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PURGATÓRIO

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intro-logo
Blurb

O herdeiro da máfia italiana mais c***l já conhecida. Seu prazer é matar e torturar. Diablo está acostumado a conseguir sexo e sangue. Medo é sua religião. Ele conhece o que é perder tudo, e dedicou seus anos a sua vingança implacável até exterminar todos que arrancaram sua família. Mas quando ele achava que tinha acabado, Diablo ouve um boato de que o filho e herdeiro do seu rival escapou de suas mãos e vive em segredo no território inimigo. Infiltrado, Diablo se disfarça para descobrir quem é o último filho da casa que jurou destruir. Mas no caminho, ele conhece Elizabeth. Doce, inocente, devota a religião desde criança, ela odeia tudo que ele representa apesar de ter crescido em um território dominado pela máfia. O destino seria tão c***l a unir os dois?

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PRÓLOGO — DIABLO
*Informo a todos que esse livro contém além de linguagem se.xual explícita, cenas de vio.lência e tor.tura que podem ser consideradas perturbadoras. Continue por sua conta e risco e aventure-se.* (Dez anos antes) Há san.gue por todo o lado. Corpos espalhados, destroçados, ossos. Minha família. Meus irmãos de lealdade, os homens que eu deveria ter estado aqui para proteger. Fico paralisado por alguns segundos. Não porque não estou acostumado, eu estou, eu normalmente sou a pessoa que sou enviado para causar esse mesmo tipo de destruição. Mas ver o que tiveram a coragem de fazer, dentro da minha casa, é uma afronta grande demais para eu acreditar em meus próprios olhos. Enquanto eu estava numa missão importante de fazer uma escolta de um carregamento, eles invadiram. Meu pai, o Don, está fora do país cuidando da minha mãe adoentada. A casa era minha responsabilidade. Po.rra! Tudo parece silencioso. Enquanto os homens que estavam comigo correm de um lado para o outro, avaliando a situação, vendo se ainda há sobreviventes – impossível – ou riscos, eu não me mexo. É lógico que não há mais ninguém aqui, nem dos invasores, nem vivos. Tem um zumbido contínuo no meu ouvido, um gosto amargo na minha boca, um gosto desconhecido – derrota. — Todos mor.tos, Diabl.o. — Me controlo quando John avisa o óbvio. Fecho os olhos e respiro fundo, cerrando os punhos. — Não sobrou ninguém. — Elias? — Ele era só um pobre senhor de idade, cuidou de mim desde a infância, mordomo da casa. Ele foi um segundo pai para mim. Quando eu conseguia novos machucados em meu treinamento com meu pai, membros mais velhos da família, nossos soldados, Elias cuidava de mim depois. Com ele, eu não me sentia o herdeiro do trono da m.áfia. Eu era só um garoto machucado. O silêncio de John é o bastante. Eu o encaro, ele de cabeça baixa, em seu rosto dá para ver o terror. — Arrancaram o coração dele. — John toma coragem para falar. Sorrio. Nesse momento o fogo que sinto em meu coração só me faz ter duas certezas. Primeiro, eu sei quem fez isso, A família Valeri. Nossos rivais. Os únicos que são tão idiotas a esse ponto. E segundo, eu irei apresenta-los ao Diabl.o. Não importa o tempo que leve, mas eu irei. — Me leve até ele. — Peço. John vai na frente, me guiando até onde está o corpo de Elias. Em frente a escadaria principal da casa está ele, vestido em um terno com cheiro de charuto e agora de san.gue. Seu terno está todo rasgado, manchado, seu p.eito está aberto e ele segura seu próprio coração nas mãos, literalmente. Ajoelho, com os olhos fechados. Eu não conheço orações, religiões, mas se algum dia eu acreditei em Deus, hoje é o dia que qualquer resquício de fé deixou de existir. Elias era um homem bom. Passo a mão pelo rosto dele, fechando os olhos que ainda estavam abertos. — Obrigado por tudo. Descanse em paz, e aguarde, em breve o sa.ngue deles será derramado. Eu juro em seu leito de m.orte, que eu vou fazê-los dizer seu nome antes de arrancar a vida deles. — Prometo. — Isso não é tudo, senhor. — John, ainda ao meu lado, me interrompe e faz olhar para cima. A sombra nos olhos dele me faz entender na hora. Mas não, não é possível. Elena não estava aqui, eu a deixei junto com Micaela na casa de Nápoles. — Elas estavam em segurança. — Tento me convencer que eles não tiveram tamanha insanidade. Micaela também é de família da m.áfia mas não tem rivalidade com eles, não como a Obsidian. E além de que ela não tem nenhum tipo de treinamento, ela só é minha noiva, filha do Don da máfia Russa chamada Sindicato. Nosso relacionamento pode ter começado como uma transação lucrativa, mas nosso afeto se tornou real, intenso. Micaela é a única parte leve da minha vida. Elena tem apenas doze anos. Minha irmã é doce, inocente e brincalhona. Ela é minha pequena pérola, é o restante da minha humanidade. É o que eu tenho de mais precioso. A família Valeri não se meteria com duas pessoas tão inocentes, isso é totalmente fora do código. Danos colaterais são necessários as vezes, mas é isso, necessidade. Isso não era necessário. Po.rra, elas nem estavam aqui. — Micaela soube que você voltaria hoje, com certeza ela e Elena vieram recebe-lo, mas... Nós chegamos tarde demais. — John explica. Minhas vistas escurecem na mesma hora. Elena. Micaela. Elena. Micaela. Eu não posso ter perdido as duas. Não posso. Não digo mais nada, apenas procuro por toda a mansão. Eu não quis ser guiado, não quis ouvir mais nada, eu só precisava confirmar com meus próprios olhos. Até que a cena que eu vejo faz o que aconteceu lá fora parecer um filme da Disney. Micaela está jogada sobre a minha mesa, completamente n.ua. Há sa.ngue saindo pelas suas partes íntimas, melando suas coxas. Eles abu.saram dela, cruelmente. Seu corpo está coberto de hematomas, seus ma.milos, foram arrancados. Há um corte profundo em sua garganta. Eu a seguro em meus braços, com um desejo enorme de protege-la. Seu corpo é pequeno, frágil. Olho para Micaela e só consigo me lembrar de como ela era sorridente, gentil, de como me tocava sem medo algum. Me chamam de Diabl.o, mas eu nunca seria capaz de fazer algo assim, nunca – não até hoje pelo menos. — Perdão, mia bella. — Beijo o topo da cabeça dela, segurando e apertando o corpo sem vida da minha noiva. — Eu deveria ter chegado antes. Perde-la dói, mas dessa maneira, é muito pior do que se eles tivessem arrancado o meu coração. Perdi meus homens, a mulher que eu construiria minha família, e... minha irmã. O corpo da pequena Elena está pendurado pela janela da minha sala. Eles a enforcaram. Uma criança de doze anos. Puxa-la para dentro foi o pior peso que eu já carreguei na minha vida, o mais pesado. Eu a embrulhei e chorei, pela primeira vez na minha vida, do jeito que não chorava nem quando era criança. Como isso aconteceu? Como conseguiram? Isso não é normal. Há algo errado. Em anos que eu estive no comando nunca deixei algo assim acontecer. Eles não tiveram uma única vitória. Como conseguiram invadir minha casa e massacrar meus homens? Há um traidor. Talvez mais de um. E eu preciso descobrir quem são. Mas por hora, quero fazer toda a Itália ouvir meus gritos de lamúria, quero que as ruas chorem comigo.

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