Capítulo 117

944 Words

Capítulo 117 GILBERTO NARRANDO A primeira coisa que me tirou do sono foi o cheiro. Perfume doce. Suave. Familiar. A segunda foi o arrepio. Um toque leve no meu braço, como se um fantasma tivesse passado por mim. Mas não era fantasma. Era a Luara. Quando abri os olhos e vi aquele vulto no escuro, minha primeira reação foi o susto. — Luara? — minha voz saiu rouca, quebrada pela surpresa. Ela tava aqui. De verdade. Sentada na beira da minha cama. O rosto parcialmente iluminado pela luz da rua atravessando a fresta da janela. Os olhos dela brilhavam, intensos, indecifráveis. Como se ela tivesse certeza do que tava fazendo… e ao mesmo tempo com medo do que poderia acontecer. Eu me sentei de supetão, puxando o lençol pra cobrir o corpo. Tava só de cueca. E mesmo com a surpresa, meu co

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