Gostaria de avisar a todos vocês que há uma playlist no Spotify com todas as músicas que coloquei e pretendo colocar no decorrer da história. Ela tem o mesmo nome que a fanfic: Passion For Fear.
Peço, por gentileza, que escutem a música OT - Niykee Heaton, se puderem é claro.
Boa leitura!!!
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Katarina Kollia
O corpo mole e sem vida do homem caiu no chão em um baque surdo, assim que eu terminei de sugar até a última gota de sangue em suas veias. Olhando fixamente para o rosto do homem morto, tirei um lenço n***o de dentro do bolso interno do meu sobretudo, da mesma cor do lenço, e limpei minha boca e mãos calmamente, retirando toda a sujeira. O sangue do cara era incrivelmente doce e saboroso, mas nem com isso consegui saciar minha fome.
Precisava de mais, muito mais.
Tinha que dar um jeito no corpo antes que alguém aparecesse, não poderia dar esse vacilo. Avaliei o local, buscando por algo que pudesse me ajudar no meio desse beco sujo e escuro, até que encontrei uma caçamba de lixo. Andei até ela, que estava fechada, e levantei sua tampa, me deparando com alguns sacos pretos de lixo e com um odor forte. Um sorriso vitorioso cresceu em meus lábios.
- Perfeito. - Sussurrei para mim mesma.
Voltei para o lugar onde o morto estava e o peguei no colo, jogando-o por cima do meu ombro e o levando até a caçamba. Assim que cheguei perto o suficiente joguei-o dentro, logo em seguida peguei um lençol velho que estava completamente embolado no chão, ao lado dos meus pés, e joguei por cima do homem, cobrindo-o parcialmente. Tirei um isqueiro prateado do bolso de trás da minha calça jeans e o acendi, vendo a pequena chama diante dos meus olhos.
Respirei fundo e joguei o objeto em cima do lençol, assistindo as chamas o consumir aos poucos, queimando junto ao corpo do homem que estava sob o mesmo. Esperei até que tudo virasse cinzas e fechei a tampa novamente, deixando os restos mortais dele junto ao lixo.
O som dos meus saltos Louboutin chocando-se contra o chão sujo era a única coisa que se escutava no beco vazio, enquanto eu caminhava até a única saída do lugar, me sentindo vitoriosa por mais uma morte concluída discretamente.
Tive sorte de não ter ninguém por perto e do beco ser extremamente grande para não chamar a atenção das pessoas que moram ao redor, pois as labaredas não estavam nada sutis. Ainda podia sentir o cheiro da fumaça e de carne queimada, não estava tão forte, o vento estava forte o bastante para levar o cheiro consigo, mas com o meu olfato apurado, podia sentir esse cheiro a quilômetros de distância.
Eu não tinha problemas se alguém descobrisse sobre mim; o que sou por trás das roupas caras e das várias empresas, mas com essa imprudência eu poderia colocar a vida da minha morena de olhos verdes em risco. Então eu mantinha minha máscara intacta e só me revelaria para quem confiasse plenamente.
Assim que coloquei os pés para fora do beco, olhei para os dois lados, procurando por algo suspeito ou por alguma pessoa que viu mais do que devia, entretanto, não tinha nada. Já se passava das 4 da manhã e as ruas estavam mais vazias e calmas, então eu poderia correr à vontade com a minha velocidade não-humana de volta parar o pub. Tinha que conferir se Khloe ainda estava lá.
Verificando mais uma vez as ruas e não vendo ninguém, corri tão rápido que cheguei ao bar em menos de um minuto. Adentrei o lugar, vendo-o pouco movimentado, e olhei em volta procurando por ela. Não a achei imediatamente, mas vi duas garçonetes carregando uma mulher, que ao meu ponto de vista estava quase desmaiada, para a cozinha do lugar.
Reconheci ser Khloe pelo seu cheiro característico. Doce, mas não exagerado, era prazeroso de sentir.
Me preocupei imediatamente, porque se ela estava quase desmaiando, provavelmente bebeu mais do que seu corpo pudera aguentar.
