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Uma Babá para a Filha do Bilionário

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Blurb

Emily Rossi sempre aprendeu a sobreviver sozinha.Aos 22 anos, no último ano da universidade de Artes, ela divide seu tempo entre aulas, trabalhos acadêmicos e pequenos b***s como pintora para conseguir ajudar a família humilde que vive nos subúrbios de Roma. Filha de uma costureira e de um motorista aposentado, Emily sabe que desistir nunca foi uma opção — principalmente quando seu futuro depende disso.Quando recebe a inesperada oportunidade de pintar um quadro para a elegante mansão da poderosa família Moretti, Emily acredita que será apenas mais um trabalho temporário.Mas tudo muda no instante em que conhece Suelen, a pequena e adorável filha de cinco anos de Dylan Moretti.Dylan é um empresário bilionário, reservado, frio e completamente dedicado à filha desde que perdeu a esposa. Acostumado a controlar tudo ao seu redor, ele enfrenta apenas um desafio impossível: Suelen. Teimosa, sensível e extremamente seletiva com quem deixa se aproximar, a menina rejeita qualquer babá contratada e só aceita o colo do pai e de poucos familiares.Até Emily aparecer.Com uma simples canção, palmas suaves e um carinho inesperado, ela consegue o impossível: acalmar Suelen, fazê-la tomar o remédio e adormecer em seus braços.Dylan observa aquela cena sem conseguir desviar os olhos.Intrigado, ele faz uma proposta irrecusável: um contrato de um ano para que Emily se torne a babá particular de sua filha. Em troca, ele pagará sua universidade, garantirá estabilidade financeira para sua família e abrirá portas para um futuro que ela jamais sonhou alcançar.Aceitar parece a escolha certa.O problema é que trabalhar tão perto de Dylan Moretti significa enfrentar um homem perigosamente atraente, emocionalmente inacessível… e absolutamente proibido.Entre diferenças sociais, segredos familiares e sentimentos cada vez mais difíceis de esconder, Emily descobrirá que cuidar de Suelen talvez seja a parte mais fácil.O verdadeiro desafio será proteger o próprio coração.Porque às vezes, o amor surge exatamente onde jamais deveria acontecer.E quando isso acontece…não há contrato capaz de impedir.

