bc

A Lanterna e a Navalha

book_age18+
49
FOLLOW
1K
READ
HE
love after marriage
system
fated
curse
badboy
mafia
blue collar
drama
bxg
serious
office/work place
childhood crush
soul-swap
superpower
war
love at the first sight
friends with benefits
surrender
office lady
like
intro-logo
Blurb

Quando o riso é a última defesa... o amor pode ser a única cura.Navalha não sorri por alegria. Sorri por sobrevivência.Nas sombras onde monstros se escondem e onde o sangue muitas vezes é mais comum que água, existe um homem conhecido apenas por seu codinome. Navalha. Um agente treinado para eliminar alvos com a mesma precisão com que corta suas emoções. Silencioso, letal, com olhos escuros que escondem tempestades, ele vive no limite entre o humor ácido e a morte certa. Cada missão é um lembrete de que viver é uma exceção, não uma regra. E cada gargalhada é uma tentativa de calar o grito que nunca solta.Mas a missão que vai mudar tudo não começa com um inimigo. Começa com uma mulher. Marta. A psicóloga enviada para lidar com os traumas de agentes que carregam mais cicatrizes na alma do que o corpo consegue suportar. Ela não tem armas visíveis. Mas sua voz, seu olhar firme e sua escuta precisa penetram a couraça que Navalha construiu ao longo de anos de perdas, erros e sangue.Quando Marta entra em sua vida, ela não o analisa. Ela o enxerga. E essa simples diferença quebra algo dentro dele. Porque Marta não tem medo de suas feridas. Ela entende que algumas dores não pedem cura. Pedem companhia.Entre silêncios, confrontos e trocas de olhares carregadas de tensão, nasce um vínculo que nem o tempo, nem a distância, nem o perigo conseguem apagar. Marta é luz. Navalha, sombra. Ela segura uma lanterna com a delicadeza de quem ilumina ruínas. Ele carrega uma lâmina com a certeza de que o mundo ainda precisa ser cortado. Juntos, eles aprendem que o amor verdadeiro não é feito de promessas doces ou flores em jantares à luz de velas. É feito de presença. De resistência. De aceitar que às vezes, tudo o que se pode dar ao outro é uma noite em paz antes da guerra.Mas o mundo não para para histórias de amor. E os monstros voltam. Sempre voltam.Quando um novo chamado chega — sem assinatura, sem origem, apenas com a provocação "Alguns monstros voltaram. E eles estão rindo" — Navalha entende que o riso precisa parar. E ele é o único capaz de fazer isso. Com Marta ao seu lado, como lanterna em meio à escuridão, ele retorna à ação não para destruir... mas para proteger. Pela primeira vez, o soldado luta não apenas por missão. Mas por sentimento."A Lanterna e a Navalha" é uma história que mistura ação intensa, sarcasmo, traumas reais e um amor que não grita — mas transforma. É sobre aprender a rir com leveza depois de rir por defesa. Sobre aceitar a dor sem permitir que ela defina quem se é. Sobre monstros externos que só podem ser vencidos quando os internos são encarados.Neste universo, o riso pode ser uma lâmina. Mas o amor... é a luz que impede o corte final.Prepare-se para uma leitura onde cada palavra corta. E cada emoção ilumina. Onde os diálogos são lâminas afiadas e os toques carregam mais redenção que mil perdões.Porque quando Marta estendeu aquela lanterna e ele baixou a navalha... o mundo deles mudou para sempre.E você, leitora, vai rir, chorar, desejar e temer com eles.Bem-vinda ao mundo onde a escuridão tem nome. Mas o amor tem luz."A Lanterna e a Navalha" – de Batistad. Um romance como nenhum outro. Uma história de cicatrizes que se tocam. E de um amor que nunca recua.E se toda lanterna acesa escondesse uma história de escuridão? E se toda navalha afiada carregasse uma promessa de proteção?Quando o leitor mergulha nas páginas desse livro, não encontra apenas ação e romance. Encontra um estudo humano. Uma análise delicada da alma masculina ferida — não a que destrói, mas a que se esconde. Navalha é esse homem. Um sobrevivente de batalhas invisíveis, que aprendeu a se expressar com ironia porque as palavras certas doem mais que os tiros.Ao lado dele, Marta não é uma heroína tradicional. Não empunha armas nem desafia o perigo com força bruta. Ela enfrenta monstros com paciência, com a escuta, com o afeto. É através dela que o leitor aprende que amar não é salvar alguém, mas estar ali mesmo quando não se sabe o que fazer. Ela ilumina. E o que ela ilumina é aterrador... e profundamente humano.O que acontece quando duas almas em ruínas se encontram em meio à guerra?Eles constroem abrigo. Mesmo que temporário. Mesmo que silencioso. Mesmo que entre beijos marcados por desespero e noites onde o prazer é a única certeza. Porque Navalha e Marta se tocam com a consciência de que o amanhã pode não vir — e, ainda assim, escolhem tentar. Escolhem sentir. Escolhem ir além da dor.E o leitor é testemunha. É cúmplice. É ferido junto. E curado também."A Lanterna e a Navalha" não é apenas um livro. É uma experiência. Um mergulho na escuridão das perdas, no desejo como válvula de escape, e na coragem necessária para se deixar ver — de verdade. É uma história que deixa marcas. Como cicatrizes. Mas, ao contrário da dor, elas não sangram: brilham. Porque só brilha aquilo que foi tocado por algo que valeu a pena viver.E, neste livro, vale. Cada palavra. Cada corte. Cada raio de luz.