Andei apressadamente até o local onde a vi sendo carregada, desviando das mesas e das poucas pessoas que ainda permaneciam aqui, e passei pelas portas duplas, entrando na cozinha espaçosa já olhando em volta procurando pela minha mulher. Achei-a sentada em um banco pequeno, com as duas garçonetes ao lado, olhando para Khloe com preocupação. Uma delas, que era pequena com os cabelos loiros, estava com um copo com água na mão e a outra, também loira porém bem alta, estava segurando-a pelos ombros para não tombar para os lados.
Khloe realmente estava quase desmaiando.
Fui em direção as três mulheres, obtendo logo a atenção das duas acordadas para mim, com os olhos questionadores.
- Quem é você? - A pergunta veio da loira mais alta. - Não é permitido a entrada de clientes na cozinha.
- Eu sei, mas sou a namorada dela e quero levá-la para casa. - Direcionei meu olhar para loira alta e depois para Khloe. - Ela saiu com o amigo e pelo visto exagerou na bebida. - Trinquei meu maxilar ao lembrar com quem minha mulher veio para cá.
- Ah sim, tudo bem. - Dessa vez foi a pequena mulher que disse. - Precisa de ajuda? - A preocupação dela com Khloe era evidente.
- Não se preocupem, não vai ser preciso. Meu motorista já está nos aguardando. - Disse enquanto andava em direção à Khloe, essa que já estava quase dormindo encostada na loira alta. - Posso saber seus nomes? Quero agradecê-las corretamente por ajudar minha mulher nessa situação tão constrangedora. - Parei a sua frente e a analisei, vendo seus cabelos desgrenhados, bochechas em uma coloração excessivamente vermelhas pelo álcool, lábios secos com o batom rosa quase apagado e sobrancelhas franzidas, como se estivesse sentindo dor ou algo parecido.
- Claro. Essa é a Ellan. - A loira alta apontou para a pequena. - E eu me chamo Sasha. - Apontou para si mesma.
- Prazer, me chamo Katarina e essa bêbada aqui, Khloe. - Olhamos para ela que estava com os olhos abertos, porém olhava debilmente para todos os lugares. - Vamos, meu amor, já está na hora. - Puxei-a para mim pela cintura, tirando-a do banco onde estava sentada, e a apertando contra meu corpo, depois de muitos anos.
Era tão gostoso sentir seu corpo quente e cheiroso contra o meu novamente.
- Não estou me sentindo bem. - Khloe sussurrou contra meu ouvido, me causando um leve arrepio pela sua voz extremamente rouca. - A luz está me incomodando. - Não sei como ela conseguiu falar uma frase completa sem errar nenhuma palavra, mas realmente a cozinha era demasiadamente iluminada, e ainda tinha as paredes brancas que contrastava com as lâmpadas também brancas e os moveis prateados, que fazia o ambiente ficar muito claro.
- Não se preocupe, amor, vou te tirar daqui. - Sussurrei calmamente em seu ouvido, evitando falar alto para não piorar a situação.
Me inclinei, passando meu braço direito por trás de seus joelhos e o esquerdo por suas costas, trazendo-a para meu colo. Senti Khloe deitar a cabeça em meu ombro, encaixando seu rosto em meu pescoço, suspirando fortemente, fazendo minha pele ficar mais arrepiada. Olhei para as mulheres à minha frente e as encontrei com os olhos arregalados de surpresa. Fiquei imediatamente confusa.
- O que foi? - Perguntei arqueando a sobrancelha, tombando minha cabeça um pouco para o lado, percorrendo meu olhar de uma para a outra.
- C-como você conseguiu carregá-la? - Só ai percebi a besteira que fiz na frente de estranhos.
Obviamente eu conseguiria carregar até três pessoas ao mesmo tempo, mas para quem não me conhecia e via meu corpo, pensaria totalmente ao contrário já que eu era pequena e aparentemente até mesmo frágil.
- É... acho que é devido a adrenalina da noite - Me limitei a dizer e sorri amarelo, tentando despista-las. - Então, eu já vou indo. Tenho que trabalhar amanhã cedo e preciso coloca-la na cama. Mais uma vez obrigada e nos encontramos.
Não deixei-as se despedir e rapidamente passei pelas portas duplas, indo em direção a saída. Meu motorista estava com o carro estacionado no mesmo lugar, uns metros longe da porta do pub, desde a hora que chegamos.
