Capítulo 192 FERA NARRANDO Eu tô na boca. Sentado no caixote, baseadö entre os dedos, cabeça fervendo, coração virado numa porrä que nem eu consigo decifrar. Hoje o movimento tá até suave, os moleque resolveram tudo cedo, o filho da putä do Santos não apareceu, o VK tá na dele, mas mesmo assim… eu tô inquieto. Fumar virou rotina mais do que nunca. Se antes eu acendia dois, agora é cinco, seis por dia. Porque a mente não para. Porque o estresse é maior. Porque amar a Milena… porrä, amar a Milena cansa. Mas cansa bom. Só que dói também. Solto a fumaça devagar, encaro o céu da noite que começa a despontar e falo alto, pra ninguém específico, talvez só pra mim mesmo: — Caralhö… ninguém me avisou que amar assim era tão difícil, mané. Que porrä é essa de casamento? O soldado que tava d