chap-preview
Free preview
Capítulo 1– Ecos do Silêncio
A base estava silenciosa quando Navalha passou pelos portões de ferro. O tipo de silêncio que incomoda mais que o barulho. O tipo que grita nas entrelinhas e espreita por trás dos olhares desviados. Ele carregava mais que uma mochila nos ombros — arrastava os fantasmas da Colômbia, e os pés pesavam como se cada passo trouxesse o eco de um nome que ele não conseguiu salvar. Sujo de poeira e sangue seco, com o rosto coberto de sombras, Navalha entrou sem cerimônia. Os soldados ao redor desviaram o olhar. Alguns disfarçaram, outros recuaram meio passo. Ninguém ousava cruzar os olhos com o homem que voltara sozinho da missão que ceifou sete vidas. Ele andava como uma fera solta no meio dos vivos. Vivo... mas ferido de um jeito que ninguém queria tocar. Na sala de comando, o som das teclas parou por um segundo. Apenas um segundo. Depois tudo voltou a funcionar como se ignorá-lo fosse a melhor forma de não se contaminar com a dor. — Já foi recepcionado? — perguntou uma voz suave, mas firme. Ele virou o rosto devagar, como se não estivesse acostumado a ser abordado com palavras. Ela estava ali. Diferente do resto. De pé, com um fichário em mãos e um olhar curioso. Os olhos dela eram cor de mel — não castanhos, não dourados. Mel. Quentes. Observadores. Sem medo. — Não. Mas também não pedi festa. — Navalha respondeu com a voz rouca, como se a garganta fosse feita de navalhas mesmo. O tom era ácido. Mas não surtiu o efeito esperado. Ela sorriu. — Sou Marta. Psicóloga da base. Fui designada para acompanhar seu retorno. — — Psicóloga? — Ele arqueou a sobrancelha, soltando uma risada curta, sem humor. — Vai me dar um abraço terapêutico e dizer que vai ficar tudo bem? Ela se aproximou mais um passo, desafiadora. Seu perfume era discreto, mas alcançou ele como um sopro inesperado de paz. Um perfume com cheiro de calma, e Navalha não lembrava como era se sentir calmo. — Não. Mas posso ouvir você destruir o mundo com palavras, se isso ajudar. — disse ela, firme. Houve um segundo de silêncio denso. O ar entre eles parecia vibrar. Ele a olhou nos olhos — realmente olhou. Pela primeira vez em dias, talvez semanas, ele viu um rosto que não recuava diante da escuridão que ele carregava. Foi nesse momento que algo mudou. Um ímã invisível, impiedoso, puxou um ao outro por dentro. Navalha desviou os olhos, rápido. Mas Marta viu. Viu a faísca. — Seu apelido é real ou é só ironia? — ela perguntou, tentando quebrar o gelo. — É... funcional. — respondeu ele, puxando a manga e revelando a cicatriz no antebraço. Uma lembrança da primeira missão, um corte que quase custou a vida. — Me deram o nome depois que sobrevivi a isso. E porque sempre fui... direto ao ponto. Ela segurou o riso. — Navalha... direto ao ponto. Entendi. Humor ácido também é escudo? Ele lançou um olhar demorado a ela. Como quem avalia se deve ou não permitir proximidade. O silêncio entre eles virou uma arena de tensão. Não havia barulhos, mas o coração de Marta batia alto no peito. Navalha inclinou levemente a cabeça. — Por que está aqui, Marta? — — Porque alguém tem que ver você de verdade. Essa frase. Essa maldita frase o atingiu como um golpe seco no estômago. Ele ficou imóvel por um segundo. Depois, com um suspiro, virou-se para o corredor. — Então se prepare, psicóloga. Porque o que vai ver... não vai gostar. E