Fui em direção ao Cadillac Sedan com a minha morena quase inconsciente em meus braços. Suspirei pesado olhando para seu rosto que tinha a expressão serena. Eu sentia tanta falta de Khloe que quando abracei-a naquela cozinha, foi como se minha vida voltasse a fazer sentido novamente. Odiava vê-la assim, se entregando para o álcool e se deixando levar por emoções passageiras, mas eu não podia ter feito nada, até hoje.
Quando cheguei perto do meu carro, vi que meu motorista já nos aguardava do lado de fora com sua postura profissional e com a porta traseira aberta. Deimos, meu motorista, sorriu logo que entrei com Khloe na parte de trás, e rapidamente fechou a porta, entrando em seu lugar e ligando o carro.
- Para onde iremos, Sra. Kollia? - Deimos sussurrou para não incomodar a morena que estava apagada em meu colo, agarrada a mim com força.
- Para a casa dela. Você já sabe o caminho. - Murmurei sem tirar meus olhos de Lauren.
Vi meu motorista assentir pelo retrovisor interno do carro e ligar o mesmo, saindo do local que antes estava estacionado e dirigindo pelas ruas de Atenas. Khloe estava totalmente encolhida em meu colo, parecendo um grande bebê adormecido, fazendo-me sorrir e acariciar seus cabelos negros com a mão livre. Ela se remexeu sobre mim, se aconchegando mais e suspirando em meu pescoço.
Torci para que ela não acordasse agora e se assustasse com a minha presença, o que claramente aconteceria já que minha morena ainda não me "conhecia". Mas como a vida adora pregar peças para nos ferrar, Khloe começou a despertar, levando as mãos aos olhos e os coçando, sentando-se corretamente em meu colo, de costas para mim, para observar o lugar onde estava.
- Onde estou? - Ela sussurrou para si mesma parecendo totalmente perdida e não percebendo onde estava sentada.
- No meu carro. - Falei em seu ouvido no mesmo tom de voz, fazendo-a dar um pulo em meu colo e consequentemente bater a cabeça no teto.
- Ai, merd... K-Katarina?! - Khloe se virou para trás e fixou seus olhos nos meus, mas apressadamente saiu do meu colo e se sentou ao meu lado. - Eu ainda estou muito tonta ou estou mesmo no seu carro?
- Você continua muito tonta e está no meu carro. - Um sorriso cresceu no canto dos meus lábios ao ver sua careta confusa. - Não se preocupe, Srta. Angely, só estou te dando uma carona até a sua casa. Pelo visto bebeu mais doses do que aparentemente aguenta.
- Eu realmente exagerei hoje. - Murmurou levando a mão na cabeça e massageando o lugar em que bateu. - Precisava tirar alguém da minha mente.
Meu corpo gelou de cima a baixo e minha mente fervilhou de teorias de quem ela poderia estar falando. Se eu não estivesse com o maxilar tão travado, tenho certeza que meu coração já teria saído pela minha boca. Desviei nossos olhares que estavam travados até agora e fitei a janela ao meu lado, respirando fundo para me acalmar, observando as pequenas casas, dando-me conta que já estávamos próximos da casa de Khloe.
Ficamos em silêncio até chegarmos em sua residência, o que durou mais alguns minutos dentro do carro com ela. Deimos estacionou o veículo na em frente à sua casa e desligou o motor, somente aguardando uma ordem minha. Como não vi nenhum movimento vindo de Khloe, virei meu rosto para a esquerda, só para me deparar com a morena novamente adormecida encostada na porta do carro. Suspirei pesado abrindo a porta do meu lado e saindo do meu carro.
Tirei uma Khloe completamente mole de dentro do automóvel e mais uma vez ela foi parar em meu colo. Segui pelo caminho de pedras que dava até a porta de sua casa e parei frente a mesma.
- Khloe. - Chamei-a, mas não adiantou muita coisa. - Khloe, acorde. Preciso da sua chave para abrir a porta.
Dessa vez ela abriu apenas um olho e ergueu a mão, apontando para um vaso de planta que ficava na pequena varanda da casa. Imaginei que provavelmente a chave estava ali.
