Capítulo 198 SILVANA NARRANDO Desde que saí da casa do Junin, com o gosto do beijo dele ainda nos meus lábios, meu corpo inteiro parecia em conflito. Eu não devia. Não podia. Mas fiz. Beijei ele. E pior… gostei. Gostei demais. Entrei em casa tentando ignorar o coração acelerado, o calor que subia no pescoço, o jeito que ele olhava pra mim como se visse além do jaleco, além da pose de médica inatingível que eu sempre mantive. Tomei banho, me enfiei debaixo das cobertas e me obriguei a dormir. Mas ele estava aqui. Na minha cabeça. No meu corpo. No dia seguinte, levantei cedo, fui direto para o postinho e enterrei a emoção no trabalho. Pressão, medicação, ficha, atendimento, vacina. Não dava tempo de pensar. Não podia dar. Só que ele apareceu. De novo. Com flor. Sim, flor.

