Estella sentiu um nó se formar na garganta. Não era mais suposição: ali estava a prova visual de que alguém de fora havia entrado e convencido um funcionário a agir de forma imprudente. E aquele “alguém” era Sara. Ela pausou a reprodução e olhou circunspecta para a equipe técnica ao seu redor. — “Anotem os horários, façam cópia dessa gravação agora. Selem o acesso do Rodrigo até eu falar com ele. Segurança, bloqueiem qualquer saída do pessoal que estava no plantão noturno até eu revisar.” A postura profissional voltou, cortante. Nada da vida pessoal poderia contaminar a evidência. Enquanto os técnicos executavam ordens, Estella rebobinou a gravação e procurou outros episódios: conversas pelo estacionamento, mensagens trocadas no sistema interno (se pudesse recuperar), qualquer coisa que