Foi um pouco complicado pegar alguma coisa com Khloe ainda no meu colo, entretanto ela viu que eu estava com dificuldades e passou os braços pelo meu pescoço, se agarrando ali. Peguei sua chave, essa que estava sob o vaso, e abri a porta, para travar logo em seguida. Merda, eu tinha esquecido desse pequeno detalhe.
- Khloe. - Chamei-a novamente, recebendo um "hum" como resposta. - Posso entrar? - E um "uhum" foi a sua resposta. Ri baixinho, ela ficava fofa assim.
Testei dar um passo para dentro de sua casa, sorrindo fraco quando vi que não teria mais problemas para entrar aqui. A casa era pequena, mas muito arrumada e bem decorada.
Consistia somente por uma sala à direita, com um sofá preto e uma cômoda com uma televisão sobre, a pequena cozinha à esquerda e uma escada à minha frente que daria ao segundo andar. Subi para o segundo andar, me deparando com quatro portas, duas à esquerda e mais duas à direita. Optei por entrar na primeira porta à esquerda, acertando em cheio e encontrando o quarto da morena. Ele, como o resto da casa, era bem decorado e espaçoso, tendo duas portas à mais dentro do mesmo. Imaginei que seria o closet e um banheiro.
Não parei para observar melhor, rumei em direção a cama de Lauren e a coloquei na mesma, arrumando-a corretamente e cobrindo-a em seguida. Minha mulher se aconchegou entre os travesseiros e o edredom, deitando-se de bruços. Antes de sair, tirei seus sapatos, para coloca-los ao lado da porta e em seguida deixei um beijo suave em sua testa. Não tirei imediatamente meus lábios de sua pele, queria aproveitar mais do contato e do cheiro de seus cabelos perto do meu nariz.
- Boa noite, meu amor. Amo você. - Dei-lhe um último beijo em sua testa e rapidamente saí da casa.
Entrei em meu carro, pedindo Deimos para me deixar no hotel.
Quase vinte minutos se passaram até que meu carro fosse parado em frente ao hotel. Esperei que Deimos abrisse a porta traseira para mim, e logo saí do veículo com a sua ajuda.
Eu sempre observo as coisas à minha volta, para não correr o risco de ser atacada por quem eu sou. E hoje não foi diferente.
(Play na música OT — Niykee Heaton)
Alguns metros à minha direita da entrada do hotel, um homem e uma mulher me observavam, encostados em um muro. Não precisava ser um gênio para descobrir o que eles queriam comigo. Meu carro e minha aparência já diziam os milhões que eu provavelmente guardava na minha conta bancária.
Hoje era meu dia de sorte.
Dei um olhar cheio de significados para Deimos. Ele, obviamente, sabia sobre mim e minha confiança nele era plena, já que o resgatei ainda criança das mãos de seu padrasto abusivo. Ele concordou com a cabeça e sorriu discretamente para mim, entrando rapidamente para o carro e saindo em disparadas pelas ruas gregas. Sabia onde ele estava indo e isso me deixava tranquila.
Olhei para os lados e vi uma pequena loja de bebidas do outro lado da rua. Queria atrair os dois estúpidos que cairiam nas minhas garras hoje.
Atravessei a rua, andando calmamente como se não tivesse percebido os dois. Podia escutar os passos deles logo atrás de mim e sorri discretamente com isso. Entrei na pequena loja e corri meus olhos pelas bebidas, pegando uma garrafa de whisky barato e indo para o caixa pagar. Esses são os mais inflamáveis.
Escutei os passos dos dois seres idiotas parando ao lado da porta, cada um de um lado. Burros.
Paguei minha bebida, guardando-a no bolso do meu sobretudo, já que a garrafa era pequena, e saí da loja, sendo "surpreendida" pelo casal. Nem me dei ao trabalho de me debater quando o homem me agarrou por trás, seria patético até demais para uma vampira como eu fazer isso.
- Te pegamos, riquinha. - Rolei meus olhos e sorri debochadamente discretamente.
A mulher ergueu a mão, cobrindo minha boca e nariz com um pano úmido. Sabia que era clorofórmio, já que isso não fazia efeito em mim. Mas eles não precisavam saber disso.
Fingi um desmaio, fechando os olhos e deixando meu corpo mole. Fui carregada para um carro e jogada de qualquer jeito no banco traseiro.
