8 meses depois..

1037 Words
Pov's Annabelle. 8 MESES DEPOIS.... Sei que fiz uma escolha e não me arrependo de ter a abandonado naquela cabana. Os meses se passaram, Richard e eu seguimos nossas vidas normalmente. É tão indiferente das nossas partes, não ter sequer sentido falta da menina que é sangue do nosso sangue. Acho que mais cedo ou mais tarde, acabaria nos cansando dela. E foi a melhor decisão que tomamos. Estou prestes a dar luz ao baby. Richard me convenceu em abrir mão e no contexto no qual estamos vivendo ultimamente, com certeza um recém-nascido atrapalharia nossas vidas. Então decidi que assim que ocorrer o parto, vou abandonar o bebê no hospital mesmo. Não faço a menor ideia qual o s**o da criança, não tive o menor interesse em querer saber. — Só quero colocar isso para fora logo!— reclamo, enquanto adentramos no hospital precário que fica no meio do nada. Estou começando a sentir as malditas dores. — Cadê o médico dessa espelunca?— Richard pergunta com o tom autoritário, segurando a arma de fogo nas mãos. Será na base da ameaça que terão que fazer o meu parto, já que não temos condições de pagar um hospital. A enfermeira com os olhos apavorados, aponta para porta do consultório. Vamos até lá e o outro invade na frente. Ele segura o mais velho pela gola do jaleco. Apareço atrás, gemendo de dor. — Vai fazer o parto da minha mulher!— preensa o homem contra a parede.— Bora logo! O próprio ordena, chanteagando a vítima, que está se borrando nas calças. O médico paralisa, sendo praticamente forçado a me prestar socorro. Imediatamente sou colocada na maca e duas enfermeiras também se juntam, para prosseguir com o parto. Estou suando e colocando tanta força, mas o bebê está dando trabalho para nascer. — Está atravessado a criança, será necessário uma cesárea. O doutor informa, sendo coagido com revólver que está mirado para sua cabeça. Richard fica o tempo todo do lado dele, focando aquela arma. — E aqui não será possível, não temos estrutura para fazer uma cirurgia, terá que levá-la para um hospital na cidade. — Vocês vão fazer essa d***a aqui!— se irrita.— Não quero saber se não tem estrutura, quero que vocês façam ela parar de gritar! — Uma cirurgia sem anestesia, pode m***r sua esposa.— uma das enfermeiras argumenta. — Annabelle, o que você acha?— ele diminui a pose, querendo saber a minha opinião. Analiso a cara de cada um, e mesmo morrendo de dor, digo: — Estão mentindo! Atira na vadia.— mando. E Richard faz o que eu peço, matando a mulher com o disparo. Há sangue por toda parte. — Quem quer ser a próxima vítima?— ele pergunta friamente, apontando pros outros dois que sobraram. É daí que o médico se desespera, e rapidamente garante: — Vamos achar uma maneira de fazer o parto da sua esposa em segurança. O meu macho se aproxima de mim, apertando a minha mão. Estou tão pálida e sem forças. — Você não pode confiar nessas pessoas.— falo.— Tá na cara que eles fazer essa cirurgia dá errado. Observamos os profissionais cochichando um do lado do outro, enquanto prepara tudo. — Para de paranoia, Annabelle. – Não tô com paranoia, você matou a amiga deles, eles querem se vingar. Se eu morrer Richard, você tem que me prometer que vai cortar a cabeça desses dois. Após, solto um gemido. — Eu prometo.— murmura, olhando-me de canto de olho.— Como você está? — Péssima.— alego.— Não aguento mais. O médico nos interrompe trazendo uma injeção para aplicar na minha veia. Mas antes de fazer tal ato, Richard o impede: — Se vocês a m***r, eu mato vocês de volta.— com tom bem seco, entreolha ameaçador para os nossos reféns. Depois dali, ele permite que aquele medicamento seja aplicado, quando o profissional garante que é algo para amenizar as dores do meu parto. Aos poucos vou fechando os olhos lentamente e a última imagem que vejo é do rosto do Richard. Apago completamente por algumas horas. ************************************************ Acordo com uma dor de cabeça h******l, parece que a minha cabeça vai explodir. Estou deitada na maca e toco na região da minha barriga, tendo a certeza que não há mais nenhum bebê. — Richard.— o chamo, com dificuldade. — Richard. — mais uma vez o chamo. Ele aparece no meu campo de visão, sua fisionomia não é das melhores, acabo notando uma visível inquietação em seu rosto. — O que aconteceu?— questiono.— Nasceu? — Nasceu. — Ok.— respondo, sentindo indiferença.— Já podemos ir? — Ainda não, Annabelle, você acabou de parir. — Quero sair logo desse lugar. — Temos que ficar pelo menos até o amanhecer. — Pra quê? — Porque não podemos levar a bebê assim no relento, pode causar um resfriado.— faço uma careta de espanto.— Esqueci de te contar, veio outra menina, ela é tão parecida comigo. Já até sorriu para mim. Richard traz a recém-nascida para me mostrar e avisto que ele está totalmente bobo. Fico morrendo de ódio, ao vê-lo apegado. Esse filho da p**a me fez abrir mão da Mel e agora quer me obrigar a ser mãe de uma bebê, que eu não sinto afeição. — f**a-se se ela se parece contigo. Temos que seguir o combinado, Richard. O que conversamos? Foi de deixá-la no hospital, temos que seguir o nosso plano. — Eu não vou abandonar essa bebê, Annabelle!— a protege em seus braços.— Está fora de cogitação. — Mais você abandonou a outra, seu canalha! Me agito, quebrando o resguardo. — Ou eu, ou essa coisa aí — lhe dou uma opção — Não foi assim que você me mandou escolher, quando tive que deixar a Mel para trás. Pois bem, faça a sua escolha. — A minha escolha é bem simples, Annabelle. Me cansei de você, agora teremos que viver separados, já que serei papai.— debocha, amando rir da minha cara. – Eu te odeio! — surto, aos gritos.— Eu te odeio, seu monstro! – Oh, não me diga... O jogo virou, Annabelle!
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD