Capítulo 118 GILBERTO NARRANDO — Me beija, tio Gil... — ela sussurrou de novo, a voz rouca, suave, quente como pecado. Me beija. Me destrói. Me leva contigo pro infernö que eu tô pedindo sorrindo. Ela encostou o nariz no meu. E eu juro por Deus… o mundo podia ter acabado nessa hora, que eu aceitava de olhos fechados. Mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ela deu um passo pra trás. E foi aí que a porrä toda desandou de vez. Luara ficou de pé no quarto, em silêncio, me olhando com aquele fogo nos olhos. Ela ergueu a barra do vestido bem devagar, sem tirar os olhos de mim. A cada centímetro de pele que aparecia, meu coração batia mais forte, meu päu pulsava mais forte, minha cabeça berrava pra eu ser homem, mas minha alma… minha alma tava se rendendo. Ela mordeu o lábio infe

