Quero pedir pra vocês escutarem a música Prisoner - The Weeknd, Lana Del Rey!!! Sério, ouçam, é de extrema importância.
Boa Leitura
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Engels - Rússia
MCMXLIII - 1943
Katarina Kollia
Bombas explodindo, barulhos altos de tiros e armas sendo engatilhadas, aviões sobrevoando a cidade, gritos agoniados e apavorados, choros desesperados e sofridos, os sons das rodas dos tanques de guerra em atrito com o solo, casas abandonadas e destruídas, cheiro de sangue fresco por todos os lados, fumaça escurecendo o céu azul claro do dia, os corpos sem vida espalhados pelas ruas, campos, casas e becos, soldados armados andando em grupos por todos os lugares, ameaçando pessoas e espancando aqueles que não obedeciam e não mereciam.
Essas eram as cenas em que eu via constantemente. A Guerra.
Eu simplesmente odiava tudo isso, por mais que eu não ligasse para os humanos, pois eram eles os maiores causadores de tantas discórdias.
Aqui não havia nenhum momento de paz ou descanso, não havia uma pausa para comer ou dormir. Aqui o lema era: Matar ou morrer. Alguns escolhiam matar, outros não tiveram essa opção e eram mortos a sangue frio, e os que sobravam tentavam de todo jeito fugir desse enorme campo de guerra que virou à Rússia. Poucos tiveram a sorte de sobreviver, mas quando isso acontecia, eles já não tinham mais nenhum motivo para continuar. Suas famílias já haviam sido mortas, suas casas destruídas pelas bombas, a humilhação era pública, pois não lhes sobrara nada, só a roupa do corpo e às vezes nem isso.
Eu me perguntava o porquê dos humanos serem tão cruéis uns com os outros. Eu tinha meus motivos e minhas necessidades, então poderia justificar meus atos, mas eu também amava torturá-los e matá-los.
Hoje seria mais um dia nesse maldito campo minado; mais um dia tendo meus tímpanos sensíveis sendo machucados pelos sons de bombas e tiros, assistindo os humanos acabarem com a própria raça... Eu me perguntei uma vez se valia a pena passar por isso tudo, mas a resposta era tão clara quanto a luz do dia.
É óbvio que sim. Era por ela. Era por Khloe.
Após quase um século procurando-a por todo o mundo, encontrei-a na Rússia, em uma pequena cidade chamada Engels, de uma forma em que eu nunca esperava. Khloe era uma Aviadora Soviética, conhecida mais como uma das "Nachthexen" ou "Bruxas Noturnas".
No momento em que me deparei com essa mulher incrivelmente forte, inteligente e independente, não pude deixar de ficar completamente chocada e absolutamente orgulhosa. Khloe tinha completado 20 anos quando se voluntariou para combater os nazistas, entrando para o 588º Regimento de Bombardeio Noturno, constituído somente por mulheres, durante a 2ª guerra mundial.
O apelido do 588º foi dado pelos alemães em decorrência da tática utilizada pelo esquadrão feminino: as aviadoras desligavam os motores dos aviões quando próximas de seus alvos, o que fazia com que os soldados germânicos não detectassem sua presença até ser tarde demais. O forte zumbido do vento passando pelas asas dos aviões criavam sons sombrios, fantasmagóricos, fazendo os alemães associarem o som as assustadoras histórias de bruxas da infância.
Eu ri muito quando ouvi um soldado nazista contando o medo que sentia delas, enquanto estava em um bar na Alemanha algum tempo atrás.
Posso afirmar que, por mais que elas sejam guerreiras corajosas e temidas, as mesmas não tinham o reconhecimento merecido pelo trabalho tão bem feito. Sofriam com a falta de interesse de sua própria corporação em disponibilizar coisas simples e adaptadas às necessidades femininas. Os próprios uniformes utilizados pelas mulheres eram masculinos e não havia uma preocupação de protegê-las contra o frio extremo em seus voos noturnos, causando a fadiga dos voos incessantes, visto que as cabines dos aviões eram abertas. Devido à baixa capacidade de carga do modelo de avião também não levavam em suas missões equipamentos de segurança e navegação, como paraquedas, armas ou rádios. No máximo, bússolas antigas e mapas de navegação aérea. Elas também eram fadadas a perda de amigos e familiares, e o assédio s****l por parte de seus colegas de farda.
Eu admirava cada uma delas, pela luta do dia a dia e pela coragem ao extremo para fazer o que lhes eram encarregadas. Elas eram tão fortes quanto os homens, ou até mais.
Já era noite quando eu estava andando entre os aviões parados na pequena pista de pouso improvisada em um dos arredores mais afastado da cidade, a procura da aeronave de Khloe. Normalmente, nós nos encontrávamos o mais longe possível das suas colegas de trabalho, como fazíamos à quase um ano, mas, como minha mulher percebeu que suas companheiras estavam desconfiando dela ter um possível relacionamento lésbico, optamos por nos encontrar onde era menos improvável. No pequeno acampamento improvisado das Bruxas.
Achei o avião parado um pouco mais longe do que os outros, quase no final da pista de pouso. A aeronave mais próxima da de Khloe estava há mais 20 metros de distância, e isso era bom para nós duas. Não queria colocar minha mulher em problemas.
Ao me aproximar, pude vê-la em pé com a lateral esquerda de seu corpo encostada em seu avião – esse que estava ao lado de sua pequena barraca – observando o céu estrelado. Andei sorrateiramente para perto dela, logo a abraçando por trás.
- o bozhe*, Katarina. - Sorri quando Khloe deu um tapinha em meu braço que estava em cima de seu abdômen. *oh deus* - Quer me matar de susto? - Pergunta divertida soltando um riso fraco enquanto se virava de frente para mim e apoiava as mãos em meus ombros, puxando-me para mais perto e consequentemente colando nossos corpos.
Eu amava quando Khloe falava em russo comigo, seu idioma nativo dessa reencarnação me deixava fraca.
- Nunca, Moya lyubov'*. - Sussurrei em seu ouvido, dando uma leve mordida em seu lóbulo. *Meu amor*
Senti toda a pele pálida de seu pescoço arrepiar-se contra meus lábios, a medida em que eu ia beijando e mordendo toda a extensão do mesmo. Apertei sua cintura, escutando seu suspiro contido perto de minha orelha.
- Achei que não viria mais, já que demorou bastante.
- Perdoe-me por isso, tive um pequeno contratempo ao sair de casa.
- E qual foi? - Khloe afastou-se minimamente para olhar em meus olhos. As íris verdes no tom claro brilhando em curiosidade.
- Alguns guardas faziam a ronda noturna na rua de minha casa no momento em que decidi sair, então esperei eles afastarem-se o suficiente para poder vir para cá. Foi um descuido meu não ter prestado atenção neles. - Contei o ocorrido de mais cedo sem quebrar a ligação de nossos olhares. - É claro que eu poderia ter acabado com todos eles, mas queria continuar limpa e cheirosa para você.
A aviadora sabia que eu era uma vampira, sendo que eu, depois de algumas semanas com ela novamente, contei tudo sobre mim. Não queria segredos entre nós, sendo que uma vez cometi este erro e a consequência causou sua morte.
- Hm, então você queria ficar limpa e cheirosa para mim, é? - Concordei com a cabeça, vendo um sorriso malicioso crescer em seus lábios avermelhados. - Pode ter certeza, amor, você está deliciosamente cheirosa.
Khloe desfez a ligação de nossos olhos, colando os lábios macios em minha bochecha, beijando o local, logo passou a ponta do nariz pela mesma, descendo para o meu pescoço e inspirando profundamente o cheiro de minha pele, fazendo um arrepio cortar minha coluna. Ela desceu as mãos delicadamente por minhas costas, até chegar em minha b***a e até apertá-la rudemente por cima do tecido do vestido que me cobria. Gemi baixinho fechando os olhos e tombando a cabeça para trás, deixando meu pescoço mais acessível, e levando minhas mãos para seus cabelos curtos, entrelaçando os dedos entre fios negros próximos à sua nuca.
- Eu amo sua b***a, amor. É tão gostosa de se apertar. - Sua voz rouca e baixa contra meu ouvido me fez gemer novamente, dessa vez um pouco mais alto, já que Khloe continuou a apalpar minhas nádegas e chupou meu lábio inferior, puxando-o entre os dentes em sua direção. - Muito gostosa.
- Khloe... - Gemer seu nome, mesmo que acidentalmente, foi uma excelente ideia, pois minha mulher colou nossas bocas iniciando um beijo sedento.
(Play na música Prisoner. Deixem-a tocando até o final, e deem replay se for necessário.)
Ainda entre o delicioso beijo, fui prensada bruscamente contra a lataria do pequeno avião. Puxei Khloe com força pelas costas, chocando nossos corpos mais uma vez, e ouvindo o gemido baixo dela morrer em meus lábios. A língua aveludada de minha mulher batalhando por domínio do beijo contra a minha deixou-me derretendo entre as pernas.
Suas mãos, que ainda estavam apertando minha b***a, foram puxando vagarosamente o tecido n***o da seda leve e longa do meu vestido, subindo-o pelas minhas pernas, fazendo com que os músculos das mesmas contraírem-se com a leveza do movimento. Ela espalmou ambas as mãos em minhas nádegas por dentro do tecido do vestido, maltratando minha carne com apertos nada delicados. Puxei as mechas de seu cabelo que estavam emboladas entre meus dedos para trás, afastando sua boca da minha, causando um barulho de estalo ao finaliza-lo.
