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Casada com o Mafioso De Luca

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Blurb

Dulce Maria López sempre viveu cercada por luxo, regras e mentiras. Filha de uma das famílias mais influentes do submundo espanhol, ela cresceu presa dentro de uma mansão onde cada sorriso escondia um acordo perigoso.

Inocente demais para aquele mundo c***l… e valiosa demais para escapar dele.

Quando uma guerra entre famílias mafiosas ameaça destruir o império dos López, Dulce é entregue como moeda de paz em um casamento contratual com Martin De Luca o herdeiro mais temido da máfia italiana.

Frio. Arrogante. Violento.

Martin é conhecido por destruir tudo o que toca. Dono de uma fama c***l entre mulheres, corridas ilegais e sangue derramado, ele não queria uma esposa.

Queria obediência.

Mas Dulce desperta algo perigoso dentro dele.

Porque por trás da aparência inocente e dos olhos angelicais da garota chamada Sereia… existe uma mulher capaz de enlouquecer um monstro.

Presos em um casamento forçado, cercados por traições, segredos e jogos de poder, os dois mergulham em uma relação tóxica onde desejo e ódio caminham lado a lado.

Ela quer fugir.

Ele quer possuí-la.

E quanto mais Dulce tenta resistir ao mafioso De Luca… mais difícil se torna lembrar onde termina o medo e começa o amor.