- Conseguimos, amor. Agora vamos pegar as joias que estiver com ela e a carteira, então ligaremos para alguém e pediremos o resgate. - O homem falou apressadamente em grego, parecendo estar bastante ansioso.
- Sim, vamos ficar ricos.
Segurei uma risada que queria escapar a todo custo e continuei minha atuação.
- Foi tão fácil. - A mulher sussurrou como se não acreditasse que tinha me "capturado".
- Fácil até demais, mas vamos aproveitar disso.
Algumas horas se passaram e o casal finalmente parou o carro em um lugar que não reconheci, mas não teria problemas quanto à isso, na verdade seria melhor assim. Era um lugar deserto e aparentemente longe da cidade.
As portas foram abertas e logo os dois saíram do veículo. O homem me puxou para fora com brutalidade, isso fez meu sangue ferver em minhas veias. O cara me jogou no chão e afastou-se para fechar a porta traseira do veículo. Péssima ideia.
Levantei em um pulo, assustando os dois indivíduos com a minha velocidade.
- Bom, vamos lá. O Sr. “Conseguimos Sequestrar a Riquinha” disse que havia me capturado fácil... - Comecei meu breve discurso enquanto andava de um lado para o outro, retirando a areia do meu cabelo e do meu sobretudo delicadamente, observando suas caras de terror. - ...No entanto, não foi bem assim que aconteceu. - Deixei um sorriso aterrorizante crescer em meu rosto, assustando-os mais ainda. - Eu particularmente amei a ideia de um sequestro e pedir o dinheiro do resgate... - O deboche praticamente escorria por meus lábios. - Só que cometeram um erro gigantesco ao tentar fazer isso comigo. - Dei alguns passos em suas direções, parando bem em frente à eles, esses que estavam paralisados pelo medo. - Vocês já ouviram sobre as lendas que correm pela boca do povo grego, certo?
- Éleos.* - A mulher gritou quando eu me aproximei ainda mais. *Misericórdia*
- Isso. Peça por misericórdia, pois será a última coisa que pedirá. - O sussurro diabólico saiu pela minha boca. - O Sr. tem algum último pedido a fazer?
- Você queimará no inferno, diávolos* - O grito de pânico do homem ecoou pela praia deserta e escura em que estávamos. *d***o*
- Oh sim, com certeza eu irei e certamente encontrarei ambos lá.
Senti meus caninos dobrarem de tamanho, somente para perfurar a pele dos dois que me observavam aterrorizados. Tudo ao meu redor escureceu, e tendo em minha mira apenas eles; as pequenas veias abaixo dos meus olhos faziam os mesmos pulsarem, como batimentos cardíacos. Podia jurar que minha expressão estava completamente mortífera e meus olhos vermelhos, com um brilho assassinos.
- Vou dar-lhes uma chance e contarei até três. - Minha voz estava em uma rouquidão assustadora, fazendo-os se arrepiarem. - Um... Dois...
Antes de chegar ao três, eles já corriam desesperadamente em qualquer direção para salvar suas vidas.
Ridículos.
- Três. - Sussurrei para mim mesma e corri.
Alcancei primeiro a mulher, fincando meus caninos eu seu pescoço escutando seu grito agudo bem perto do meu ouvido. O líquido quente desceu por minha garganta, tirando a secura e saciando parcialmente a fome. Com os olhos fechados para saborear mais o momento, terminei de sugar a última gota. Soltei seu corpo totalmente mole e ele caiu na areia, criando uma cortina de poeira que subiu com a colisão.
Olhei para o lado oposto procurando pelo homem e o achei ainda correndo. Ri alto e usei minha velocidade vampiresca para alcança-lo, dando-o uma rasteira rápida que o fez cair de bruços na areia. Uma cena patética para um humano patético.
Não tive paciência para virá-lo, então sentei em suas costas, com as pernas de cada lado de seu corpo, puxando sua cabeça para cima pelos seus cabelos e cravei meus dentes em seu pescoço. Mas usei força demais e rasguei a pele fina do mesmo, sentindo o sangue jorrar por todos os lados. Suguei com mais vontade ainda, não querendo desperdiçar nem uma gota sequer.
Isso nunca perde a graça.
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