Passeio inesperado

3449 Words
Dei mais um gole me minha bebida, ainda olhando para a Hyuuga a alguns metros a frente. Ela estava linda, com um copo na mão e um sorriso enorme no rosto. Eu achei melhor ficar no meu canto, passei mais alguns minutos, só tomando a minha bebida até que senti um cheiro floral ao meu lado e quando olhei era ela, sorria abertamente para mim. -Me surpreendeu- ela falou se sentando ao meu lado, percebi que ela usava um tênis. Eu só olhei com uma cara de interrogação- Você sair pra se divertir. -Não entendi o porque da surpresa. -Você é sério de mais. -Não posso fazer nada a respeito disso. -Pode sim- eu a olhei nos olhos- Vem- ela se colocou de pé num pulo já que seus pés não chegavam no chão e estendeu as mãos. -O que quer?- perguntei me apoiando no balcão. -Dançar ué- ela continuava com os braços estendidos. -Não, não- eu dei uma risadinha nasalada- Eu não danço. -Claro que dança, todo mundo dança. -Eu não. -Vamos lá, você precisa- ela veio e tirou o meu copo da minha mão, colocou no balcão e me puxou- Dançar relaxa sabia, você deveria fazer isso mais vezes. -Isso é um erro terrível Hyuuga. -Não é não- já estavámos no meio da pista. Ela começou a dançar de frente pra mim, ela ria e pulava junto com a música. Eu fiquei um tempo meio que duro, eu realmente não sei dançar, mas meu corpo ainda respondia a melodia. -Você é meio duro né? Ela chegou perto do meu ouvido e disse. -Eu te avisei. -Você tem que fazer assim- ela disse pegando nas minhas mãos e levando até a sua cintura, logo em seguida começou a me balançar. Eu não pude evitar de rir. -Você tem noção do quanto isso é patético?- eu falei bem perto dela. -Eu sei, um cara de quase dois metros não saber dançar é patético- ela disse rindo- Vai, se solta. Nós passamos um bom tempo desse jeito e não mudou nada, quando eu parei e voltei para o bar o Lee veio junto, as meninas continuaram na pista, eu e o sobrancelhudo, como eu costumava chamar ele na adolescência, Pegamos uma cerveja, quer dizer, eu peguei, ele pegou só um refrigerante e nos sentamos olhando as meninas. -Você e a Tenten? Essa eu não imaginava. -Ué, porque não? -Sério, ela não suportava você. -Muita coisa aconteceu depois que você foi embora. -Eu percebi- disse olhando para a Hyuuga que dançava feliz. -Vocês formam um belo casal- Lee disse dando mais um gole de sua bebida. -Vocês quem?- eu ainda olhava pra ela, é tão difícil tirar os olhos dela. Ela parece estar em câmera lenta. -Você e a Hinata quem mais?- Ele disse e depois gargalhou, eu olhei pra ele sem entender. -Não entendi. -O tempo passa, mas algumas coisas não mudam- ele riu- Aquela ceninha na pista de dança, nunca pensei que você iria dançar. Não é soldado? -Eu não queria, mas ela é persistente. -Eu sei, parecia você- nós rimos. -Quando ela chegou aqui? -Faz uns 4 anos se não me engano. Veio ela e o irmão, eles são de NY, talvez por isso ela seja tão enérgica. O irmão mais velho dela era dono de uma oficina, era um cara muito legal. -E porque ele não veio? Queria conhecê-lo. -Ele morreu, vai completar dois anos essa semana. Quando ele chegou nós ficamos bem próximos, ele começou a Namorar a Tenten e cara eles se amavam de verdade, ela chegou a engravidar, estava bem no começo da gestação, mas já tinham quase tudo preparado, mas um dia quando eles voltavam de- ele parou por um momento- Não me lembro muito bem de onde, estava chovendo e era madrugada, a pista estava molhada e eles acabaram derrapando e logo depois o carro capotou, Neji estava bem fraco, mas usou suas últimas forças para chamar o corpo de bombeiros e conseguiu tirar a Tenten do carro antes que ele