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Capítulo 1 | Dulce Maria
O som da música clássica ecoava pela mansão enquanto homens perigosos bebiam vinho caro e sorriam como predadores. Eu odiava aquele lugar. Odiava os vestidos sufocantes. Os olhares nojentos. As mentiras escondidas atrás de taças de cristal. A mansão dos López parecia um palácio por fora… mas por dentro era apenas uma prisão dourada. Ajustei os dedos nervosos no tecido preto do vestido enquanto observava os mafiosos conversando no salão principal. Homens velhos. Violentos. Ricos. Todos capazes de matar alguém antes do jantar. — Pare de parecer assustada — minha mãe murmurou entre os dentes, segurando meu braço com força. — Hoje é importante. Importante. Quase ri. Meu pai nunca me chamava para reuniões importantes. Eu era apenas “a filha perfeita”. O rostinho bonito usado para eventos e aparências. Mas naquela noite havia algo estranho. Os empregados estavam tensos. Os seguranças armados demais. E meu pai… parecia desesperado. Então eu o vi. Sentado no sofá de couro preto, completamente relaxado como se fosse dono da casa. Martin De Luca. Meu coração falhou por um segundo. Ele era pior pessoalmente. Muito pior. Terno preto. Relógio absurdamente caro. Tatuagens aparecendo nos dedos. Olhos escuros e frios como pecado. Ele parecia o tipo de homem que destruía vidas sem sentir culpa. As pessoas tinham medo dele. Eu também deveria ter. Mas o pior era outra coisa. O jeito que ele me olhou. Lento. Pesado. Como se estivesse me despindo na frente de todos. Senti meu estômago revirar. — Então essa é a filha dos López? — a voz dele era rouca e baixa. Meu pai sorriu nervoso. — Dulce Maria. Martin continuou me encarando em silêncio. Sem educação. Sem gentileza. Os olhos dele desceram pelas minhas pernas lentamente antes de voltar para meu rosto. Nojento. Virei o rosto imediatamente. Ouvi uma risada baixa sair dele. — Bonita — murmurou. — Parece inocente. Meu maxilar travou. Idiota. — Dulce. Cumprimente o senhor De Luca — meu pai ordenou. Respirei fundo. — Boa noite. Martin inclinou a cabeça de lado. — Senhor De Luca? — ele sorriu sem humor. — Isso parece distante demais para alguém que vai carregar meu sobrenome. O salão inteiro ficou silencioso. Meu corpo congelou. …O quê? Olhei imediatamente para meu pai. — Pai? Ele desviou os olhos. Meu sangue gelou. Não. Não. — A dívida será apagada depois do casamento — meu pai falou frio. — Já está decidido. Meu coração começou a bater rápido demais. — Casamento…? Minha mãe começou a chorar baixo. E naquele instante eu entendi. Eles me venderam. Minha respiração falhou. — Vocês estão brincando… — minha voz saiu trêmula. Ninguém respondeu. Martin apenas me observava. Calmo. Como um demônio assistindo alguém queimar. — Eu não vou casar com ele. Meu pai bateu a mão na mesa com força. — Você vai fazer o que eu mandar! Assustada, dei um passo para trás. Martin permaneceu sentado. Frio. Intocável. — Ela tem personalidade — comentou. — Vá para o inferno! — gritei para ele. Os seguranças ficaram tensos. Mas Martin… Sorriu. Pela primeira vez. E aquilo foi pior que qualquer ameaça. Ele se levantou devagar. Grande. Perigoso. Dominante. Cada passo dele fazia meu corpo inteiro entrar em alerta. Tentei recuar, mas ele segurou meu queixo brutalmente. Forte demais. — Escuta uma coisa, principessa… — a voz dele ficou baixa perto do meu ouvido. — Você já é minha. Meu coração disparou. Empurrei a mão dele imediatamente. — Não toca em mim! Os olhos escuros dele queimaram. Por um segundo achei que ele fosse me bater. Mas Martin apenas soltou uma risada rouca. — Vai aprender rápido. — Eu te odeio. — Ainda não, Sereia. O apelido saiu da boca dele como veneno. Meu corpo inteiro arrepiou. Ele passou o polegar lentamente pelo meu lábio inferior antes de se afastar. Como se já tivesse posse sobre mim. Como se eu fosse um objeto comprado. Meu pai respirou aliviado. — O casamento será em duas semanas. Duas semanas. Minha visão ficou embaçada. Eu queria correr. Gritar. Desaparecer. Mas olhando para Martin De Luca… Pela primeira vez na vida… Eu senti medo de verdade. A sala parecia pequena demais para o ar que eu precisava. Meu peito subia e descia rápido enquanto todos continuavam agindo como se minha vida não tivesse acabado diante deles. Casamento. Com um mafioso. Com Martin De Luca. — Eu não aceito isso. — minha voz saiu mais baixa dessa vez. Meu pai fechou a cara imediatamente. — Você não tem escolha. — Sou sua filha! — Exatamente por isso vai fazer o que for necessário pela família. Família. Quase ri de novo. Família não vende a própria filha como mercadoria. Minha garganta queimava. Olhei para minha mãe esperando qualquer reação. Qualquer defesa. Mas ela permaneceu em silêncio. Fraca. Covarde. Martin pegou um copo de uísque como se estivesse assistindo a um espetáculo divertido. O olhar dele continuava em mim. Pesado. Quente. Desconfortável. — Quantos anos você tem, Sereia? — perguntou calmamente. — Isso não é da sua conta. O canto da boca dele subiu. — Dezesseis? Dezessete? Meu pai respondeu antes de mim. — Ela fará dezoito em alguns meses. Martin ficou em silêncio por alguns segundos. Depois tomou um gole da bebida. — Muito nova. Aquilo me surpreendeu. Mas durou pouco. — Mas velha o suficiente para casar — completou friamente. Ódio puro subiu pelo meu peito. — Você é nojento. Os seguranças trocaram olhares tensos. Ninguém falava assim com Martin De Luca. Ninguém. Ele apoiou o copo devagar na mesa. — Repete. Minha respiração falhou. O tom da voz dele tinha mudado completamente. Frio. Perigoso. Mesmo assustada, ergui o queixo. — Você ouviu. Em dois segundos ele atravessou a sala. Assustei-me quando senti suas mãos segurando meus braços com força. Forte demais. — Martin… — meu pai tentou interferir. — Cala a boca. O silêncio caiu imediatamente. Meu coração disparou. Muito perto. Ele estava perto demais. O perfume caro misturado com álcool e perigo me sufocava. — Escuta bem, principessa… — os dedos dele apertaram meu braço. — Você pode me odiar o quanto quiser. Pode gritar, quebrar coisas, fazer escândalo… Os olhos escuros desceram lentamente para minha boca. — Mas nunca mais me desrespeite na frente de outros homens. Arrepiei inteira. Não de desejo. De medo. Tentei puxar o braço. — Me solta! Martin me soltou tão rápido que perdi o equilíbrio. Caí no chão. O impacto queimou meu joelho. Humilhação tomou conta de mim quando ouvi alguns homens rindo baixo. Meu rosto esquentou na mesma hora. Filhos da p**a. Levantei rapidamente tentando segurar as lágrimas. Nunca chore na frente deles. Nunca. Martin me observava sem expressão. Como se eu fosse apenas mais um problema que ele comprou. — Ela precisa aprender disciplina — comentou. Meu sangue ferveu. — E você precisa aprender a ir para o inferno! Antes que eu percebesse, meu pai atravessou a sala e me deu um tapa forte no rosto. O som ecoou pelo salão. Minha cabeça virou para o lado. O gosto de sangue apareceu na minha boca. Fiquei imóvel. Não pela dor. Mas pela humilhação. — Peça desculpas agora! — ele gritou. Lentamente virei o rosto. E encontrei Martin olhando para meu pai. Algo estranho passou pelos olhos dele. Raiva. Uma raiva silenciosa. Mas desapareceu rápido. — Não precisa — Martin falou frio. — Gosto quando ela morde. Meu estômago embrulhou. Doente. Completamente doente. Meu pai respirou fundo tentando recuperar a compostura. — Dulce vai morar na mansão De Luca depois do noivado oficial. — O quê?! — minha voz falhou. Martin pegou o celular do bolso sem nem olhar para mim. — Amanhã. Senti o chão sumir. Amanhã? Não. Não. Minha respiração ficou pesada outra vez. — Eu não vou com você. Martin finalmente ergueu os olhos. E sorriu daquele jeito c***l de novo. — Vai sim. — Eu prefiro morrer. Ele caminhou lentamente até mim mais uma vez. Meu corpo inteiro travou. Martin segurou meu rosto machucado pelo tapa do meu pai. Dessa vez… surpreendentemente cuidadoso. Mas aquilo não tornava tudo menos assustador. — Não fala de morte desse jeito, Sereia… — murmurou perto da minha boca. — Você ainda nem começou a me pertencer.

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