Episódio 10

1483 Words
A risada do outro lado o fez rir também enquanto ele abria as cortinas da sala para olhar a cidade abaixo. Depois de um momento, ele voltou para a cama e retomou a conversa. — Olá, Adam. Como está o meu melhor amigo? — Aqui estou eu, me perguntando por que não fui com você. Adam respondeu com uma mistura de arrependimento e humor. — Você consegue imaginar? Dois homens solteiros, num veleiro de doze metros, navegando ao longo das costas das ilhas gregas, dividindo a cama com todas as mulheres bonitas que encontramos. Poderíamos até abrir um canal Only*Fans. O riso espalhou-se entre eles novamente. — Claro. E ao retornar, foram demitidos do FBI e da polícia de Los Angeles por atuarem como estrelas por*nôs. — Uh, com a fortuna que faremos, não teria feito diferença. Adam respondeu com uma risada, embora o seu tom logo tenha ficado mais sério. — Ei, você realmente vai tran*sar com as recepcionistas do hotel em que acabou de chegar? — O turno termina às quatro. Convidei as duas para subir. Vou ver se elas fazem isso. Ele respondeu com indiferença. — Eu sabia que você passar por esse procedimento não foi algo aleatório. Disse Adam, referindo-se à vasectomia de Willian. — Mas lembre-se: sem chapéu, sem festa. E certifique-se de que elas sejam maiores de idade. Você já sabe o que significa para nós ser menores de idade. — Eu sei. Se não tem mais de dezoito oito anos, não toque nelas. Ele respondeu rapidamente, repetindo o mantra que ambos adotaram. Depois de uma pausa, Willian suspirou. — Sinceramente, não estou aqui para festejar como um adolescente. Esta não é uma viagem de férias de primavera, Adam. É uma tentativa de... Ele franziu a testa, procurando as palavras. — Eu nem sei para que serve. Só sei que não poderia ficar em Los Angeles nem mais um dia. — Menos ainda depois do que aconteceu com a sua cunhada. Adam acrescentou sério. Willian assentiu, mesmo estando sozinho no quarto. Ele sabia o que o seu amigo queria dizer. — Grace não é mais problema meu. Não quero saber mais nada sobre aquela família. — Não é só uma questão de dizer, Willian. Você tem que acreditar no que está dizendo. Aconselhou Adam. Então, o seu tom mudou. — Bom, te ligo mais tarde, só queria saber se você chegou bem. Estou na estação esperando informações. — Que tipo de informação? — Um homem importante no mundo da hotelaria, um grego chamado Krykos, está vindo para Los Angeles. Aparentemente, ele quer abrir uma rede de hotéis no estado e considera esta cidade ideal. Ele vai se reunir com o Secretário de Estado em dois dias, e nós devemos ficar responsáveis ​​pela segurança dele. Ele é paranoico. — Por que esse sobrenome me parece familiar? Willian murmurou, franzindo a testa. Quando ouviu a batida na porta, Willian simplesmente virou a cabeça em direção à porta, franzindo levemente a testa. Ele sabia perfeitamente que não havia pedido nada especial, então os seus movimentos se tornaram cautelosos. Ele se aproximou com passos medidos em direção à sua mochila, onde carregava a sua arma de serviço. Ele viajou com ela graças às autorizações necessárias, além de usar o seu distintivo de agente do FBI. Com precisão mecânica, ele pegou a arma, colocou-a na perna e segurou o celular na outra mão, pronto para qualquer eventualidade. — Uma da suas filhas desapareceu da face da Terra há um ano. Dizem que ela foi comemorar o seu aniversário em uma das ilhas particulares da família e nunca mais foi vista. Disse a voz do seu amigo Adam do outro lado da linha. — Sim, li algo sobre esse caso. O aniversário foi há alguns dias, não foi? Willian respondeu, com os olhos fixos na porta enquanto ouvia novas batidas. Ele suspirou resignado antes de continuar a conversa. — Bom, tome cuidado com essa super missão e me avise se tiver alguma novidade. Continuamos em contato. — Claro. Não desapareça você também. E você sabe, use proteção. Se ela não tiver dezoito anos ou mais, não a colocamos na cama. — Claro, claro. Até mais. Ele desligou a ligação e guardou o celular no bolso do roupão. Então, com movimentos silenciosos, ele aproximou-se da porta, pressionando-se contra as fechaduras. Ela ficou na ponta dos pés para olhar pelo olho mágico. Ao ver quem estava lá fora, ele soltou um suspiro longo e pesado. A visitante era a recepcionista loira e curvilínea que ele notou ao fazer o check-in, e ela carregava uma garrafa de champanhe na mão. Willian abriu a porta com cautela, mantendo uma expressão neutra enquanto estudava a mulher. O olhar dele desviou brevemente para a garrafa que ela segurava antes de retornar para o rosto dela. — Eu não pedi por isso. Ele disse num tom firme, mas não hostil. — É uma cortesia especial para certos convidados. Ela respondeu, com um sorriso que parecia cuidadosamente ensaiado. O seu olhar varreu rapidamente o corredor, como se quisesse ter certeza de que ninguém os estava observando. Willian, após um momento de hesitação, soltou um suspiro e deu um passo para o lado, gesticulando para que ela entrasse. Ele fechou a porta atrás de si, mas não sem antes ter certeza de olhar para os dois lados do corredor, um hábito que ele não conseguia evitar depois de anos no FBI. A loira, com movimentos confiantes, avançou em direção à pequena mesa do quarto. Lá, ela pegou as duas taças que estavam disponíveis e, habilmente, abriu a garrafa de champanhe. A sua capacidade de lidar com a bebida não passou despercebida por Willian, que enquanto isso foi até sua mochila. Ele colocou a arma num compartimento seguro e deixou o celular ao lado, sem tirar os olhos da mulher. — Achei que você não sairia da recepção antes das quatro. Ele disse, pegando uma das taças, embora não a tenha bebido imediatamente. — Tenho um intervalo de quinze minutos. Ela respondeu, encarando-o com uma mistura de curiosidade e flerte. A minha colega terá mais quinze depois de mim. Ela acrescentou, parando por um momento. — Ela também é uma daquelas que distribui presentes de cortesia. — E vocês recebem muitos convidados? Ele perguntou, num tom que era algo entre indiferente e curioso. A mulher sorriu, inclinando-se ligeiramente na sua direção. — Não tantos quanto você imagina. Mas aqueles que recebemos geralmente ficam... satisfeitos. Especialmente com alguém como você. Willian lambeu os lábios, o seu olhar examinando a mulher da cabeça aos pés enquanto ela esvaziava a sua taça de champanhe. Sem pressa, ele levou o seu próprio copo ao nariz, cheirou-o cuidadosamente e, após um momento de reflexão, colocou-o sobre a mesa sem prová-lo. Os seus instintos lhe diziam que era melhor ficar alerta. — Queremos apenas que você se sinta confortável durante sua estadia. Ela disse, o seu tom tentando ser casual, mas transmitindo uma intenção clara. — Sim, imagino que isso faça parte de um bom serviço. Ele respondeu, inclinando a cabeça levemente enquanto estudava as reações dela. — Quantos anos você tem? — Vinte e nove. Ela respondeu quase instantaneamente. — Perfeito. Willian puxou uma cadeira e sentou-se, adotando uma postura relaxada. Sem hesitar, ela desamarrou o nó do seu roupão, revelando o seu tronco e revelando a sua absoluta confiança no seu me*mbro bem dotado. A loira o observou, engolindo em seco com óbvio nervosismo, mas logo os seus lábios se curvaram num sorriso que traía desejo. — Você tem onze minutos de descanso. Ele avisou com uma voz profunda, cruzando as mãos atrás da cabeça enquanto os seus olhos seguiam cada movimento dela. A mulher, como se algo dentro dela estivesse transbordando, caiu de joelhos rapidamente, o seu olhar fixo nele antes de se inclinar para frente. Willian observou enquanto ela fechava os olhos em concentração enquanto se entregava à satisfação oral dele. A sua expressão permaneceu serena, embora a sua respiração começasse a ficar mais profunda. Ele deixou os seus pensamentos vagarem por um momento. Ele sabia que aqueles trinta dias eram uma oportunidade de se reconectar consigo mesmo, mas também entendia que a sua dor e o seu orgulho ferido estavam alimentando impulsos que ele m*al conseguia controlar. Se o seu propósito inicial era buscar paz e clareza, agora estava evidente que o prazer e a distração poderiam ocupar o centro do palco. Talvez ele estivesse buscando mais do que apenas paz de espírito. Talvez, no fundo, ele quisesse preencher o vazio deixado pela traição de Grace. Ou talvez ele estivesse simplesmente disposto a se divertir, a viver o que não se permitiu viver aos vinte ou trinta anos. Mas uma coisa era certa: ele não tinha intenção de ne*gar o desejo ou se conter. Por enquanto, essa jornada era dele, e ele estava determinado a aproveitá-la ao máximo em todos os sentidos.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD