seu corpo, com seu pijama sujo, se depara com Matteo ao sair do banheiro.
Seus olhos focam por alguns segundos em seu pescoço , b***o, braços e pernas cheios de sabão, até erguer o olhar e notar o cabelo com shampoo.
– Estava tentando tomar banho – argumenta, apertando mais a blusa do pijama de manga comprida contra o corpo.
– Fico com ela até terminar – diz pegando Atena.
Ela assenti, os vendo sair do quarto. Contente pela primeira vez em semanas que podia lavar todas as partes do seu corpo.