Capítulo 111 GILBERTO NARRANDO Assim que fechei a porta, fiquei parado aqui por uns segundos, olhando pro nada. A porrä do coração acelerado, a testa suando, e uma raiva que eu nem sabia de onde vinha. — Que merdä de vestido era aquele da Luara? — murmurei sozinho, com a voz entalada de um jeito que fazia tempo que eu não sentia. A garota passou por mim toda sorridente, soltando aquele perfume doce, com um vestido rosa colado que mais parecia pintado no corpo. E ainda teve a audácia de me abraçar daquele jeito, grudando aquele corpo quente no meu. Eu senti. Merdä, como eu senti. — Que porrä é essa, Gilberto? — resmunguei, indo direto pra cozinha pegar um copo d'água. Minhas mãos tremiam. Bebi o copo inteiro de uma vez. Me encostei na pia, respirando fundo, tentando afastar os pensame