explodisse, mas ele não conseguiu sair. A Tenten perdeu o bebê naquela noite. -Uau, é uma história muito triste. -Tem razão, estamos aqui para comemorar a sua volta- ele disse sorrindo. -Ta tudo bem cara? -Ta, já faz muito tempo- ele disse e se colocou de pé. Vamos dançar. -Vai lá, a minha cota já deu hoje- ele riu e foi mesmo. Passei mais um tempo olhando para as pessoas na pista, pensando em como esse Neji deveria ser um cara legal e muito, muito nobre. Logo depois a Hyuuga chegou pedindo a conta para o cara do bar, ele disse alguma gracinha que fez ela rir, mas negou sua proposta educadamente, lhe entregando o dinheiro e depois olhou pra mim. -Tchau Naruto, obrigada pela dança patética. -Mas você já vai, é cedo ainda. -Pra você que ficou sentado o rolê todo pode ser, mas eu estou cansada- ela veio até mim e deu um beijo em minha bochecha- Até mais Uzumaki. -Espera- eu disse me levantando e pedindo a minha conta também, paguei e me voltei para ela- Eu vou com você. -Não vai curtir o final da festa? -Você quer dizer o casal se pegando ali?- apontei para o Lee e a Tenten- Nem pensar. -E a Ino?- Passei o olho pela pista e achei ela arrasando no meio de todos como sempre- Animada de mais pra mim- Ela sorriu. -Então você vai embora com a pessoa errada. Nós caminhamos até a saída e ela pediu um motorista por aplicativo, já dentro do carro ela se virou pra mim e disse. -Se importa se passarmos em um lugar antes, acho que hoje vou para sua casa, amanhã tenho que estar cedo lá. -Não. Não foi falado mais nada o que eu estranhei completamente já que a Hyuuga é muito falante, mas quando chegamos ao nosso destino eu entendi o porque, era o cemitério. Ia comentar, mas preferi não falar nada sobre o fato dela estar vindo no cemitério de madrugada, ela parece não ter medo de nada. Pra mim isso não é um problema, afinal eu estava na guerra, dormia perto de cadáveres. Entramos em silêncio. Meu coração bateu um pouco mais forte quando senti a pequena e macia mão da Hinata segurar a minha e se encostar mais em mim. Não tive outra escolha a não ser apertar forte a sua mão. Caminhamos até uma pequena lápide no chão, ali tinham flores novas que eu presumo que tenham sido deixadas ainda hoje. Ela se abaixou e passou a mão nas letras que com um pouco de dificuldade pela escuridão eu consegui ler “Neji Hyuuga” e logo abaixo “O único m*l irreparável é a morte daqueles que amamos”. Ela não dizia nada, ficou ali por um tempo em silêncio e depois se levantou, o rosto dela brilhavam pelas lágrimas e eu me perguntei quando ela estava chorando que eu não consegui ouvir nenhum som. Quando passou por mim ela pegou na minha mão assim como fez quando entramos, mas eu não sei porque passei meu braço por sua cintura a trazendo para mais perto. Chamei outro motorista quando chegamos na saída que não demorou em chegar. Assim que chegamos em casa eu abri o portão, caminhamos por todo o trajeto em silêncio. Ela balbuciou um tchau rápido e subiu para onde eu imagino ser o quarto dela. Eu entrei no meu logo em seguida, tomei um banho, mas como sempre não conseguia dormir. Por dois motivos, o primeiro eram os sonhos que sempre estão aqui e porque eu estava preocupado com a Hyuuga, achei melhor ver como ela está. Me levantei e fui até a porta onde eu a vi entrar, bati, mas não escutei resposta, então abri a porta que estava aberta. O quarto estava vazio, mas era possível ouvir o barulho do chuveiro e por algum motivo eu não consegui me mexer, imagens dela nua inundaram a minha cabeça e eu só senti meus músculos voltarem a funcionar quando percebi que ela tinha desligado o chuveiro, fechei a porta com cuidado e voltei