- Precisamos ser cautelosas e silenciosas hoje, Khloe. Não podemos nos arriscar, okay? - Eu estava tão ofegante pelo beijo demorado que quase não consegui falar corretamente.
- Okay, mas agora vem aqui.
O meu vestido foi arrancado do meu corpo rapidamente e logo eu já estava deitada em cima do pequeno colchonete fino, que ficava dentro da barraca escura, usando apenas minha lingerie e meus saltos. Mirei Khloe retirando suas roupas sensualmente, ainda do lado de fora da barraca, tirando primeiro a jaqueta de seu uniforme e logo depois a regata branca que estava abaixo, seguidamente a calça e as botas, ficando igual à mim, dando-me um show particular e roubando o resto do meu fôlego. Seus movimentos foram tão provocantes que senti uma forte pontada em meu sexo molhado, minhas pernas automaticamente se fecharam, tentando diminuir o incômodo. Seu corpo pálido cheio de curvas fazia minha boca salivar.
- Não as feche, amor, quero-as bem abertas para mim. - Khloe murmurou enquanto colocava ambas as mãos em meus joelhos, abrindo novamente minhas pernas e se instalando entre elas, pairando de quatro sobre mim, se apoiando com os cotovelos ao lado da minha cabeça. Seus fios negros como a noite caindo como cascata por cima dos ombros deixava-a ainda mais sexy.
Minha mulher olhou em meus olhos, causando-me um turbilhão de sentimentos, e sorriu para mim, deixando um selinho em meus lábios. Não pude deixar de retribuir o lindo sorriso que foi me dado.
- Lyubov' u.* - Ela disse baixinho contra meus lábios. *Amo você*
- Lyubite vas tozhe* - Falei igualmente baixo, vendo o brilho em seus olhos verdes aumentar drasticamente, como pequenas estrelas no céu escuro da noite. *Amo você também*
Nada podia se comparar quando eu escutava o coração de Khloe acelerar por minha causa, era uma emoção tão grande que quase não cabia dentro de mim. Por isso puxei-a para perto pela nuca, reivindicando sua boca em mais um beijo.
Tiramos nossas peças intimas entre suspiros e gemidos de um jeito afobado, querendo nos livrar logo dos panos inúteis no momento.
Sentir seu corpo quente sobre o meu era revigorador, uma sensação indescritível. Suas coxas torneadas pressionadas contra as minhas, seu abdômen prensando o meu, meus s***s sendo espremidos pelos seus, nossas mãos entrelaçadas acima de minha cabeça e nossos lábios e línguas colados em busca de saciar o desejo arrebatador que sentíamos uma pela outra.
Nada poderia ser comparado com isso.
Khloe interrompeu o beijo somente para descer sua boca pelo meu maxilar, indo para o pescoço. Uma mordida foi deixada em minha pele, arrepiando a mesma e provavelmente deixando uma pequena marca. Lambidas e chupões luxuriosos foram deixados por toda minha clavícula e o meu b***o, até chegar em meus s***s.
- Ty takoy krasivyy* - Khloe sussurrou contra a pele do vale entre meus s***s, deixando um beijo molhado ali. *você é tão linda.*
Não pude segurar o gemido baixo com a sensação maravilhosa de sua boca em meu corpo. Senti seus beijos descendo ainda mais, porém, quase gritei de prazer e surpresa quando seus lábios quentes chuparam meu mamilo esquerdo, fazendo-me arquear a coluna.
- K-Khloe...
Minha mulher mordeu fracamente o bico do meu seio, e depois passou a língua devagar, arrepiando-me até o último fio de cabelo. Khloe fez o mesmo com o outro, depois levantou a cabeça e me olhou com um sorriso extremamente safado em seus lábios inchados e vermelhos pelos beijos. Seus olhos verdes estavam tão escuros que poderiam ser confundidos com a cor de seus cabelos.
Foi mais forte do que eu.
Puxei-a para cima pelos cabelos da nuca, cravando minhas unhas curtas em sua carne, tomando sua boca em um beijo voraz e sensual, arrancando gemidos de nós duas. Virei-a no colchonete fino numa velocidade não-humana, ficando por cima, e sentei em sua barriga, com uma perna de cada lado de seu corpo. Suas mãos voaram novamente para minha b***a, dando apertos fortes e tapas ardidos em cada nádega.
Ainda beijando-a, friccionei minha b****a encharcada em seu abdômen, subindo e descendo, rebolando vagarosamente. O prazer estava me consumindo rapidamente, fazendo o sangue queimar sob minha pele e o t***o atingir um nível absurdamente alto.
Decolei nossas bocas, e migrei os beijos para seu pescoço. A cada lambida e mordida, a tentação de fincar meus dentes na pele branquinha e sentir seu gosto aumentava. Precisava me controlar muito, Khloe tirava minha sanidade.
