Capítulo 59 FERA NARRANDO O silêncio dentro do carro tava me irritando mais do que o barulho de tiro em dia de guerra. Ela sentada lá atrás, de perna cruzada, celular na mão e um sorrisinho Idiotä no rosto. A porrä do sorriso. Tava digitando toda feliz, como se não tivesse passado o fim de semana inteiro me provocando, me desafiando, me deixando putö. Essa garota tá achando o quê? Que vai bancar a esperta comigo e sair ilesa? Olhei pelo retrovisor e vi ela soltando um risinho baixo. Aí födeu. — Senta aqui na frente. — rosnei, sem tirar os olhos da estrada. — Não tô afim. No contrato não fala nada sobre ter que sentar do seu lado. — respondeu no deboche, sem nem levantar a cabeça. Travei o maxilar. Respirei fundo. — Cala a boca, Milena. Você não para de falar desse caralhö de contrat

