Capítulo 151 JUNIN NARRANDO O cheiro do café subindo do barraco do Fera era tipo sirene chamando gordinho pra padaria. E eu, como bom intrometido do bem que sou, subi sem avisar mesmo. Sem rádio, sem toque na porta, sem nada. Amizade verdadeira é essa aí, pô, que entra e senta direto na mesa. Quando eu abri a porta, dei logo de cara com a Milena de cabelo preso, shortinho, e a barriguinha dela ficando redondinha já. — Bom dia, casal do ano! — falei metendo a cara na cozinha — Cêis nem disfarçam mais, né? Tá escancarado esse namoro! Fera levantou uma sobrancelha, mas nem retrucou. Milena sorriu de canto. E Luara, sentada na ponta da mesa, só revirou os olhos. — Junin… bate na porrä da porta, pelo menos uma vez na vida — Fera resmungou, mas com aquele tom que eu já sei que é da boc

