🔞 Aviso: este capĂtulo contĂ©m cenas sensĂveis e conteĂşdo +18.
Cassie não hesitou. A resposta veio com um simples “Sim”, seguida de um coração.
O estúdio ficava no último andar de um prédio discreto, com janelas enormes que revelavam a cidade iluminada. Ao entrar, Cassie sentiu o cheiro de madeira e suor, algo cravado na alma de todo artista. Hoseok estava de costas, mexendo no celular, vestindo apenas uma regata preta colada ao corpo e calça larga. O cabelo preso de forma desleixada. O corpo suado.
Quando a viu, sorriu daquele jeito que só ela conhecia — um meio sorriso que carregava uma avalanche contida.
— Pensei que não viesse — ele disse, se aproximando.
— Eu prometi a mim mesma que não perderia nenhuma chance de ver você dançar — ela respondeu, com o coração já acelerado.
Hoseok caminhou até a caixa de som e apertou o play. Uma batida lenta, grave, começou a preencher o ambiente. Não era algo ensaiado. Era puro instinto. Hoseok começou a se mover, e cada passo era como poesia em forma de músculo.
Cassie nĂŁo conseguia desviar os olhos.
Ele era arte viva.
E estava dançando só para ela.
Quando ele terminou, a respiração ofegante e o olhar fixo nela, o silêncio se fez. Um silêncio denso, cheio de significados.
— Quer dançar comigo?
Ela hesitou.
— Eu não danço como você…
— Não importa. Eu só quero sentir você perto.
Ele estendeu a mĂŁo. Ela aceitou.
E ali, entre movimentos lentos e tropeços suaves, os dois foram se aproximando até não restar espaço entre os corpos.
Hoseok segurou a cintura de Cassie com firmeza, puxando-a contra si. O rosto colado ao dela, os lábios roçando a pele do pescoço.
— Você me deixa louco — ele sussurrou.
Ela segurou a nuca dele, os dedos afundando nos fios molhados.
— Então me mostra o quanto.
Foi o estopim.
O beijo veio urgente, carregado de desejo acumulado. Hoseok a empurrou suavemente contra o espelho, o vidro gelado contrastando com o calor dos corpos. As mĂŁos dele exploravam a pele por baixo da blusa, sem pressa, mas com fome.
Cassie gemeu baixo quando ele encontrou seu ponto mais sensĂvel com os lábios, descendo beijos pelo pescoço atĂ© a clavĂcula.
— Hoseok…
— Shhh… — ele murmurou, os olhos intensos. — Hoje eu vou te dançar. Com o corpo, com a boca, com tudo que eu sou.
E cumpriu.
As roupas foram se perdendo pelo chão de madeira, entre beijos e respirações descompassadas. Hoseok a deitou sobre o tatame acolchoado do canto, e ali, com as mãos segurando seus quadris, ele a devorou com precisão e prazer.
Cassie se contorceu sob ele, os gemidos ecoando pelas paredes.
— Você é linda demais, Cassie… — ele disse, antes de se juntar a ela por completo.
A penetração foi profunda, envolvente, intensa. Um encaixe perfeito entre dois mundos partidos. Eles se moviam no mesmo compasso, como se fossem melodia e harmonia, pulsando no mesmo ritmo.
Ela arqueou o corpo, os olhos revirando quando o clĂmax se aproximou. Ele sussurrava o nome dela entre estocadas precisas, como uma prece sagrada.
Quando ambos chegaram ao ápice, os corpos estremecendo, o estúdio inteiro parecia em silêncio reverente.
Eles se deitaram lado a lado, os corações ainda acelerados.
Cassie virou o rosto para ele, os cabelos colados Ă testa.
— Isso… foi real?
— Real demais. — Ele sorriu. — E ainda é só o começo.