COMO SE LIVRAR DE UMA MULHER

3466 Words
Quando a dança terminou, todos os convidados aplaudiam e assobiavam empolgados com o belo espetáculo assistido. Naquele instante a orquestra se despediu se afastando do palco, sobre os aplausos de todos e uma enorme cortina de fumaça preencheu o ambiente. A voz de um dos mais famosos DJ da cidade invadiu o palco levando os convidados ao delírio com seu som eletrônico dançante. Já era noite, e várias luzes coloridas enfeitavam a pista de dança quando todos começavam a pular se divertindo com o show. Após dançarem algumas músicas, Sarah se sentiu exausta, havia ultrapassado toda a sua cota daquela noite, precisava se sentar, pois os seus pés estavam doendo. Gentilmente se despediu percebendo a decepção no semblante de Antony que provavelmente não havia desistido da conquista. Mary abandonou o marido e acompanhou sua amiga. — Vou com você, Sarah. Acho que preciso de uma bebida. — Eu também estou com muita sede — disse apoiando em seus ombros — Meus pés estão me matando. As duas conversavam enquanto se afastavam dos rapazes que permaneciam se divertindo na pista. Bem ao lado de Antony, estava uma linda mulher dançando sozinha. Ela já havia dispensado vários pretendentes e aparentemente só estava aguardando uma oportunidade para se aproximar deles. Aquele era o melhor momento e ela não desperdiçaria a chance. Então se aproximou. A loira deixava bem claro o tempo todo seu interesse por Antony, pois estava naquele casamento de companhia com outro primo de Breno, como amigos. Ela se jogou para cima de seu alvo, exigindo ser apresentada: — Breno me apresente o seu primo, o famoso Antony Sillve! Breno sorriu um pouco sem graça, sabia muito bem que Keytte não fazia o estilo de seu primo. Mesmo assim atendeu ao pedido. — Ah, sim. Antony, está é Keytte — apresentou um pouco sem graça. — Prazer — Antony disse estendendo a mão imediatamente na tentativa de se livrar logo daquela mulher. A música estava muito alta, e ele não conseguiu ouvir o que mais ela dizia. Keytte começou a dançar bem a sua frente se exibindo e impossibilitando qualquer fora que ele desejasse dar. Breno se afastou discretamente aos risos, se divertindo, pois conhecia bem seu primo, e pela sua expressão facial pôde perceber que ele não estava nem um pouco interessado, porém, ele jamais dispensaria aquela mulher, era muito cavalheiro para fazer isso. O DJ exibia seu espetáculo tocando músicas bastante animadas, várias pessoas se esbaldavam dançando. A mulher continuava se insinuando com os seus longos cabelos platinados e usava um sensual vestido decotada cor vinho que a deixava deslumbrante. Ela ficava animadíssima com aquele ritmo dançante que tocava, afinal era uma oportunidade para exibir toda sua sensualidade. Escolhia passos ousados, e sem um pingo de vergonha se esfregava em Antony, rebolando descendo e subindo deixando-o visivelmente constrangido. Do outro lado do espaço Sarah e Mary observavam a cena estarrecidas, enquanto se deliciavam com uma taça de vinho. — Mulherzinha abusada! — Mary se manifestou indignada. — Quem é ela? — Sarah perguntou mais curiosa do que desejava. — Veio acompanhada com um dos primos de Breno, é conhecida dele. — Ele deve estar adorando — disse quase em um cochicho, pois se Mary ouvisse, pensaria que estava com ciúmes. — Breno me disse que ela estudou com a gente, Keytte Lenin, você por acaso se lembra? Sarah fez um enorme esforço para tentar se lembrar. A imagem de Keytte surgia vagamente. Realmente elas tinham estudado juntas, mas naquela época os cabelos dela eram castanhos. Na pista de dança ela continuou alisando o corpo de Antony de cima a baixo, depois se virou de costas esfregando sua b***a enorme nas coxas dele. Sarah não conseguia ver o semblante de Antony, pois ele estava de costas, entretanto sabia que qualquer homem ficaria babando por causa de uma mulher tão linda e sexy como aquela. — Bem que os dois deveriam procurar outro lugar pra fazer isso, e não em uma pista de dança! — Sarah resmungou se irritando com a i********e dançante que assistia. Os olhos dela fuzilavam o casal. Se sentia muito incomodada com aquela situação, mas afinal, por quê? Ele era um homem completamente livre, poderia fazer o que quisesse e com quem quisesse. Na verdade Sarah também teve sua chance e não se interessou, pelo menos é o que acreditava. Então o que Antony fazia não era de sua conta. Ele, no entanto, estava visivelmente desconcertado com a atitude de Keytte. Se tratava de um tipo de mulher vulgar e não costumava se relacionar com pessoas assim. Mas estava muito preocupado, afinal o que Sarah iria pensar dele? Queria muito que ela lhe desse uma chance. Mas se não conseguisse dispensar a oferecida que insistia em se esfregar nele, poderia colocar tudo em risco com Sarah. Ele ficaria inconformado se voltasse para o sul sem antes conquistá-la. Finalmente a música terminou e o DJ voltou a animar o público. Aquela seria a oportunidade perfeita para se livrar de Keytte antes que ela iniciasse a outra dança, Antony se aproveitou e se afastou. — Obrigado pela dança, preciso resolver um assunto! — falou rapidamente deixando ela sozinha na pista. Ela não pôde fazer nada, foi tudo muito rápido, mas era nítido o quanto havia ficado irritada por ser dispensada. — Antony, espere... — gritou insatisfeita enquanto o seguia. Mas o som estava exageradamente alto impossibilitado que ele a escutasse, ou talvez estivesse a ignorando de propósito. Antony ficou bastante nervoso quando percebeu que estava sendo seguido por Keytte. No caminho se encontrou com Breno que estava voltando para sua mesa, desesperado, implorou por ajuda. — Ela está vindo atrás de mim. Me socorre! Seu primo tentou disfarçar o riso inutilmente. Enquanto isso, Sarah observava tudo com atenção e curiosidade em saber como aquilo terminaria. Aproveitou e deu mais um gole em sua taça de vinho, enquanto sua amiga não parava de falar. Estava furiosa com a ousadia de Keytte. — Oferecida essazinha! Mas ela se deu m*l, Antony está interessado em você, Sarah. — Interessado em mim? — Sorri incrédula, quase devolvendo o líquido para taça. — Sim. Desde o primeiro momento quando entregamos o convite para ele. Antony ficou muito interessado em você. — Ele nem me conhecia, Mary! — Ele viu você nas fotos. Breno falou muito bem ao seu respeito para ele. Naquele momento ela se lembrou da traição. Realmente ele falou muitas coisas ao meu respeito! Até demais... Mas afastou seus pensamentos, enquanto sua amiga continuou: — Antony ficou deslumbrado, dizia que você era muito linda, e que estava ansioso para te conhecer. Sarah brincava com a enorme taça em suas mãos passeando seus dedos pela borda perdida em vários pensamentos. No fundo sabia que era bem provável que estivesse enganada a respeito de Antony, ele parecia ser um bom homem, gentil, cavalheiro e realmente estava desesperado enquanto voltava para mesa junto de Breno completamente insatisfeito por estar sendo seguido pela mulher exuberante atrás dele, diferente do que havia julgado. Talvez devesse dar uma trégua e tentar conhecê-lo um pouco melhor. Não podia negar que Antony despertava nela sentimentos que nunca havia experimentado. Entretanto, estava muito bem sozinha, não queria mais problemas além dos que já tinha, sabia que se envolvesse, tão cedo não o esqueceria. Foram interrompidos pela chegada dos rapazes. Antony pegou depressa uma bebida da bandeja de um garçom que passava. Ele estava muito tenso, e talvez por isso virou toda a bebida em apenas um gole. Sua tensão foi aumentando e precisou desfazer sua gravata borboleta, para respirar melhor. Acabou deixando dois botões da camisa aberta revelando parte de seu peitoral em perfeita forma. Sarah desviou seu olhar, pois precisava tirá-lo da cabeça. E aquela visão perfeita bem a sua frente não estava ajudando. A voz de Breno, felizmente lhe tirou a atenção: — Eh! Garanhão, as mulheres ficam loucas por você! — disse enquanto não conseguia se conter diante da situação, logo fez piada, mas era notório que Antony não estava se divertindo nem um pouco. — Não vejo graça, primo. Você sabe muito bem que eu não tenho interesse algum naquela maluca, e veja ela não desiste! — disse cada palavra sem desviar os olhos de Sarah. Ele não conseguia tirar os olhos dela talvez na tentativa de lhe passar um recado com aquele contato visual. Antony sentia que rolava alguma coisa entre ambos, pois Sarah tentava desviar seus olhos dos dele sem sucesso algum. Não conseguia, era mais forte do que ela. Também já tinha percebido o quanto ela ficava desconcertada quando estavam próximo, estremecia com seu toque, e ao tentar beijá-la pouco tempo antes sentiu que ela queria aquilo tanto quanto ele. — Mulheres como Keytte não desistem facilmente, primo! Aquela era a voz de Breno lhe tirando de seus pensamentos. E ele tinha razão, a mulher oferecida, Keytte, se aproximou rapidamente. Seus grandes olhos azuis estavam cheios de lascívia e ela agia como se não tivesse mais ninguém ali a não ser ela e Antony. Ela se inclinou de forma sedutora e se sentou à mesa na frente de Antony, cruzando as enormes pernas quase revelando sua peça íntima, se é que usava alguma. — Antony, eu... Ela começou a falar, mas foi interrompida pela voz de Sarah logo atrás para surpresa de todos. — Nos apresente sua amiga, Antony? — pediu cheia de sarcasmo. Quando percebeu que tinha falado, um arrependimento logo surgiu. Não entendia o porquê daquela atitude, deveria ser efeito do álcool, não estava acostumada a beber. Antony permaneceu mudo e seus amigos surpresos. Seus olhos estavam arregalados, parecia preocupado, como de não soubesse o que fazer naquela situação. O silêncio foi quebrado pela voz de Mary, que estava completamente irritada com a presença de Keytte e de todo seu oferecimento. — Oi! — disse forçando um sorriso. — Você está acompanhada de Lincon não é mesmo? A loira se virou para Mary desconcertada, desceu da mesa se recompondo e em uma atitude bajuladora, afinal estava diante da dona da festa ela se aproximou e lhe encheu de elogios: — Ooi, Parabéns pela festa está tudo perfeito, você teve muito bom gosto. Lincon quem me convidou, somos amigos de trabalho. — falou enfatizando a palavra "amigos", na tentativa de mostrar que não estava com ele. — A propósito ainda não o vi na festa, onde está? — Breno entrou na conversa afim de distrair Keytte. Percebia o quanto ela estava deixando Mary irritada e isso não era nada bom. — Não sei, deve estar por aí com alguma companhia — disse ela, usando um tom desinteressado. A antipatia por parte das mulheres à mesa só aumentava. A loira continuava insistente em sua conquista, passando a desprezar todos ao seu redor. Focando apenas em seu alvo, Antony. — Podíamos dançar a próxima, gato? — falou alisando seus ombros com as mãos. A expressão de Mary era de completa indignação quando a ouviu chamando Antony com aquele apelido atrevido. Mas antes que tentasse mais alguma coisa, ele finalmente reagiu: — Eu, não quero dançar! — Seu tom de voz saiu um pouco ríspido. Todos se entreolharam surpresos com sua reação. Mesmo sem graça, Ketty ignorou aquelas palavras. — Talvez então pudéssemos ... Mary não a deixou falar. — Keytte, esta é minha amiga Sarah, nem lhe apresentamos. Ela é a ACOMPANHANTE de Antony. Sarah saboreou sua bebida e cumprimentou Keytte pela segunda vez, a loira lhe tratou com tanto desprezo que não havia alguém ali que não se irritasse. Mary ficava ainda mais irritada com a situação. Breno percebeu que precisava agir, pois conhecia bem sua esposa, ela seria capaz de expulsar Keytte aos tapas se ela continuasse a ignorando Sarah daquela forma. Então surgiu uma brilhante ideia. — Então...Keytte, nós estávamos aqui sugerindo um brinde aos meus dois amigos. — Breno disse envolvendo Antony com o braço e Sarah com o outro. — Eles estão assumindo o relacionamento, hoje! No mesmo instante, uma crise de tosse tomou conta de Sarah. Acabou se engasgando de verdade. Afinal de onde Breno havia tirado aquilo? Antony, que imediatamente compreendeu sua estratégia, gentilmente se aproximou e lhe entregou um lenço entrelaçando seus braços em seus ombros em um cuidado excessivo, pois precisava atuar naquele momento para se livrar daquela mulher. Ao notar que Keytte, não estava gostando nada daquilo, Sarah começou a se interessar. — Está tudo bem, meu amor? — Antony perguntou já bem