Katarina Kollia
Algumas pessoas pensam que encontrar um amor verdadeiro é encontrar uma pessoa perfeita, que saiu dos seus sonhos e encaixa perfeitamente em todas as áreas da sua vida.
Esse é um grande erro e a principal explicação para o fim da maior parte dos relacionamentos.
Um amor verdadeiro é aquele que resiste ao teste do tempo. É ter ao lado uma pessoa que conhece todas as nossas imperfeições e continua nos amando do mesmo jeito. É saber que existem algumas incompatibilidades e alguns gostos completamente diferentes, mas estar disposto a fazer alguns sacrifícios para agradar a outra pessoa. É enfrentar os desafios e as dificuldades de mãos dadas, porque quem ama de verdade sabe que os dois juntos são muito mais fortes do que se estiverem separados.
E eu posso afirmar com todo meu coração que meu amor por Khloe é o mais verdadeiro de todos.
...
Após anos vagando sozinha novamente pelo mundo à sua procura, quando encontrei-a, pela primeira vez ainda criança morando em Portland, foi como se nada tivesse mudado, ao menos não comigo.
Minha outra metade tinha somente 7 anos quando a vi, brincando em um parquinho com seus pais e um garotinho, que algumas horas depois soube ser seu irmão mais novo. Como eu sabia que aquela criança era Khloe? Simples.
Do mesmo jeito que sinto quando Khloe morre ou estar para morrer, eu sinto quando a vejo de novo. A sensação que tenho é como se meu corpo sofresse uma paralisia momentânea. O ar trava em meus pulmões, meu coração acelera drasticamente, minha cabeça queima, um arrepio percorre minha espinha e depois é como se passasse um flashback em minha mente, com lembranças das suas vidas passadas.
Após descobrir que a criança era mesmo minha alma gêmea, decidi ficar por perto, vendo seu crescimento de longe e assegurando que nada aconteceria à ela. Fracassei por um lado, quando fui me alimentar, pois estava fraca, e abaixei a guarda, fazendo sua família morrer no processo. Me culpei e ainda me culpo por ser a causadora da dor em Khloe. Isso faz com que eu me sinta uma inútil.
Depois da morte de sua família, continuei seguindo-a de longe, vendo-a afundar cada dia mais na tristeza. Eu não pude fazer nada porque ainda não era hora do nosso reencontro, então me senti pior ainda. Queria poder abraçá-la, confortá-la, a proteger de todo o m*l, dizer que tudo ficaria bem e que sua dor passaria, mas eu ainda não podia aparecer ou estragaria tudo. Não queria mais colocar sua vida em risco, pelo menos não naquela hora.
Em algum momento dos séculos que vivi, acabei perdendo as esperanças de voltar para a minha cidade natal com a minha mulher, já que suas reencarnações nunca paravam lá, porém semanas depois da morte dos familiares de Khloe, descobri que eles estavam voltando de uma corretora de imóveis e que tinham comprado uma casa em Atenas, na Grécia.
Fiquei absurdamente feliz com a notícia. Poderíamos começar do zero mais uma vez.
Eu estava escondida entre os arbustos ao lado da casa de Khloe quando o advogado foi para informá-la sobre a casa. Durante a conversa, escutei também os seus pais tinham deixado uma grande herança para ela. O que me deixou surpresa já que era uma boa quantia.
Alguns dias depois, Khloe conseguiu vender a sua antiga casa, fez suas malas e foi para nossa cidade natal. Eu já tinha uma casa pela região, então peguei só uma mala de roupas e também segui para o mesmo destino.
E aqui estamos nós em Atenas, três anos depois do acidente que tirou a vida de sua família.
Já era hora da lua encontrar o sol e assim o tão esperado eclipse acontecer.
...
A saudade é o que fica daquilo que partiu, daquilo que já não é mais. Saudade é ausência, é o sentimento de vazio que fica daquilo que se foi. Mas às vezes, a saudade é um vazio tão grande que ocupa muito espaço dentro do coração, e aperta tanto o peito que acaba transbordando e escorrendo pelos olhos. Se sentimos saudades de uma coisa ou de alguém é porque o objeto da saudade nos trouxe felicidade, foi algo que amamos. Por isso a saudade dói.
