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2058 Words
EXTRA DE AMON E BENJAMIN [•••] O reino infernal de Leviatã ficava nas montanhas, com cidades e vilarejos dispostos na encosta rochosa do lado que não ventava muito. O lugar era incrivelmente lindo, apesar de ser um pouco frio se comparado com as dunas quentes e brilhantes de Mamon, provavelmente por causa da localização e das altas altitudes. O castelo de Leviatã ficava no topo de uma das montanhas, e era uma construção enorme, e imponente, completamente n***a e sem muita decoração. Se o reino de Mamon era focado em riquezas e extração de minérios, o de Leviatã era focado em armamento e exércitos. A maioria dos demônios que Amon viu estavam vestindo armaduras, como se aqueles placas encouraçadas fossem as roupas que todos vestiam durante a maior parte do tempo (o próprio Leviatã sempre vestia roupas como aquelas). As montanhas também abrigavam vários lobos e felinos gigantes, que poderiam ser domesticados com o tempo. Leviatã não parecia ser do tipo que demonstrava sentimentos, mas claramente estava se esforçando por Benjamin, que inicialmente também estava com um pouquinho de receio por ter escolhido ir até alí. A verdade dos fatos haviam sido jogadas sobre os dois jovens tão rapidamente que ainda não haviam assentadas nas suas mentes, mas lá estavam eles, em um reino demoníaco completamente diferente, bonito e um pouquinho assustador ao mesmo tempo. — Vou levar vocês para o quarto. Suponho que sejam queiram dividir um só, certo? — Leviatã perguntou, enquanto os conduzia por um enorme corredor decorado com tapeçarias que representavam momentos importantes para aquela dimensão. — Sim. — Confirmou benjamin, enquanto Amon estava um pouco distraído e analisava uma tapeçaria gigantesca que era um mapa detalhado de um enorme continente. O território de Mamon ficava quase no centro do mapa e fazia fronteira com os territórios de Leviatã, Azazel, Marbas e Carreau (pensar nesse último fez Mamon lembrar que precisaria achar um jeito de encontrar Tristan, seu amigo de longa data. Ele estava feliz por o outro bruxo também ter sido levado daquele reino humano congelante). — Se não gostarem, posso mandar preparar outro quarto para vocês. — Leviatã disse enquanto abria a porta de um quarto no fim do corredor, que era espaçoso, possuía uma cama grande e tinha uma decoração simples e bonita, além de ter uma vista simplesmente perfeita para as montanhas de frente para aquela em que ficava o castelo. — Está ótimo, pai. Obrigado. — agradeceu Benjamin, dando um pequeno sorriso para Leviatã enquanto entrava no quarto com a bolsa cheia de roupas que tinha presa no ombro. Ainda era um pouquinho estranho chamar o príncipe infernal de pai depois de passar vinte e cinco anos chamando outra pessoa, mas depois que "essa pessoa" tentou matá-lo, Benjamin achou que logo logo iria acostumar com o seu verdadeiro pai. Amon entrou no quarto também, ficando ao lado de Benjamin, mas Leviatã continuou parado na porta, como se tivesse escolhendo as palavras certas para falar alguma coisa para o filho, alternando o olhar entre Benjamin e Amon. Os dois ainda estavam com as suas finas e bonitas coroas de descendentes dos príncipes infernais, mas como estavam ali no quarto, tanto o moreno quanto o bruxo pálido estavam com vontade de tira-las. — Se tiver algo que você queira... Farei de tudo para atender. Sei que não confia em mim e sequer me conhece direito. — começou Leviatã, engolindo em seco e enfiando as mãos nos bolsos da calça preta. Benjamin percebeu que o pai estava um pouquinho nervoso, e que emoção brilhava no seu rosto que era cuidadosamente neutro na maior parte do tempo. — Não tenho justificativas para o fato de não ter ido procurar você durante todos esses anos. Achei que ela estava viva e que... Você tinha uma vida feliz no mundo humano. — Você tinha uma caso com minha mãe? — Benjamin perguntou, apegando-se às poucas lembranças que tinha da rainha. Ela era linda, doce e gentil. Leviatã piscou rapidamente e confirmou levemente com a cabeça, tensionando o maxilar ao lembrar da morte dela. — Não posso recobrar tanto tempo perdido, mas posso responder tudo que você quiser saber. Além de que agora você é meu herdeiro e tem direito à tudo que há nesse reino. — Leviatã continuou, dando um passo para trás e engolindo em seco, como se quisesse abraçar o filho e estivesse meio sem jeito. Benjamin considerou aquilo por alguns instantes. Ele não era mesquinho o suficiente para negar aquilo, além de ter incontáveis perguntas à fazer para o príncipe infernal que estava na sua frente. — Se eu sou um... Bruxo, porque não tenho magia? — Perguntou Benjamin, fazendo aquela pergunta que até Amon estava se fazendo vez ou outra. Não que Benjamin se importava em não ter magia, ele cresceu sem ela e estava muito satisfeito em continuar sem ela. — Digamos que eu não sou o Demônio mais poderoso em questão de magia. — Leviatã riu, abrindo um pequeno sorriso. o gesto deixou Benjamin e Amon surpresos, pois aquela era a primeira vez que viam o demônio sorrir. — Não tenho magia para controlar livremente como seu pai, Amon. Tudo que consegui até agora foi graças aos meus exércitos e à boa e estratégica localização dos meus territórios. — A-acho que sou bem veloz e forte pra um humano, além de ter sentidos aguçados. — Disse Benjamin, sentindo um pouco de orgulho pelo pai, mesmo que tivessem acabado de se conhecer. Leviatã havia conquistado o posto de um dos príncipes infernais mais poderosos daquela dimensão com suor e esforço, sendo tão perigoso e importante que até Mamon ficava um pouquinho receoso perto dele. — Isso sim você herdou de mim. — Leviatã disse, com bom humor, abrindo um pequeno sorriso e dando outro passo para trás. Benjamin tinha muitas perguntas à fazer. Queria saber mais sobre o pai, sobre como ele havia conhecido sua mãe e muitas outras coisas, mas isso poderia ficar para mais tarde, já que depois da longa viagem até os domínios infernais de Leviatã, o grande lobo n***o, eles estavam bem cansados. Benjamín percebeu que o pai estava dando meia-volta para caminhar para fora do quarto e sair pelo corredor, então avançou rapidamente e segurou o braço musculoso dele, enterrando os dedos na pele absurdamente quente e morena do demônio. — Posso... Hum... Abraçar você? — Perguntou Benjamin, encarando os olhos castanho escuros do outro. Leviatã ficou um pouco surpreso, além de feliz ao mesmo tempo. — Claro, meu filho. — Respondeu ele, abrindo os braços e convidando o rapaz a se aproximar mais ainda. Benjamin cruzou a pequena distância que os separava e abraçou o dorso de Leviatã com força, sentindo os braços do pai o envolverem automaticamente. Os dois ficaram exatamente assim por algum tempo, saboreando o primeiro gesto paternal de carinho entre eles. O rei que antes Benjamin havia chamado de pai sequer havia feito algo como aquilo antes, e depois de pensar por uns instantes, Benjamin agradeceu por isso, pois tornava aquele abraço com Leviatã ainda mais intenso. — Bom... Tenho alguns assuntos para resolver agora. Vocês devem estar cansados da viagem. Me procurem quanto estiverem descansados. — Disse leviatã, acariciando o cabelo preto do filho por alguns segundos, sem conseguir esconder a alegria. Benjamin confirmou levemente com a cabeça, então o seu pai lançou um último olhar para ele e para Amon, antes de começar a andar para fora do quarto. [•••] Vários minutos depois, Benjamin e Amon estavam deitados lado a lado naquela grande e confortável cama, debaixo do cobertor, pois as janelas com vista para as montanhas estavam abertas e faziam uma brisa fria entrar através delas. Os dois já haviam se livrado de boa parte das roupas e estavam com seus corpos encoxados um no outro de uma forma completamente deliciosa. — Desculpa ter arrastado você para cá. É só que... ele é meu pai. — Benjamin disse, fazendo um cafuné no cabelo branco e sedoso do mais novo. Os dois estavam completamente cobertos pelo cobertor quente, então m*l conseguiam ver o rosto um do outro. — Qual é! Seu pai parece ser gente boa. Mas ele me deu um pouquinho de medo no começo. — Amon riu, esfregando a bochecha no peitoral moreno e musculoso do seu amante, que envolveu a sua cintura com força e o puxou ainda para mais perto. — Verdade. Eu gosto dele. — Disse Benjamín, com um sorriso bobo. No último mês ele conseguiu o amor da sua vida e o verdadeiro pai. isso valeu, com toda certeza, os momentos difíceis pelos quais passou. O único problema era que Benjamin ainda sentia saudades dos seus irmãos mais novos, e pretendia achar um jeito de encontra-los o quanto antes. Amon montou no corpo do moreno e deitou sobre ele, sentindo os seus membros ficarem completamente excitados com a fricção gostosa. O bruxo pálido enterrou dos dedos nos cabelos pretos e sedosos de Benjamin, antes de aproximar os seus lábios dos dele e beija-lo com ternura. As mãos do moreno agarraram a cintura delicada do mais novo, enquanto devolvia o beijo na mesma intensidade, aprofundando o beijo e fazendo sons molhados ecoarem pelo quarto. A língua de Benjamin encontrou a de Amon, fazendo-o gemer baixinho e continuar movendo os seus lábios contra o do outro, sentido os seus narizes roçando de leve e as suas salivas se misturarem por completo. Amon sentiu o m****o delicioso do moreno deslizar entre as suas nádegas pálidas, então o bruxo agarrou aquele p*u gostoso e o encaixou no seu buraquinho sensível, antes de abaixar os quadris um pouquinho e sentir a cabeça deliciosa do mastro de Ben viola-lo, e como não havia muito tempo desde a última vez que haviam feito aquilo, seu buraquinho estava alargado o suficiente para que não doesse nem um pouco. — A-ah... — Amon gemeu enquanto descia e sentia aquele mastro deslizar devagarinho para dentro dele. Os olhos de Benjamin estavam completamente nebulosos de prazer, sentindo o seu m****o invadir o interior quentinho, apertado e simplesmente delicioso do bruxo pálido. Amon voltou a beijar os lábios carnudos do seu parceiro, entrelaçando as suas línguas e movendo seus lábios contra os do outro de forma manhosa, enquanto agarrava os braços de Benjamin e o seguravam logo acima da sua cabeça. O bruxo começou a rebolar devagarinho no colo do moreno, sem qualquer pressa ou urgência, saboreando a sensação deliciosa da fricção entre os seus corpos, ainda sem deixar de beijar a boca carnuda e deliciosa. As pernas de Amon tremiam e formigavam de tanto prazer, ao mesmo tempo que ele sentia borboletas no estômago e o p*u de Benjamin roçar um ponto específico dentro dele, criando uma sensação completamente deliciosa, que reverberava pelo corpo inteiro de amon. — A-ah... A-Amon... — Benjamin gemeu, atordoado com a sensação maravilhosa e o peso do corpo do bruxo sobre o seu. — E-eu amo você... Benjamin. — Declarou Amon, sussurrando aquelas palavras que jamais havia dito para qualquer outra pessoa. Aquilo era a mais pura verdade, e ele queria ficar com Benjamin para sempre, não importava os problemas ou se eles se conheciam a tão pouco tempo. O coração de Benjamin deu um salto desenfreado e caloroso, enquanto ele gemia de forma manhosa e entrelaçada os dedos nos do rapaz pálido, que continuava rebolando para ele com carinho, porém com intensidade. — T-também amo você, Amon. — O moreno respondeu, tão feliz que não conseguia esconder o sorriso bobo que surgia nos seus lábios enquanto os dois de beijavam, fazendo amor intensamente debaixo daquela cobertor. Benjamin girou o corpo e fez Amon soltar um gritinho manhoso quando o outro inverteu as posições, ficando por cima dessa vez e agarrando as mechas brancas e longas do bruxo, já começando a meter no seu buraquinho com carinho e lentamente, aproveitando cada segundo e o fogo líquido que fluía pelo seu corpo e se instalava nas suas bolas. Daquele jeito eles não iam demorar muito mais até chegarem ao ápice, delirando entre os beijos, as estocadas e os sussurros amorosos. Os dois estavam exatamente onde deveriam estar, aquela dimensão curiosamente impressionante era a casa deles a partir dali, mas não importava se eles iriam ficar na segunda ou na terceira dimensão. A única coisa que importava era que eles estivessem juntos.
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