próximo. Meu amor!? Isso é demais! Mesmo assim ignorou seus pensamentos, realmente valia a pena ver a loira metida toda nervosinha. — Sim, estou... melhor — disse entrando na brincadeira. Ainda estava com o lenço dele em mãos, era macio e tinha um delicioso cheiro de Antony. Ele entrelaçou uma de sua mão, entre os dedos dela, enquanto com a outra retirou uma mexa de cabelo do seu rosto de uma forma carinhosa. Mesmo mexida com tal i********e, sabia que precisava se controlar, afinal tudo não passava de uma encenação. Então Antony lhe encarou sorrindo, com aquele sorriso. Parecia ter percebido o que causava nela. E realmente estava se divertindo. A voz de Antony se dirigindo a Keytte, tirou-lhe de seus pensamentos: — Esta é minha namorada Sarah Carter. Qual seu nome mesmo? A decepção estava estampada na face da loira, e Sarah não podia negar que era algo delicioso, lhe fazendo querer cada vez mais participar daquela brincadeira. — Keytte Lenin — respondeu desanimada. Mary não fazia questão nenhuma em disfarçar seu sorriso. Ver aquela oferecida tão constrangida era muito bom, pois era uma mulher exibida e cheia de si, que provavelmente não estava acostumada a ser rejeitada. Mesmo assim, Keytte parecia desconfiada e não se convenceria tão facilmente. — Sarah Carter!? Seu nome é familiar — Ela repetiu o nome de Sarah como se tentasse recordar de algo. Não demorou muito: — Lembro-me bem! Você era aquela dentuça de aparelho, na época da escola, turma 2002. A expressão de Keyyte foi se modificando, demonstrando que não queria sair dali derrotada. Uma tensão tomou conta de todos. — Você era bem estranha! No colégio diziam que era lésbica — disse soltando uma gargalhada, enquanto um longo silêncio pairou sobre o ambiente. Era notório todo constrangimento que Sarah sentia naquele momento. Apenas abaixou a cabeça enquanto sua rival continuava rindo sozinha. Mary voltava a ficar possessa de raiva, sabia que sua amiga não gostava de se recordar do passado, aquilo era um golpe baixo da oferecida e desejava arrancar todos os fios de cabelos daquela mulher abusada, mas Breno a apertava contra si como um pedido de autocontrole. Quanto a Sarah, queria muito sair correndo dali, mas não poderia fugir do seu passado, precisava superar tudo isso. — Então era isso, Sarah? — Antony perguntou naturalmente. Completamente insegura, ela acreditava que seria melhor que ele soubesse de uma vez por todas, talvez agora desistisse e finalmente lhe deixaria em paz. Ele continuou a falar e ela se preparou para o pior. — Agora me lembro de você. Sua mãe fazia uns bolinhos deliciosos. — A voz dele saía cheia de empolgação como se fossem memórias muito boas. — Nossa! Os de chocolate com nozes eram meus favoritos. Quando notou que Antony se lembrava dos bolinhos que sua mãe fazia, Sarah se sentiu contente, sabia que ele realmente amava o doce. Naquele momento ela entendeu que não poderia mais se esconder de seu passado. Se tratava de um fantasma que precisava sumir de sua vida. Afinal havia se tornado uma nova mulher, decidida, e não se deixaria a****r nem muito menos ser humilhada daquele jeito por aquela mulher. — Sim era eu mesma! — falou confiante. Antony continuou se recordando: — Me lembro de você, era muito tímida... Sempre assistia aos treinos, acho que você usava óculos? Uma mistura de sentimentos tomou ela naquele instante quando percebeu que ele se lembrava dela, estava tudo ali em algum lugar na mente de Antony, ela não havia sido tão invisível assim como tinha pensado. — Precisei usá-los por muito tempo — disse respirando fundo e acrescentou orgulhosa. — Eu também usava aparelhos nos dentes. Pôde jurar que viu ele sorrir, pois leves covinhas surgiram em sua bochecha. — E valeu a pena, pois você tem um sorriso maravilhoso! — Ela enrubesceu no mesmo instante. — Eu sabia que lhe conhecia de algum lugar, Sarah, por que não me falaram que se tratava dela, a menina dos bolinhos? — Antony falou aos amigos. — Que diferença iria fazer isto? — Mary perguntou achando tal questão insignificante. — Certamente me recordaria dela e de que já a conhecia. Keytte olhou todos confusa. Parecia não entender nada do que estava acontecendo. Sarah continuava a esclarecer as coisas: — Pensei que você não se lembrasse, afinal naquela época não conversávamos, você fazia parte de outros grupos sociais. — Eu era jovem, selecionava meus amigos por interesse em popularidade. Mas não posso levar em consideração minhas atitudes, era um i****a, nem sabia o que queria — ele encarou Sarah no mais profundo de seus olhos —, mas hoje, eu sei muito bem o que eu quero! Percebeu que Antony tinha toda razão, naquele tempo do colegial eram muito novos e imaturos. Sarah começou a refletir sobre como havia sido implicante, e o quanto foi infantil com Antony. Ele, no entanto, se mostrou um homem interessante, e que despertava sensações nela que até então eram desconhecidas, agora ela se sentia completamente desarmada, não sabia mais como reagir. — Mas, como assim, vocês não se... - Keytte tentou dizer alguma coisa, porém foi completamente ignorada. — Cala sua boca! — Mary gritou irritada. -— Maryene! — Breno a repreendeu discretamente. Mas Antony e Sarah estavam ocupados demais resolvendo suas diferenças, e não conseguiam ver mais nada que estava acontecendo. — Então! Vamos ao brinde? — Breno prosseguiu com seu plano, queria terminar aquilo de uma vez ou não conseguiria segurar sua esposa. Um garçom passava com uma bandeja cheia de taças e Breno fez um gesto, ele serviu a todos de champanhe e ergueu sua taça em um brinde falso em comemoração ao suposto namoro. — Ao mais novo casal, um brinde! — Breno disse enfim. Keytte segurava sua taça com olhar completamente insatisfeito, sem disfarçar sua implicância com Sarah. Todos ergueram e finalmente brindaram. Ao terminarem o brinde Antony deu um passo à frente se aproximando um pouco mais de Sarah. Os dois não haviam desviado o olhar nem por um instante. Ela sentiu mais uma vez as mãos quentes dele encostarem em sua cintura. Ele lhe puxou de forma que seus rostos se tocaram. "O que ele estava fazendo?" Pensou ela ansiosa. Mas no fundo sabia muito bem o que ele pretendia fazer. O seu olhar dizia tudo, e ela não o impediria de forma alguma pois também queria... — Acho que não estamos sendo muito convincentes, isto precisa ser mais real. — ele disse baixinho em seu ouvido. Sua respiração estava acelerada e as mãos dela transpiravam. Antony tocou seus lábios nos dela de forma lenta e lhe beijou. Sarah não o afastou. De forma alguma faria isso, ao contrário se entregou a ele correspondendo cada segundo do seu beijo. As mãos de Antony lhe apertavam firme enquanto a outra, ele enfiava em seus cabelos. Suas bocas se abriam e fechavam em um ritmo perfeito. Aquele era um beijo intenso, úmido e cheio de d****o mútuo. Quando ele a soltou por um minuto, ela gemeu baixinho, foi quase que em um suspiro. Não acreditava que todas aquelas sensações haviam sido reais. Ter o gosto de Antony em seus lábios era algo maravilhoso. Enquanto se recuperava ainda delirando com tudo que sentiu, Antony lhe puxou novamente, e sem avisar, novamente a beijou. Invadiu sua boca com d****o, como se precisasse de seus lábios mais do que qualquer coisa no mundo. Um beijo mais intenso desta vez. Ele não parava nem para recuperar o fôlego e na verdade ela não queria que parasse. Desejava ficar ali, em seus braços e em sua boca, até se cansar. Se é que se cansaria. Todos que estavam presentes ficaram boquiabertos, principalmente Mary que vibrava dando pulinhos e batendo palmas de alegria. Breno tinha um sorriso i****a no rosto e quanto a Keytte. Onde ela estava? Ninguém a viu sair, também não importava, provavelmente estava arrasada com seu orgulho ferido, pois havia se convencido de toda história depois do tal beijo. — Eles podiam ficar juntos, seria bem legal! — Mary suspirava nos braços do marido. — Você planejou isso, não é mesmo, Senhora Maryene Sillve. Ele se referia ao novo sobrenome da esposa — Desde que os convidei para serem nossos padrinhos! — Ela disse com um sorriso travesso, pois havia sido descoberta. Breno lhe abraçou e beijou delicadamente nos lábios, afinal Mary sempre conseguia o que queria.  
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