foi embora. Mas seu passo desacelerou. Ela o tinha tocado. Sem encostar. E assim, no meio do silêncio, o eco do que viria começou a vibrar. O olhar de Navalha era como uma lâmina afiada que cortava o ar entre eles. Marta sustentou, sem piscar. Ele viu. Pela primeira vez em muito tempo, alguém não desviou o olhar. Aquilo o desestabilizou mais do que qualquer emboscada. Ela não vestia farda. Não carregava armas. Mas havia algo na presença dela que era perigosamente desarmante. Seus cabelos estavam presos de forma displicente, e ela usava uma blusa simples de algodão, mas havia uma firmeza no queixo e uma curiosidade viva nos olhos que o atingiu como um soco. "Eu te vejo. E não tenho medo." As palavras ecoaram em sua mente mesmo que ela ainda não as tivesse dito. Marta falava com os olhos. E isso o irritava. Não gostava de ser lido. Muito menos decifrado. — Você é a psicóloga nova? — ele perguntou, com um tom ríspido, carregado de ironia. — Sou. E você é o famoso ‘Navalha’. — ela respondeu, com um leve sorriso, sem dar um passo atrás. Famoso. Ele odiava essa palavra. Fama era para os vivos. E ele não se sentia exatamente um deles. — Não sabia que heróis também precisavam de terapia — ele soltou, com o deboche escorrendo da voz. Marta inclinou levemente a cabeça, avaliando-o como quem estuda um enigma. — E eu pensei que os mais perigosos fossem os que mais fingem não precisar de ajuda. Navalha engoliu seco. Aquilo o atravessou. Como ela ousava? Ele deu dois passos à frente, ficando perto o suficiente para que ela sentisse o cheiro metálico que ainda emanava de sua pele — resquícios da missão, da morte, da dor. — Você não faz ideia de quem eu sou — ele sussurrou. — Ainda não. Mas quero descobrir — ela respondeu, sem recuar. O coração de Navalha acelerou. Não por desejo. Não ainda. Mas por alerta. Aquela mulher era um risco. Marta, por sua vez, não sabia explicar o que sentia. Era medo. Era fascínio. Era um estranho desejo de entender a dor por trás daquela armadura de sarcasmo e brutalidade. Ela havia lidado com soldados antes, com traumas, com mentes fragmentadas. Mas nada como ele. Ela percebeu que Navalha era como uma granada sem pino — pronto para explodir a qualquer toque m*l calculado. Mas havia beleza ali. Uma beleza crua. Trincada. Ela viu quando ele piscou devagar, como se seu corpo estivesse cansado de carregar o peso de todos os pecados do mundo. E naquele instante, algo nele cedeu. Um milímetro, talvez. Mas cedeu. Impacto. Imediato. Irreversível. Ele a olhou de novo, agora com menos frieza, e mais... raiva. Raiva do que ela despertava. Raiva do fato de ela ter visto além da pele marcada, da reputação, dos arquivos confidenciais. — Eu não sou um projeto de laboratório, doutora. Não me analise. Ela sorriu, um sorriso sereno, quase provocativo. — Que pena. Porque você acabou de se tornar o meu favorito. Ele riu. Um riso seco, irônico, ferido. — Boa sorte, então. Vai precisar. E saiu da sala, deixando no ar um silêncio denso, impregnado de eletricidade. Marta ficou ali, sozinha, com o coração acelerado e as mãos trêmulas. O que era aquilo? Fascínio? Instinto? Loucura? Ela não sabia. Só sabia que aquele homem era um mistério que ela não conseguia — e talvez nem quisesse — resistir. E Navalha, já no corredor, respirava fundo tentando apagar a imagem dos olhos dela, mas quanto mais tentava, mais os via. Os