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Capítulo 1 — Emily Rossi
O céu daquela manhã parecia mais cinzento do que o normal. Emily Rossi observava pela janela do ônibus enquanto segurava com força a pasta onde levava seus esboços, referências e o contrato simples do serviço que faria naquele dia. A mansão dos Moretti. Só de pensar naquele nome, seu estômago se apertava. Toda a cidade conhecia a família Moretti. Dinheiro, poder, influência… e uma reputação quase intocável em Rome. E ela? Era apenas Emily. Uma universitária cansada, bolsista, sobrevivendo entre aulas, cafés baratos e noites m*l dormidas. Filha de gente simples. Moradora dos subúrbios. Uma garota tentando terminar o último ano da faculdade sem desmoronar no processo. Sua mãe dizia que talento abria portas. Emily ainda estava esperando isso acontecer. — Vai dar certo — murmurou para si mesma. Precisava dar. O pagamento daquele quadro ajudaria nas mensalidades atrasadas da universidade e ainda sobraria um pouco para comprar os remédios do pai. Ela não podia falhar. Quando o ônibus finalmente parou, Emily desceu e ficou alguns segundos parada diante dos enormes portões de ferro. A propriedade parecia mais um palácio. Jardins impecáveis. Fontes ornamentadas. Carros luxuosos. Até o ar parecia caro ali. Ela respirou fundo. — Certo… finja que pertence a esse lugar. Não funcionou. O segurança a olhou da cabeça aos pés antes de confirmar seu nome na lista e permitir sua entrada. Cada passo até a porta principal fazia Emily se sentir menor. Quando a governanta abriu a porta, o choque foi ainda maior. Tudo brilhava. Mármore. Lustres. Escadas grandiosas. Silêncio elegante. Ela quase teve medo de respirar errado. — Senhorita Emily Rossi? — perguntou a mulher, com postura impecável. — Sim… sou eu. — A senhora Helena Moretti está esperando. Emily assentiu e a seguiu. Enquanto caminhavam pelos corredores enormes, ela tentava não olhar demais como uma turista perdida. Mas era impossível. Quadros caríssimos. Esculturas. Tapetes que provavelmente custavam mais do que sua faculdade inteira. Quando chegaram à sala principal, uma mulher elegante de cabelos perfeitamente alinhados se levantou. Helena Moretti. A matriarca. Imponente. Refinada. E com aquele tipo de olhar que parecia avaliar sua alma em poucos segundos. — Então você é Emily. — Sim, senhora. Muito prazer. Helena sorriu discretamente. — Ouvi falar muito bem do seu trabalho. Disseram que você tem mãos talentosas. Emily ficou sem graça. — Eu tento fazer o meu melhor. — Espero que sim. Quero um retrato especial para esta casa. Antes que pudesse continuar, um som interrompeu a conversa. Choro. Alto. Desesperado. Infantil. Emily virou o rosto imediatamente. O som vinha do andar de cima. Helena fechou os olhos por um segundo, como quem já conhecia aquela batalha. — Suelen… O choro aumentou. Uma governanta passou apressada pelo corredor com um copo de água e um pequeno comprimido. Outra vinha logo atrás. Emily observou sem entender. Helena suspirou. — Minha neta está doente desde ontem. Febre. E odeia remédios como se fossem veneno. — Crianças costumam fazer isso — Emily comentou, com um pequeno sorriso. — Não como Suelen. O tom foi quase solene. Curiosa, Emily acabou acompanhando Helena até o andar superior. O quarto infantil parecia saído de um conto de fadas. Bonecas. Pelúcias. Livros. Um pequeno castelo rosa no canto. E no centro de tudo aquilo… uma pequena tempestade. Suelen. Cinco anos. Cabelos cacheados desalinhados. Olhos brilhantes de lágrimas. Braços cruzados. Boca emburrada. E uma resistência digna de uma general em guerra. — Eu não vou tomar! — Senhorita, por favor… — Não! A governanta tentou se aproximar. A menina fugiu. A avó tentou conversar. Ela chorou mais alto. Uma tia tentou convencê-la. Fracasso. Um dos tios tentou brincar. Fracasso também. Emily ficou parada perto da porta observando. Havia algo naquela cena que parecia familiar. Não birra. Medo. Puro medo. Ela conhecia aquilo. Crianças sentem quando ninguém realmente as escuta. Todos queriam que Suelen obedecesse. Poucos estavam tentando entendê-la. Sem perceber, Emily deu um passo à frente. — Posso tentar? O quarto inteiro ficou em silêncio. Helena arqueou uma sobrancelha. — Você? Emily assentiu. — Sim. A governanta parecia duvidar. A tia parecia ofendida. Mas a avó apenas cruzou os braços. — Tente. Emily caminhou devagar. Sem pressa. Sem imposição. Agachou-se para ficar na altura da menina. Suelen fungou, desconfiada. Emily sorriu. Não um sorriso adulto. Mas um sorriso leve. De verdade. — Você sabe uma coisa muito importante? A menina não respondeu. Emily aproximou um pouco mais. — Eu também odiava remédio quando era pequena. Os olhinhos piscaram. Primeira fissura. — Mentira. — Verdade absoluta. Eu achava que todo remédio tinha gosto de meia molhada. A menina segurou o choro. O tio atrás quase riu. Emily começou a bater palmas devagar. Uma batidinha suave. Ritmada. E então começou a cantar baixinho. Uma musiquinha simples. Doce. Infantil. Gentil. Suelen piscou. Confusa. Depois curiosa. Depois… calma. Emily continuou. Sem pressa. Como se o mundo inteiro pudesse esperar. Quando abriu os braços, falou baixinho: — Posso segurar você um pouquinho? O quarto inteiro prendeu a respiração. A resposta veio no silêncio. Suelen caminhou até ela. E se jogou em seu colo. A governanta arregalou os olhos. A tia levou a mão à boca. Helena simplesmente ficou imóvel. Porque aquilo… aquilo nunca acontecia. Emily a segurou com cuidado, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Pegou o copo. Mostrou o comprimido. — Vamos fazer um trato de princesa? A menina encostou o rosto em seu om. — Que trato? — Você toma isso… e eu te conto um segredo importantíssimo sobre dragões. Suelen pensou seriamente. Muito seriamente. Então assentiu. E tomou. O quarto inteiro parecia ter parado de existir. Emily sorriu. A menina bocejou. Minutos depois, já adormecia em seu colo. Foi então que ela sentiu. Alguém observando. Levantou os olhos. E o viu. Parado na porta. Imóvel. Elegante. Perigoso. Dylan Moretti. Terno escuro. Olhar intenso. Presença impossível de ignorar. Ele não dizia nada. Apenas observava. Mas havia algo naquele olhar. Algo que fez Emily esquecer por um segundo como respirar. Ele caminhou lentamente até elas. Os olhos ainda presos nela. Ou talvez naquela cena. Talvez nos dois. Quando parou à sua frente, sua voz saiu baixa e firme. — Quem é você? Emily engoliu em seco. — Emily Rossi. Ele olhou para a filha dormindo em seus braços. Depois voltou os olhos para ela. E naquele instante, Emily teve a estranha sensação de que sua vida acabava de mudar para sempre.

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