Capítulo 149 JUNIN NARRANDO Não sei que macumbä essa mulher fez, só sei que eu tava viciado nela. Toda mulher que eu via na rua eu comparava com a Silvana. Nenhuma tinha aquele jeito. Aquele olhar de quem te lê por dentro e ainda te dá 10 em análise clínica. Já tinha passado uns dias desde o evento da praça. Eu fiquei na minha, respeitei, tentei não parecer um stalker do morro. Mas aí, o destino — ou Deus — resolveu brincar. Eu tinha ido no asfalto resolver umas paradas, comprar uns tênis, pegar um relógio novo com o Mano Louco da loja da Galeria. Quando eu saí da galeria… Quem tava passando na calçada, de vestido tubinho azul-marinho, salto, cabelo solto e uma bolsinha de marca no ombro? Ela. Silvana. E dessa vez não era “Doutora Silvana”. Era só Silvana. Linda. Séria. Sol

