Nicholas O'connor
Minha casa estava apenas com o suficiente de pessoas para a reunião. Deise não fica de fora por nada nessa vida e James não é i****a o bastante para deixa-la de fora de qualquer decisão que a envolva. Ela ainda não desceu para conhecer o homem com quem vai casar, mas acho que isso não importa, Deise sempre foi uma mulher centrada e vai aceitar qualquer decisão que a família tomar.
— A questão não é essa, eu não me importo com quem vou casar, eu quero saber sobre os benefícios, tanto do meu, quanto do seu lado, James. –O homem, Santino Orlandi respondeu depois que minha mãe disse que Deise era bonita.
— Está tudo escrito no contrato, Orlandi. Você não leu antes de viajar? –James perguntou com uma pitada de deboche.
O clima estava um pouco pesado, testosterona demais no local, todos homens capazes de atear fogo no local sem pensar duas vezes se acharem que foram desrespeitados.
Santino percebeu as palavras por trás daquilo e levantou da cadeira, James também levantou e começaram a debater, várias palavras ao mesmo tempo, sem realmente ninguém estar ouvindo ninguém.
— Homens, desculpem o atraso. –Ouvi a voz alta de Deise e todos eles calaram-se.
Eu praticamente sorri vitorioso quando minha irmã deu um passo à frente, indo em direção a Santino, mantendo o contato visual com ele. Ela estava linda, vestia um terninho preto, bem justo no corpo, Deise sempre soube se expressar e nunca seguiu muito bem as regras para mulheres.
-Santino, esta é minha filha...
-Deise. –ela cortou nosso pai e estendeu a mão para Santino que praticamente ficou boquiaberto com aquilo.
-Santino. – ele aceitou por fim e os dois se cumprimentaram.
Deise veio sentar-se ao meu lado e depois disso parece que o clima esfriou, James e Santino começaram a debater os limites de até onde ia essa aliança.
— Está impressionada? – eu perguntei a ela.
— Não, apenas mais um dia em minha vida. –Ela respondeu. Deise é uma mulher e tanto, todo mundo a considera como parte da organização.
Continuamos a conversa com o pessoal de Santino e minutos depois, a própria Deise convidou o homem para um passeio no jardim da casa, minha mãe torceu a cara porque não concorda com essas atitudes independentes dela. Mas Deise é assim, uma força da natureza.
— E então, o que acha? –James veio até mim e perguntou.
— Foi uma boa aliança, precisávamos de pessoas naquele país, alianças nunca são o suficiente, James. E Santino é um dos poucos que tem força o bastante para se manter sem uma aliança sequer se ele quiser.
— Eu sei, por isso fechamos o acordo. Vamos para casa, já está encerrado, vamos sair cedo para conhecer minha futura esposa. –Ele debochou e saiu da minha casa logo depois.
1 coisa sobre meu primo: Ele odeia ficar mais que o necessário em lugares cheio de gente, o que significa que qualquer lugar com mais de três pessoas já está lotado para ele.
Nessa noite tudo foi acertado, Deise e Santino pareceram se dar bem, conversaram a sós depois da reunião, eu e James precisamos viajar no dia seguinte para a Rússia porque finalmente meu primo conseguiu uma aliança com a Bratva e isso era muito importante, o Velho Yudin só tem uma filha e ela vai ser apresentada a ele.
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Diferente de nós, o velho organizou uma verdadeira festa para anunciar o casamento de James com a menina Petrova.
Observei quando ela desceu e o olhar de James na garota, ela tem uma aura um pouco inocente e ingênua, parece não querer casar, mas isso infelizmente quem decide não é ela.
— Ela é bonita. –Eu comentei com ele depois que a menina se retirou.
— Isso não é importante. –Ele respondeu com aquele jeito dele.
— Importa, sim, uma esposa bonita pode ajudar de várias formas... – eu debochei.
-Nicholas, isso não é um casamento comum, nós não somos um casal apaixonado, estou fazendo isso pela organização. –ele pontuou.
-Eu sei, James. Estou dizendo que dá para unir os dois, mas o casamento é seu, faça o que quiser. –Voltei a beber
Nós fomos embora na manhã seguinte porque olha, que lugar gelado, ainda bem que fomos apenas uma vez e já está tudo certo.
1 mês depois e James já estava casado. Sentado em sua mesa e reclamando sobre o casamento que m*l começou.
— Ela reclamou que eu cheguei, palavras dela “cheirando a p**a barata” – eu gargalhei, como subchefe e primo dele, tenho essa liberdade. James mostrou o dedo do meio para mim irritado.
— Não posso discordar de sua esposa. As mulheres das boates são putas, só não são baratas. –Voltei a rir de novo. –Olha, por que não consuma logo esse casamento? –Eu o questionei.
— Porque não é isso o que nós queremos, Nicholas... –ele respondeu.
— James, tem tempo que são casados, ela até te viu nu, tomando banho e batendo uma, não era nela que estava pensando? –Acho que ele quase atirou em mim naquele momento, mas não pude deixar de debochar.
— Mais respeito com minha esposa. –Ele apontou o dedo no meu rosto. – e é óbvio que eu estou doido para t*****r com ela, mas ela me chamou de nojento e disse que só ficaria comigo se eu a obrigasse.
— Coisa que você não vai fazer, né? –eu perguntei cauteloso, James as vezes pode perder o controle.
— Vá se f***r, Nicholas, não sou um maldito estuprador. – ele respondeu irritado. –Vamos deixar desse assunto e resolver coisas pertinentes a organização, meu casamento fica para depois.
Voltamos a mexer com os papéis da semana, já estávamos desconfiados que o velho Miquéias vinha trazendo alguns problemas para dentro da organização. Ele nunca teve uma mão de ferro naquela região e maioria de seus homens tem que ser repostos, ou porque morrem, ou porque não tem condições de atuar, ou seja, eles morrem em todo caso e isso é um problema para nós.
Quando fomos embora, diferente do meu primo, eu não as caras em nenhuma das boates para sexo, apenas ligo e elas vem até mim. Eu prefiro assim, tenho até um apartamento destinado a isso e hoje eu estou com vontade.
— Quero duas hoje, agora, novas, não quero repetida. – falei ao telefone com o gerente de uma de nossas boates.
Em menos de meia hora as duas chegaram, duas mulheres do jeito que eu gosto, altas, magras e que falam pouco.
O r**m do meu trabalho é que eu passo o dia naquela fábrica, quase não tenho tempo de f***r, o tempo que tenho é sempre a noite onde eu deveria dormir. Mas f**a-se, trepar no momento é mais importante que dormir.
As duas até que foram boas, mas enjoei delas muito rápido, antes das 04:00 da manhã elas já estavam voltando.
Não sei dizer o que acontece comigo, mas parece que nenhuma delas nunca é o suficiente para mim, eu sempre estou indo atrás de mulheres novas e pareço cada dia mais distante do que eu quero e gosto.