Noite

902 Words
Cabana. 23:45 PM- DOMINGO. POVS ANNABELLE Toda vez que eu e Richard fazemos as pazes.... paramos nus na cama. Ele pressiona os meus lábios aos seus, chupando com desejo. Arfo entre beijo ao senti-ló apertar seus braços em volta do meu corpo fino. Entreabro mais a boca, quando enfia a sua língua, pedindo espaço. Acabo cedendo, aprofundando o nosso beijo. Nos beijamos intensamente, sem pressa, sentindo o gosto um do outro. Há uma luxúria em cada movimento que fazemos. As minhas unhas grandes circulam em volta suas costas desnudas, arranhando-as. Enquanto isso, gemo com o ritmo das estocadas. Ouvimos o ruído da cama, conforme transamos. E quando ápice nos atingem, ele me puxa, juntando mais os nossos corpos suados. Deito a minha cabeça em seu peitoral desnudo, ouvindo o som das nossas respirações ofegantes. Richard dá um beijo no canto do meu rosto, afastando os fios do meu cabelo. — O que foi?— ele pergunta, ao notar que estou o mirando fixamente, sem piscar. — Não posso olhar para você? — Claro que pode, apenas acho estranho. Avisto uma timidez em seu rosto e abro um sorrisinho sacana, ao vê-lo sem jeito. — Estranho por quê, Richard? — Você é sempre muito discreta. — Olha quem fala. O agarro, escondendo o meu rosto no entorno do seu pescoço. Fico um pouco sem graça, ouvindo o som da sua risada. — Sabe o que eu tava pensando.... — O quê? — Que devo ameaçar de ir embora mais vezes.— o próprio solta, todo se achando. E minha reação é dá-lo um t**a de leve em seu peitoral, ouvindo a gargalhada que solta. — Não fale isso nem brincando! — Você ia sentir a minha falta, Annabelle? — Claro que não, sentiria era alívio. — Não minta para mim. — É sério, Richard, soltaria até fogos. — Você é uma péssima mentirosa— soa, puxando-me ainda mais pros seus braços. Ele dá um selinho demorado em meus lábios, em sequência, deposita um beijo carinhoso em minha bochecha. Acho tão ridículo quando age assim, eu odeio esse lado dele. — Chega!— me solto. — Levanta Richard, eu não quero mais. — Está me expulsando? — É, estou. Vai dormir no sofá, vai. — A pirralha tá na sala. — Ah, tinha esquecido completamente. Dorme no chão, então.— sugiro. — É sério essa palhaçada, Annabelle?— me olha horrorizado. — Sem dúvidas, estou enjoada da sua cara Seus olhos ficam perplexos com a minha mudança de humor. E logo o infeliz obedece e se deita no tapete do chão. Fecho os olhos, pensando: é muito estranho queremos imitar um casal normal. Pois nâo existe amor e muito menos sentimento. Nós psicopatas odiamos criar laços, somos como uma bomba atômica; um dia estamos sorrindo para você, no outro, estamos te matando. ************************************************ Alguns minutos depois... Acabo pegando no sono e no meio desse sono, tenho um pesadelo h******l. Desperto, dando um sobressalto da cama. — Está tudo bem aí, Annabelle? — Não foi nada.— falo.— Volta a dormir, Richard. — Eu ainda nem dormi. — Pois então vá dormir.— mando, deitando novamente. — Não tô afim. Pego de novo no sono, ouvindo-o reclamar do quanto o chão é péssimo. *********************************************** Na manhã seguinte.... 07:00 horas da manhã. Já estou de pé bem cedo, sempre preparo a merenda da Mel, antes dela acordar. Por mais irresponsável que eu seja, eu alimento bem a minha criança. Richard foi tomar banho no bosque que há na floresta. Ele acordou estável, me deu até um beijo de bom dia. Mel acorda aos poucos, esfregando seus olhos fechados com as mãos. A primeira coisa que pequena pega é o cachorro no colo. Reviro os olhos, com a cena. — Não vai falar com a mamãe?— menciono aquilo, ganhando à atenção. — Oiiii, mamãe! Ela vem até cozinha, seus cabelos estão assanhados, deixando-a mais fofa. Há um lindo sorriso em seu rosto. Recebo um abraço, pondo-a sobre os meus braços. — Você tá pesada, Melissa.— constato, enquanto a admiro. — Mamãe.... — Sim? — Eu te amo muito. — Eu também.— sinto-me a vontade de responder, encostando nossas testas uma na outra. Somos interrompidas com a chegada brusca do outro, acabo notando que aconteceu alguma coisa, quando acena com a cabeça, me chamando indiretamente. Vou até ele, que está de pé descalço. — O que houve? — Temos que dar o fora daqui.— cochicha. — Como assim? — A polícia encontrou o corpo que enterramos, eles estão aqui. — p**a m***a!— solto o palavrão. — Não temos tanto tempo, Annabelle.— me puxa pelo braço.— Deixa a menina aí mesmo, e vamos embora. — Você quer que eu a abandone? — Anda logo, c*****o, antes que a polícia chegue até nós. Richard permanece me puxando para sairmos e olho uma última vez para trás, vendo a nossa filha nos encarando tão inocentemente e aquele momento, me faz querer desistir de tudo. — Eu não vou sem ela. — Você vai ser presa, p***a! Para de pensar, e deixa essa criança ter a chance de viver uma vida normal. — Essa criança é a nossa filha.— o corrijo, ao ouvir o seu tom de indiferença. — Quer ficar? Fica! — ele larga a minha mão.— Tô indo nessa. — Richard.— grito pelo seu nome.— Espera por mim.
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