Eu atravessei as portas duplas do saguão no meio de um grupo de funcionários agitados que falavam animadamente de uma festa de confraternização que eles estavam organizando. Não dei muita atenção e me afastei do grupo para me sentar num dos bancos da calçada e tentar fechar a minha mochila novamente. Nada do que eu fazia funcionava. Então me dei por vencida e tive de aceitar o fato de que correria por trinta minutos com todo o peso da mochila nos braços. A única luz no fim do túnel daquele dia para mim, era saber de que ainda estava de folga do supermercado, e que poderia usar o resto da tarde para escrever ou simplesmente tirar os dias de sono atrasado. Eu sempre fui o tipo de pessoa que conseguia dormir pelo máximo de tempo que pudesse. E não duvidava muito de que poderia dormir da tard

