A manhĂŁ seguinte chegou com o gosto doce da noite anterior ainda na pele.
Cassie acordou com o cheiro do suor de Hoseok ainda grudado no pescoço e os dedos entrelaçados aos dele. A memória da dança — e tudo que veio depois — parecia um sonho quente e perfeito.
Mas a realidade nĂŁo demora a bater.
E ela veio em forma de notificação.
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A foto
Ao chegar na universidade, Cassie notou os olhares. MurmĂşrios. Risos abafados. Quando tirou o celular do bolso e desbloqueou, viu a mensagem de Jimin:
> “Cassie, não sei como isso vazou, mas alguém postou no fórum da universidade uma foto sua com o Hoseok no estúdio. Cuidado.”
O link levava a um blog estudantil sensacionalista. Na foto, Cassie e Hoseok estavam semiabraçados, ele de regata, ela com a blusa caĂda num dos ombros. O reflexo do espelho os denunciava em uma pose intimista, pĂłs-momento quente.
TĂtulo da postagem: “Filha da empregada ou aproveitadora? Hoseok Jung e a estrangeira misteriosa.”
Cassie sentiu o estĂ´mago virar.
Os comentários eram ainda piores:
> “Ela deve estar usando ele pra conseguir cidadania.”
“Nunca vi Hoseok tão fora de si.”
“Como alguém como ela entra numa universidade de elite?”
O chão pareceu sumir sob seus pés.
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O confronto com Hannah
Mais tarde, Cassie foi chamada pela prĂłpria Hannah, a mĂŁe de Hoseok.
A mulher estava séria, elegante como sempre, sentada atrás de uma mesa imponente no escritório da mansão. Os olhos carregavam julgamento — e um toque de decepção.
— Você sabe por que está aqui, Cassie?
Cassie assentiu, firme.
— Imagino que seja sobre a foto.
— Uma foto que mancha o nome da minha famĂlia. — A voz dela era fria. — Eu acolhi vocĂŞ nesta casa com carinho. Confiei que teria bom senso. E agora vejo meu filho envolvido em escândalos que afetam minha reputação.
Cassie manteve a postura, mas por dentro sentia as lágrimas querendo vir.
— Eu nunca quis prejudicar ninguém. Muito menos o Hoseok.
Hannah inclinou-se levemente Ă frente.
— Então prove isso. Afaste-se.
Cassie engoliu seco.
— Isso é uma ameaça?
— É um aviso. Se você ama meu filho como diz, saberá que ele não pode se dar ao luxo de ser arrastado por um romance impulsivo com uma garota sem passado, sem sobrenome… e agora, sem moral.
Cassie se levantou, o peito em chamas.
— Eu posso não ter nome. Mas tenho valores. E amor, senhora Jung, não é impulsivo. É corajoso.
Ela saiu do escritĂłrio antes que as lágrimas caĂssem.
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Hoseok descobre
Mais tarde naquela noite, Hoseok a encontrou no jardim dos fundos da casa, abraçada aos joelhos, a carta do pai em mãos.
— Você falou com ela, não é? — ele perguntou, ajoelhando-se à frente dela.
Cassie assentiu.
— Ela quer que eu me afaste. Disse que estou te arrastando pra baixo.
— Isso Ă© ridĂculo. Ela nĂŁo manda em mim.
— Mas manda no seu mundo, Hoseok. No que você herdou. No que você vai se tornar. E talvez ela esteja certa…
Ele a interrompeu com um beijo.
— Escuta bem. Eu escolhi você. E não vou permitir que te tirem de mim por algo tão sujo. O que a gente tem é real. Você me entende?
Ela assentiu com os olhos marejados.
— Mas e se isso custar sua paz?
— Você é minha paz, Cassie.