olhos dela. Castanhos, intensos. Não fugiram. Não se esconderam. E, pior, não o temeram. Ele pressionou a palma da mão contra a parede fria, os ombros arqueados pelo peso invisível da lembrança. Por que aquilo o afetava tanto? Ele era treinado para lidar com dor, para ignorar sensações, para apagar rostos. Mas o rosto dela... Marta. Mal sabia o nome dela e já era um vírus no sistema que ele levou anos para construir. A risada que soltara minutos antes, debochada, seca, era uma farsa. Um disfarce. Porque por dentro, ele estava em guerra. Navalha sentia como se algo dentro dele tivesse sido acionado — um fio antigo, esquecido, enterrado em meio a entulhos de traumas e perdas. Algo despertara com o olhar daquela mulher. Algo que não queria ser acordado. A fortaleza cedeu. Por um segundo. E isso o enraivecia. Ele se encostou na parede, fechando os olhos. Os passos de outros soldados ecoavam ao longe, mas nenhum se aproximava. Ninguém se atrevia. Ele era Navalha. O último recurso. O homem que voltava sozinho das missões onde nem os satélites queriam olhar. Mas agora... agora ele estava ali, parado, tentando entender por que o cheiro leve de baunilha no cabelo dela ainda pairava em seu olfato. Por que a firmeza da voz dela o desarmava mais do que qualquer bomba. Ela invadiu. E ele sentiu. Como se ela tivesse encontrado uma rachadura e enfiado os dedos dentro da ferida que ele escondia há anos. Aquela frase — “Que pena. Porque você acabou de se tornar o meu favorito.” — ecoava como uma provocação sutil, mas letal. Ele não era o favorito de ninguém. Nunca foi. Na infância, o avô foi o único que se importou. O velho lhe deu a adaga e ensinou a sobreviver. Mas até ele partiu cedo demais, deixando apenas a arma, a raiva e um garoto aprendendo a sorrir com os dentes cerrados. Marta... aquela mulher de olhos sérios e coração corajoso... não tinha ideia do que havia feito. Ou tinha? Ele sentiu o peito apertar. A dor não era física. Era o tipo que ele evitava há anos. A que fazia o estômago revirar e o peito vibrar de medo. Sim, medo. Medo de que, pela primeira vez, alguém visse além da casca. Além da ficha técnica. Além do soldado. E se ela visse demais? E se ela quisesse ficar? “Não.” Ele sussurrou para si mesmo. Não podia. Não agora. Não com ela. Mas o rosto dela voltou. A curva dos lábios, o modo como ela não desviou o olhar, o leve brilho nos olhos... Ela o viu. De verdade. E ele... maldito seja... queria ser visto de novo. Por dentro, a batalha estava armada. Entre o instinto de correr e o desejo de voltar àquela sala. Entre a autoproteção e o ímã que Marta havia se tornado em menos de cinco minutos. Ele afastou-se da parede com um suspiro quase selvagem, fechando o punho com força. “Ela não vai voltar. É só curiosidade profissional. Ela vai cansar. Vai desistir.” Mas ele sabia que estava mentindo. Para si mesmo. Porque aquela mulher não tinha a menor cara de quem desistia fácil. E ele... já estava condenado a lembrar dos olhos dela.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

De natal um vizinho

read
14.0K
bc

Amor Proibido

read
5.4K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
4.7K
bc

O Lobo Quebrado

read
128.2K
bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

Meu jogador

read
3.3K
bc

Menina Má: Proibida Para Mim

read
1.7K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook