Capítulo sete - Que mulher meiga...

2389 Words
A chegada do Xerife Joshua e de sua colega Xerife Cloe tem repercutido pela cidade toda. As mulheres ficaram doidas pelos dois metros de puros músculos e pelo cabelo perfeito com um ar bagunçado de Joshua. Seus lábios finos por trás da barba encantaram a cidade. Apesar de ser bem amigável, anda sério e dá poucos sorrisos em seu turno. Uma pena. Seu sorriso é lindo e faz qualquer mulher desmaiar. Geralmente esses pequenos sorrisos vêm acompanhados de uma piscadela no fim de uma habitual conversa. É um habito que tem. Ele não usa o uniforme todos os dias como o Xerife Joe. Na maior parte dos dias, veste uma calça jeans surrada com alguns rasgos, coturnos ou botas bem grossas, camisa preta com a nome Xerife bem grande atrás e seu cinturão. Isso o deixa ainda mais atraente. A camisa por mais larga que seja ainda marca bem as costas largas como uma porta. O peito rígido e grande como um armário. E seu tronco malhado e massudo como um tronco de árvore. As calças também são grandes, mas a coxas grossas marcam o tecido e faz as mulheres suspeitarem ao verem o homem fazer a ronda. A postura séria e sexy molda o homem. O olhar sonolento, mas intenso são marcantes. A voz firme e grossa são de dar medo em uns e orgasmos em outros. A farda o deixa mil vezes melhor e para as fantasiosas de plantão ele está perfeito. O poder e autoridade atiça a cidade e ele sabe o quanto é sexy a posição em que está, acho que isso é a pior coisa. Um homem armado até os dentes e sabe exatamente usar cada uma de suas armas. Bom, só tem um probleminha que a mulherada enfrenta. Um chumbo trocado para as comprometidas e um empecilho para as solteiras! Sua ajudante. Vice-xerif Cloe é uma mulher espetacular. Forte, empoderada e sexy ela chama a atenção de todos onde passa. Um corpo lindo. Malhado e sonho de muitos. s***s enormes, cintura fina, barriga chapada, quadril largo e coxas bem grossas. Vestida toda de preto e com seu coturno ela exala poder por onde passa. Não usa maquiagem, não precisa, mas de vez em quando aparece com um batom nude em seus lábios carnudos. Jeito de mulher durona, com casca grossa e mole que nem rapadura! Doce, mas difícil de comer. Seus cabelos pretos são longos e bem volumosos apesar de lisos. Sempre presos num coque perfeito como se fosse uma militar e de vez em nunca num r**o de cavalo bem longo. Nunca solto. Nem mesmo ela se vê com o cabelo solto. É raro. Apenas uma pessoa presenciou isso. E várias vezes. O xerife Joshua. Sempre que rolavam na cama ele se desfazia de seu amarrador. Ele sempre a olhava nos olhos e sorria enquanto os seus cabelos caiam sobre eles. Ele gosta do cabelo dela solto, por isso ela nunca mais os deixa livres. Ela diz para sí mesma que é por conta do trabalho, mas no fundo ela sabe que toda vez que o solta, se lembra dos beijos, da boca dele em seu pescoço, de seu corpo grande e musculoso por baixo dela. É sempre a mesma cena. Ela em cima dele, com sua ereção atolada até a base nela. Sua b***a bem redonda em grande empinada com uma marca imensa de mão. Ele lhe apalpa e toma sua boca com vontade. Sutilmente, solta seu cabelo e seus fios cheirosos caem sobre seu rosto. Ambos sorriem. “Devia soltar mais o cabelo, amo te ver de cabelo solto, gostosinha” Ela consegue até ouvir sua voz soar no pé de seu ouvido e tão intensa que é a lembrança. Para aqueles que pensam que ela seria um empecilho para chegar até o xerife e conhecê-lo intimamente, estão erradas. Pelo menos da parte dele. Ambos foram namorados por 4 anos e noivos por 1. Quando terminaram por conta de brigas e rotinas do relacionamento Joshua sofreu muito. Ele achava que nunca mais iria se apaixonar por alguém. Cloe demorou para se lamentar e se lamenta até hoje. Cloe gosta dele, mas enterra a sete palmos do chão todos os sentimentos que pode ter. A culpa do término foi praticamente dela. Ela pulou para trás com a relação. Hoje se arrepende amargamente. Quem larga um cara desse? Xerife, gostoso, cheiroso, sexy, respeita todos e acima de tudo as mulheres, ama animas, em especial gatos e tem o melhor beijo que uma mulher poderia provar. Ah... E para aquelas que pensam ser chumbo trocado estão certas. Enquanto o mulheril não tira o olho de Joshua. Os homens babam pela nova vice Xerife da cidade. Inclusive, Jason! ••• Faz uma semana que Joe precisou ser internado. Demorou uns dois dias para sua cirurgia, mas deu tudo certo. A cidade toda comemorou por ele e agora aguardam seu retorno. Ele já deixou claro a todos que quer emendar sua licença com as férias e que não volta por tão cedo. Precisa descansar e aproveitar sua família. Vai conhecer sua nova neta na cidade grande e passear por lá quando estiver recuperado. Com sorrisos no rosto, Lúcia, Tom e Amélia acenam para Joe pela câmera do celular e se despedem. Vai começar a hora do almoço e eles tem que correr. É sexta feira. A cidade enche cada vez mais por conta do fim de semana e eles querem agradar a todo custo. – Bom, Joe vai se recuperar. Ainda bem. Agora vamos voltar ao trabalho meninas. – Ok. Tom, mas quando que eu vou ter férias? – Lúcia pergunta colocando o pano de prato sujo no ombro e apoiando os dois cotovelos no balcão atrás de si ficando com os pulsos suspensos. – Você só trabalha a 5 meses aqui. Férias só depois de um ano. Isso em um emprego CLT, meu amor. O bar do Tom não contrata CLT. Ainda. Quando eu crescer mais por conta do bom atendimento da funcionária Lúcia, eu te dou férias. – Remuneradas? – Pergunta levantando as sobrancelhas e com um sorriso sapeca no rosto. Tom serra os olhos, põe as mãos na cintura e respira fundo olhando sério para ela. – Vai trabalhar, Lúcia. Não me irrita hoje não. Guarda as suas piadinhas pra você, sua menina... aí ai. Responde com um tom humorado e vai até seu escritório passando pela porta vai e vem. Amélia solta uma risadinha e logo olha para porta quando o sino toca baixo em meio de tanta conversa. Ela avista a perdição em carne humana e logo suspira baixinho. Ele olha ao redor e logo seus olhos se cruzam com os de Amélia. Ele também suspira baixinho pela mulher que o instiga mesmo sem ele saber exatamente o porquê e se aproxima. Atrás dele, anda Cloe, mas Amélia não vê e nem se importa. Ela tenta se distrair e arrumar o avental, mas só tem olhos para ele. Bom, ela e a cidade toda. Pois todos olham para o homem. Com todo o seu tamanho, ele se senta na banqueta que já se parece sua, pois ele sempre almoça ali e sorri brevemente para ela com sua típica piscadela. Ele faz isso para todos. É um jeito dele de ser amigável e compensar todo o medo e intimidação que transmite por causa do seu tamanho e profissão. Ao lado dele, Cloe se senta e Amélia logo se sente culpada por sentir frio na barriga ao ver o Xerife. Bom, se fosse só o frio na barriga tudo bem, mas seus olhos brilham e ela fica boba. Ele é muito bonito e Amélia reconhece isso mais que ninguém. – Bom dia, Amélia. Como vai? – Joshua pergunta e a faz temer como toda tarde. – Bom dia. Amelia – Cloe diz amigável e Amélia sorri para ela. – Bom dia, Xerifes. Está tudo ótimo. E com vocês? – Lúcia atende de longe algumas mesas e logo lança um olhar diferente para ela. Ah, Lúcia é uma das mulheres loucas pela Xerife e não pode ficar perto dele que já se atiça. Aparentemente, ela quer que Amélia faça o mesmo e largue o Jason. – Tudo ótimo. Joe nos deixou uma cidade boa. Muitas pessoas educadas, poucos infratores. Vai tudo ótimo – Cloe diz e logo se distrai quando o Velho Leo a chama para conversar. Umas crianças têm jogado bola perto de seu jardim e têm estragado umas de suas plantas. Ele quer que Cloe o ajude com elas, pois são muitas. – Concordo com Cloe. Muitas pessoas educadas. Muita comida boa e os melhores bolos que já comi. – Diz um pouco baixo enquanto Cloe se despede do velho Leo. Amelia fica vermelha e super sem graça com o elogio. Ainda mais vindo dele. Joshua sorri fraco de lado admirando seu rubor. Que mulher meiga... – Pensa olhando em seus olhos vibrantes. – Bom. O que... O que vão querer? – Pergunta tímida pelo elogio e pega seu bloquinho e caneta. – Vou querer macarrão hoje. Esse aí molho ao branco. – Cloe responde depois de perder um momento simpático e talvez um fio de flerte entre os dois, mas ela logo percebe algo diferente. Ela não sabe o que é. Tentar reparar num olhar, num sorriso, mas não acha nada. Apenas o rubor de Amélia e uma energia exalada por Joshua. Coisa que ninguém perceberia. E que ninguém percebeu. Nem mesmo Amélia e Joshua. Apenas, Cloe. Ela conhece bem o ex-noivo e apesar de ter superado, ainda sente palpitações quando ele está perto. Ter que trabalhar com ele tem sido uma missão pra ela. Não só pelo trabalho, mas por ter que ficar tão perto do homem que um dia a amou. Ficar perto do homem pelo qual ela já se entregou e ainda ter pensamentos um pouco ousados que aumentam a cada momento perto dele não é uma tarefa muito fácil. Ela queria ter reusado o pedido para vir até a cidade, ainda mais por ela ter que ser a vice-xerife, mas não poderia deixar Joe na mão. Teve que ser rebaixada, mas aguentou calada. Ela já brigou demais, por ser da guarda teve que bater os ovários em mesas repletas de homem para provar ser boa o suficiente, e como já estava cansada e Joe disse que o cargo não significava nada, que era mera formalidade, Cloe aceitou. Com uma condição: Mera formalidade, sem dependência do Xerife Joshua para tomar decisões. Joe não viu problema. Faz o mesmo trabalho que Joshua e tem a mesma autoridade que ele. – Eu quero o macarrão também. Deve estar bem gostoso. – Sua voz grave a faz temer enquanto anota o pedido. – Ah, e uma coca. – Cloe olha para ele com um sorriso surpreso. Joshua olha de volta e retribuí mostrando sua fileira de dentes perfeitos e brancos – Dia do lixo. Amanhã eu volto pra dieta. – Fiquei até surpresa. – Cloe confessa – Uma coca pra mim também, Amélia. Amélia termina de anotar os pedidos e coloca a nota no imã. Ela dispersa para servir outras mesas e Joshua a observa de longe de modo bem sutil. Ele repara em como sua cintura fica marcada com o avental jeans com detalhes em couro marrom que usa. Ele ousa olhar mais pra baixo e admira as perfeitas curvaturas de suas nádegas separadas pela costura de sua calça jeans preta justa. A base forma um coração perfeito o que o faz olhar um pouco mais. Ele repara que apesar de coxas formosas, há um vão entre as pernas, e quando Amélia anda sua b***a dá um movimento perfeito. Meiga e uma delicinha. Minha nossa. – Pensa consigo mesmo e nota que já foi longe demais. Ele fecha os olhos e desvia o olhar. – Tenho que parar de olhar pra maldita b***a gostosa dela. Alguém vai perceber. – Joshua sorri para si mesmo e confere se Cloe percebeu algo – Não. Está no celular. Ótimo. Não me viu olhando para a b***a gostosa da Amélia. Merda! Para com isso, Josh. Quando Amélia atravessa o salão e passa como um furacão por trás dele até a cozinha faz-se um vento entre os dois. Os dois perfumes se unem e ambos inalam o cheiro um outro. Joshua fica atraído por seu cheiro doce. Baunilha e amêndoas. É a fragrância de seu creme hidratante. Amélia sente vontade de ficar no cangote o dia todo para sentir o cheiro forte de seu perfume masculino. Cheiro de homem gostoso. Um aroma amadeirado e fresco é o que ela sente. Amélia se apressa e coloca os pratos em sua frente. Arruma o balcão para que fiquem confortáveis e deseja um bom apetite. De longe. Já terminando seu turno ela observa Joshua comer. É educado. Come elegante. Nunca vi homem nenhum comer tão sutil assim. O movimento de sua mandíbula é estranhamente atraente e eu não sei o porquê que eu fico olhando que nem uma boba para ele. Apesar de um pouco sério, ele sorri as vezes e faz Cloe dar risadas. Ele deve ser engraçado apesar de ser um xerife. Quer dizer, tem que manter uma postura firme, mas pode ser que seja brincalhão. Ah, o que eu estou pensando? Um homem desse tamanho com senso de humor. Deve ser bravo como um Pitbull e ainda mais rígido com a esposa. A mulher que ficar com ele deve ser muito obediente, né. Porque se esse homem se irritar pode matar alguém no soco. – Amélia – Lúcia pega a bandeja com muitos pratos de sua mão e sai correndo para a cozinha. Amélia segue a mulher. – Mulher, você não tem que ir? Já passou do seu horário. – Falta 10 minutos, Lúcia. Daqui a pouco. – Pode ir. Eu dou conta. Vou lavar esses pratos e os meninos servem as mesas. – Tem certeza? Não quero te deixar na mão. – Tenho. Vai lá. Tira o avental sorrindo e logo pula no pescoço de sua amiga. – Obrigada, meu amor. Amélia pega suas coisas e logo corre para fora do bar. Ela olha pela última vez para o Xerife que coincidentemente olha para ela de volta. Ele sorri fraco, mas de um jeito carinhoso. Ela sente um frio imenso na barriga e logo se apressa para seu dia super atarefado.
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