Beijei seus lábios mais uma vez para tirar meu foco de seu sangue, adentrando minha língua em sua boca sem pedir permissão. Fiquei cega pelo desejo que estava me consumindo. Desci meu quadril e encaixei minha b****a em sua coxa, deixando minha perna direita entre as suas. Minha mulher subiu suas mãos, passando-as vagarosamente por minha cintura e arrastando as unhas quase superficialmente nas minhas costelas; foi subindo mais e logo atingiu meus s***s, fechando ambas as mãos neles em um aperto que julguei ser delicioso. Revirei meus olhos e gemi contra seus lábios. Minha mão direita que antes puxava seus cabelos, foi se abaixando em direção ao seu sexo mais do que molhado.
Khloe gemeu em minha boca quando meus dedos acariciaram seu c******s rígido. Comecei a movimentar em círculos meu indicador e o do meio em suas dobras molhadas, ela mordeu meu lábio inferior fortemente e arranhou minhas costas, onde suas mãos foram parar, com a sensação que sentia.
Ela estava tão molhada que foi fácil penetrá-la, enfiando meus dedos o mais fundo que consegui. Khloe era tão quente e apertada que eu tinha que me segurar para não ter um orgasmo precoce. Trouxe meus dedos para fora, quase retirando-os de dentro dela, para volta-los com força novamente, arrancando um gemido alto dela e um olhar que expressava todo o prazer que sentia.
- goryachiy* - Sussurrei com a voz rouca contra seu ouvido. *gostosa*
Comecei a estocar meus dedos dentro dela, variando entre forte e rápido, ao lento e preciso. Abri mais suas pernas com a minha que estava entre as suas, queria ter um espaço melhor para dar-lhe mais prazer.
- Ah, isso e-está m-muito gostoso. - A voz excessivamente rouca de Khloe chegou em meus ouvidos, e foi automático meu corpo todo estremecer.
- O quão gostoso está, amor?
- Muito.
Nossa! Aquele "muito" gemido fez meu sexo pulsar excessivamente, então para acabar com a minha tortura, comecei a me esfregar em Khloe, criando um atrito maravilhoso entre minha b****a e sua coxa. Aumentei a velocidade de meus dedos nela quando senti seu interior esmaga-los, anunciando seu orgasmo. A sua lubrificação natural abundante ajudava-me muito nisso e o barulho molhado do atrito excitava-me ainda mais.
Voltei com meus beijos para seu pescoço enquanto ainda a penetrava, passando a língua e mordendo todo o centímetro de pele que encontrava. Queria me controlar, mas sua jugular bombeando seu sangue tão perto de mim desconcentrava-me totalmente.
- Pode me morder, Katarina. E-eu sei que você quer o t-tanto quanto eu q-quero. - Me assustei com as suas palavras, parando de beijá-la na hora e focando meus olhos nos dela.
- O que?
- Vai, me morde, prove meu sangue. Sacie sua vontade e a minha.
O pouco controle que eu tinha se ruiu com suas palavras. Meu coração bombeou o sangue ainda mais rápido em minhas veias com a intensidade de suas palavras. Minha pele queimou e meu corpo se arrepiou, não pude mais lutar contra meu instinto. Senti meus caninos crescerem, minha visão periférica ficou turva e escura, deixando meu olhar focado em Khloe. As pequenas veias abaixo dos meus olhos pulsavam. Minha garganta queimava dolorosamente, ansiando o momento que seu líquido quente saciaria minha sede.
Abaixei meu rosto para seu pescoço novamente e cravei meus dentes no mesmo sem hesitar. O gosto do seu sangue era único, extremamente saboroso ao meu paladar, de um jeito que nenhum outro era. Quando o seu líquido atingiu minha boca, gozei sem conseguir segurar mais. O prazer que eu sentia era imensurável.
Khloe gemeu com um tom rouco em meu ouvido e agarrou minha nuca com as duas mãos quando voltei a mexer meus dedos e a sugar seu sangue. Com uma última estocada forte e certeira e um gemido alto, ela gozou divinamente sobre meus dedos, molhando minha mão toda com seu líquido quente.
Não queria parar de sugar seu sangue suculento, mas parei porque não queria machucá-la mais. Com uma última lambida em sua carne mordida para limpar o que escorreu, deixei mais um beijo no local e me afastei, encontrando-a com um lindo sorriso nos lábios rosados e inchados.
- Você é deliciosa, Khloe. Em todos os sentidos.
Ela soltou uma risadinha e me puxou para mais um beijo, dessa vez calmo e lento, sem briga pelo domínio.
Eu poderia fazer isso para sempre. Eu a amava com todo o meu ser. Rodaria o mundo quantas vezes for preciso.
Era por ela. Era por Khloe, o amor da minha vida.
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