A saudade é a insistência da memória de manter vivo, presente e perto de nós o que já não temos. A saudade faz o ponto final virar uma vírgula na vida. Há saudades que se podem matar, há outras que são capazes de nos fazer morrer. Mas a saudade é sempre uma memória de amor que não morre. Não é fácil suportar esta distância que nos separa, principalmente quando meu coração chama seu nome o tempo todo. As saudades são muitas e o desejo de correr para os seus braços é ainda maior.
Fazia décadas que não sentia o calor de seu abraço ou o sabor do seu beijo, que não sentia seu cheiro e nem os seus toques. Meu corpo implorava dolorosamente pelo dela, eu estava em abstinência. A falta dela fazia a dor corroer em meu peito, me fazendo chorar todas as malditas noites, causando também a má alimentação e consequentemente a fraqueza em meu corpo.
Tive que ficar mais alguns dias longe dela depois da nossa volta para cá, já que fiz uma viajem de última hora para a Itália, e durante esse tempo a angústia da distância entre nós quase dominou meu corpo e minha mente, mesmo que tenha só visto-a só de longe durante vários anos. E com isso o prolongamento do nosso tão esperado encontro foi impossível evitar. Na minha volta para Atenas, quando entrei no hotel para me hospedar, e nossos olhos se encontraram, por pouco não corri ao seu encontro e a beijei.
Já tinha se passado uma semana que eu estava hospedada aqui, mesmo que eu pudesse ficar em qualquer outro na cidade, queria ficar por perto e garantir que nada aconteceria com ela, de novo. Mesmo sendo completamente arriscado esta minha atitude, não poderia fazer diferente; não poderia arriscar mais sua vida ficando longe outra vez e a deixando vulnerável a qualquer coisa.
Eu precisaria voltar a Santorini, onde ficava minha mansão, o mais rápido possível porque teria uma reunião com a minha advogada que não poderia adiar mais, sendo que estou fazendo isso há duas semanas. Ficamos sabendo que um vagabundo que era empregado na minha empresa estava desviando pequenas quantias de dinheiro, que juntando tudo deu uma boa quantidade, para uma conta em Madrid, na Espanha.
Iria hoje à noite, no último dia de minha estadia aqui no hotel onde Khloe trabalha, mas voltaria logo e provavelmente ficaria em outro lugar o mais próximo possível daqui. Não queria que ela desconfiasse de nada ainda, percebi que minha garota ainda não estava 100% pronta, eu precisava prepará-la antes.
Suspirei mais uma vez, piscando algumas vezes enquanto via Atenas passar como um borrão colorido através da janela traseira do meu carro, um Cadillac CT6 Sedan preto, pela alta velocidade em que meu motorista dirigia. Tinha acabado de sair de uma reunião com meu sócio de uma das minhas empresas e estava muito nervosa com os problemas simples que os inúteis não conseguiam resolver. Era muito desgastante comandar sozinha, por isso tenho alguns sócios, mas pelo visto isso não estavam cumprindo com os papeis deles.
Um tempo com Khloe era tudo que eu precisava para relaxar, mesmo que ela não me toque ou veja, só bastava um olhar de longe e sentir seu cheiro. E logo após fazer isso, iria para Santorini, mas assim que tivesse certeza que ela já estava devidamente segura em sua casa, com portas e janelas bem trancadas.
Pelo menos esses eram meus planos.
Senti o carro diminuir a velocidade gradativamente, até parar em frente ao lugar onde estava hospedada. Aguardei meu motorista abrir a porta traseira e rapidamente saí do veículo. Estava completamente ansiosa para ver minha mulher. Abri as portas duplas de vidro e adentrei o hotel, fazendo com que o barulho dos meus saltos Louboutin chocando contra o chão ecoassem pelo quase lugar vazio, a não ser por duas pessoas atrás do balcão da recepção.
Quem era aquele maldito que estava ao lado dela?
Fui cessando meus passos lentamente, observando a cena dos dois e escutando a conversa animada sobre sair hoje. Ter a audição aguçada era muito útil nesses momentos.
- Khloe, vamos sair hoje depois daqui? - Senti meu sangue ferver em minhas veias com a pergunta estúpida daquele homem.
- Hm, não sei, Théos, estou muito cansada. - Escutei Khloe recusar e me acalmei um pouco. Somente um pouco, achando aquela aproximação dele desnecessária.
Para conversar precisava ficar tocando na pessoa agora?
Dei alguns passos para trás, aproveitando que eles ainda não tinham me visto, e me escondi atrás de uma planta alta que estava ao lado das portas do hotel, queria saber para onde iria o rumo dessa conversa.
- Ah não, você usou essa mesma frase das últimas vezes em que eu te chamei. - Bufei e rolei os olhos. Que cara insistente. - Vamos só hoje, vai ser muito bom e eu não te encho mais o saco. Por favor, mikró.
‘Pequena? Zeus, quanta i********e. ” — Resmunguei em pensamentos.
- Tudo bem, Sr. Théos, eu vou.
Théos. Então esse era o nome do maldito!
Eu estava com raiva, segurando fortemente um rosnado em minha garganta. Sim, com muita raiva. Será que os dois tinham algo mais que amizade? Sai do meu "esconderijo" pisando duro, e se fosse possível, tenho certeza que furaria o chão com meus saltos. Iria segui-los e já estava decidida quanto à isso.
De todas as dificuldades que uma relação amorosa possa sofrer, o ciúme é possivelmente a maior de todas. Um pouco de ciúme, sabe, até ajuda a apimentar o sentimento entre o casal. O problema é o medo irracional, a suspeita e a desconfiança que aparecem junto de um ciúme maior. E aí vai depender da gente. Até que ponto é possível controlar essa sensação tão mesquinha? Eu não podia evitar sentir um ciúme um pouco exagerado por Khloe. Coloque-se em meu lugar: A conheci há vários séculos atrás, mais especificamente 504 anos. A vi morrer várias vezes. Sempre foi somente ela em minha vida - já eu não posso falar o mesmo dela -. Nós nascemos uma para a outra, por isso me sinto desse jeito com ela. É inevitável.
Vi Khloe se virar para mim e instantaneamente relaxei-me quando nossos olhos se encontraram. Respirei fundo, porém fiquei o mais séria que consegui, mesmo querendo sorrir da expressão fofa e confusa que ela fez.
Em um ato impulsivo, eu pedi-a para adicionar mais duas semanas de estadia. Foi impagável a expressão surpresa que Khloe fez, me segurei para não rir. Pelo visto ele não estava esperando por isso, na verdade, nem eu esperava por essa atitude minha.
Fiquei observando-a trabalhar, perdi meu olhar em seu rosto, focando em seus olhos fixos na tela do computador, descendo pelo seu nariz e parei em sua boca rosada. A vontade arrebatadora de colar meus lábios nos dela foi enorme. Baixei o olhar para seus dedos digitando rapidamente no teclado e foi impossível não lembrar de quando eles estavam me possuindo; me fazendo sua, arrancando de mim gemidos altos enquanto dava-me um prazer intenso. Mordi meu lábio inferior sentindo uma queimação conhecida em meu ventre e voltei meus olhos para os seus quando percebi que ela estava falando comigo.
Agradeci e não dei-a tempo de falar algo, saí rapidamente para o elevador e entrei no mesmo. Iria para meu quarto trocar de roupa e esperaria até a hora certa de segui-la.
...
Meu motorista parou o carro em frente ao local onde os dois estavam. Realmente o bar é um dos melhores da cidade, pois eu já tinha vindo aqui poucas vezes. Abri a porta do carro e saí do mesmo, indo em direção à entrada. E como o segurança me conhecia foi fácil entrar sem enfrentar fila.
Andei pelo lugar, ouvindo uma música sensual e com a batida forte soando alto pelas caixas de som, à procura de Lauren, demorei a achá-la mas quando consegui, estanquei meus passos com a cena que vi a minha frente.
O tal do Théos estava com as mãos na b***a de Khloe, apertando-a, enquanto a mesma estava puxando-o pela gola da jaqueta de encontro ao seu corpo. Os dois estavam dançando tão colados que nem ar passava entre eles.
Minha respiração pesou, descompassando-a e fazendo-me ficar ofegante. Senti a raiva invadir meu corpo, queimando minha pele, dominando meus sentidos, fazendo meus caninos crescerem, e tudo ao meu redor ficando preto, apenas os dois focados em meu olhar. Pude sentir também as pequenas veias surgindo abaixo dos meus olhos. Tinha certeza que meu rosto estava monstruoso e minha expressão assassina.
Não consegui me acalmar e marchei em direção aos dois, esbarrando em todos que estavam em meu caminho. O barulho do roçar do corpo de Khloe com o dele estava aumentando minha raiva. Meu ombro bateu com tudo contra o dela, quase fazendo-a cair no chão com o impacto forte. Antes de virar para olhá-la, fiz o possível para meu rosto voltar ao normal, mas não consegui esconder a raiva em meus olhos quando me virei para ela.
Seu rosto estava contorcido em raiva no início, mas quando seu olhar se encontrou com o meu, se tornou confusa e surpresa. Trinquei o maxilar quando Théos se aproximou dela, parecendo não me notar, tocou em seu braço e a puxou para si novamente. Respirei fundo, virando meu corpo e segui em direção ao bar do lugar.
Me sentei em um dos bancos altos que estavam posicionados em frente do balcão e aguardei a boa vontade de um barman vir me atender. Eu ainda sentia minha pele se arrepiar de raiva, poderia arrancar a cabeça de uma pessoa agora. Precisava me acalmar antes que fizesse uma besteira em público.
- Quero a bebida mais forte que você tem, por favor. - Falei quando um barman perguntou o que eu queria. Ele concordou com a
cabeça e saiu.
- Boa noite, koúkla*. - Olhei para cima e pedi paciência à todos os deuses existentes antes de me virar para o homem que me chamou, no pior momento de todos para ser sincera. *boneca*
Fitei-o de cima a baixo e revirei os olhos, voltando meu olhar para frente aguardando minha bebida. O cara era bonito, tinha uma pele bronzeada e seus fios de cabelo eram de uma tonalidade n***a, contrastando com seus olhos azuis escuros, mas não me interessava nem um pouco.
- Posso lhe pagar uma bebida? - Malditos sejam os homens que tentam embebedar uma mulher.
- Não, obrigada. - Disse sem me virar para ele.
- Não seja difícil, só estou querendo conversar. - As palavras em grego estavam tão carregadas que foi nesse momento em que percebi a embriaguez do sujeito. Perfeito.
Senti sua mão em minha coxa, acariciando a mesma com malícia. Deixei a raiva dominar meu corpo mais uma vez, apenas me segurando para o momento certo.
Quando a bebida foi colocada à minha frente, peguei o copo e o levei em direção aos meus lábios, sorvendo o líquido alcoólico de odor forte todo de uma vez. Meus planos para essa noite com o homem estavam seguindo para o caminho que queria. Girei meu corpo para ficar cara a cara com ele, vendo seu sorriso se alargar.
Ingênuo.
Um sorrio diabólico cresceu em minha boca, quando fui me inclinando para perto do e******o azarado. Seus olhos azuis queimavam em luxúria e desejo, e seu coração batia acelerado contra seu peito.
- Você quer brincar hoje, não é? - A pergunta saiu extremante erótica, atingindo meu objetivo.
- Ficaria mais do que satisfeito em ficar à noite toda com você. - Seu olhar desceu por meu corpo, demorando em todas as partes que ele achou interessante. Nojento.
- Ótimo! Me encontre lá fora em alguns segundos. Vou adorar brincar com você. - Sussurrei em seu ouvido, quando me aproximei mais de seu corpo.
O homem rapidamente se pós de pé e saiu em dispara para fora do lugar. Senti minha garganta queimar só de imaginar seu sangue descendo por ela, tirando a secura, pois já tinha uns dias que não me alimentava.
Levantei-me do banco onde estava sentada com um sorriso satisfeito em meus lábios, deixei o dinheiro da bebida sob o copo que usei e fui para a saída do bar. Agradeci por não ter encontrado Khloe no caminho.
Assim que coloquei os pés no lado de fora, senti duas mãos apertando agressivamente minha cintura e me puxando para trás, colando meu corpo ao dele. Não me assustei porque sabia quem era, mas não impedi do ódio dominar meu corpo.
- Vamos nos divertir um pouco, koúkla.
Não havia muito movimento pelas ruas nessa hora da madrugada, então poderia fazer o que eu bem entendesse com aquele ser abusado. Me deixei ser guiada pela mão para um beco alguns metros de distância do pub, planejando mentalmente tudo o que faria com o homem que nem sabia o nome.
Fui prensada brutalmente com as mãos presas acima da minha cabeça contra parede do beco escuro e deserto, longe da pouca movimentação que tinha na cidade agora. O homem estava a minha frente parado, apreciando a visão de mais uma "vítima" em suas mãos, pronto para fazer o que achasse melhor. Então só aguardei a analise terminar e o momento certo aparecer.
Ele juntou seu corpo no meu e eu pude sentir sua ereção pressionada contra minha barriga. O filho da p**a é tão nojento que sente prazer em ver as mulheres submissas à ele. Mas eu mudaria isso hoje.
- Você é tão gostosa, olha como me deixa. - Fiquei enfurecida quando ele friccionou seu pênis ainda coberto em mim. - Não se preocupe, vai ser rápido, mas não prometo nada quanto a doer um pouco. - Ele sorriu cinicamente. - Ah, evite gritar, por favor. Não quero amordaça-la como fiz com as outras, quero muito ouvir seus gemidos.
Não pude mais me segurar. O ódio queimava minha pele, dominando meu corpo subitamente, fazendo meus caninos crescerem, e tudo ao meu redor ficando preto novamente, deixando somente minha presa fixa em meu olhar. Pude sentir também as pequenas veias surgindo abaixo dos meus olhos, fazendo-os pulsarem. Seu corpo estremeceu violentamente contra o meu quando seus olhos miraram meu rosto.
- Theé mou* - Sua voz quase não saia enquanto ele se afastava rapidamente de mim com os olhos arregalados. *meu deus do céu*
Sorri diabolicamente. Isso era tão divertido.
- Se a-afaste de mim, daímona* - O grito dele ecoou pelo beco silencioso, fazendo o sorriso em minha boca aumentar. *demônio*
Queria dizer que ele teve tempo de correr e chamar por ajuda, mas não foi bem assim.
O cara correu para o fim do beco, esse que não havia outra saída a não ser a que eu estava bloqueando. Andei calmamente para perto dele novamente, com um riso debochado saindo de minha boca.
- Você foi muito e******o hoje, quando me perturbou em um dia péssimo. Na verdade, eu te mataria de qualquer jeito, com meu dia sendo bom ou r**m. - Dei de ombros sussurrando quando me abaixei para ficar em sua altura, já que ele caiu em sua corrida insignificante pela vida. - Não adianta implorar nada para nenhum Deus ou deuses agora, você quem se ofereceu à mim. - Minha voz era baixa perto de suas suplicas altas por misericórdia.
O puxei para cima pela gola de sua camisa social branca com a minha força vampiresca, tirando-o do chão e o deixando cara a cara comigo novamente. O sorriso não saía de meus lábios, porém, eu ri alto quando ele começou a chorar.
- Desculpe, mas não é você quem irá brincar hoje. - Disse baixinho perto de seus lábios secos e sem cor. Vi em seus olhos tudo que eu queria ver, o desespero e o medo. - Ah, evite gritar, por favor. Não quero amordaça-lo como fiz com os outros, quero ouvir seus clamores.
Olhei mais uma vez em seus olhos vermelhos pelo choro recente e finquei meus caninos em seu pescoço, saboreando seu sangue fresco com olhos fechados, sentindo o líquido quente descer por minha garganta, saciando minha sede momentânea.