para o meu quarto. Caramba, acho que passar tempo de mais com um monte de homens não me ajudou nessa parte. Eu tive um caso quando estava no quartel com a Shion que era outra integrante do nosso grupo de elite tático, a única coisa que posso dizer sobre esse relacionamento é que foi trágico e eu espero nunca mais ver a cara daquela mulher novamente. Quando me joguei na cama percebi que meu amigão estava acordado, revirei os olhos e fiz de tudo para que a ereção baixasse, consegui, mas eu nunca dormi tão m*l na minha vida. Acordei no dia seguinte já estava claro, deveria ser umas 6h da manhã, não tem jeito, eu não consigo acordar cedo, mas isso é bom, já que eu vou voltar para o quartel. Me levantei e preparei tudo, coloquei uma blusa cinza e um short, desci e a cozinha estava vazia, peguei alguma coisa pra comer e quando voltei para sala dei de cara com o Nagato com uma menina se agarrando, ela aparentemente dormiu aqui e estava indo embora, eles não me viram e quando finalmente se desgrudaram e foram até a porta eu falei. -Se acha que está fazendo isso escondido pode pensar duas vezes- A menina deu um gritinho e os dois se viraram para trás. -Não conta para a mamãe. -Não vou contar- Eles se despediram e ele se voltou para mim- Isso não é certo e você sabe e se a dona Kushina descobrir você está ferrado. -Porque você acorda tão cedo? -Se acostuma meu querido, vou correr. Me despedi dele que provavelmente voltaria a dormir. Fechei a porta e saí pela rua como fiz os últimos dias. Quando voltei fui direto para a academia, onde consegui malhar um pouco mais. Quando terminei já deveria ser mais de oito horas. Tomei um banho e desci até a cozinha onde todos tomavam café, todos mesmo, e a única cadeira vazia era ao lado dela. Fui até o lavabo lavar as mãos e me sentei logo depois, todos comiam em silêncio e não era assim que eu me lembrava da minha casa, a família Uzumaki Namikaze era conhecida por seu escândalo e eu sempre adorei isso, as nossas refeições era repleta de barulho e animação. Terminei antes de todos, acho que aprendi a comer rápido de mais, me levantei e saí, assim que pisei o pé na sala escutei a Hyuuga me chamando. -Naruto- ela se aproximou de mim- Obrigada por ontem, eu não teria coragem de ir ao cemitério sozinha, estaria lá até agora congelada de medo- ela sorriu. -Não foi nada. -Você quer sair? Sabe conhecer os novos lugares e essas coisas? -Claro, mas a minha mãe não vai achar r**m? -Não, ela me deu o dia de folga. -Entendi, então vamos. Nós saímos de casa caminhando em silêncio. Até ela falar. -Já sei, você é um soldado né?- eu concordei com a cabeça, ninguém sabe as divisões então eu nem ligo, mas já passei de soldado a muito tempo- A gente pode ir no estande de tiro, tenho certeza que você pode me ensinar. Eu olhei pra ela de cima a baixo, a Hyuuga era bem baixinha, deveria ter por volta de 1,60 de altura, o corpo dela é cheio de curvas, mas mesmo assim creio que não são fortes o suficiente para aguentar o tranco de uma arma. -Você tem certeza? -Tenho- ela disse pulando- Vem vamos. Não demorou muito para chegar, pagamos a entrada e nos dirigimos aos alvos, o instrutor estava com ela e esse cara alto de mais, com óculos escuros, um casaco verde e mascava o chiclete sem parar, ele se colocou atrás dela de uma forma “estranha” e ela não percebeu porque estava concentrada de mais, mas eu fechei a cara e fiquei olhando para os dois, eu acho que ele se sentiu incomodado porque em minha direção. -Eu já vou ai cara- ele tinha a voz grossa de mais, eu fui caminhando até ele. -Na verdade você não precisa me ensinar, só quero que saia daqui e deixe eu e a minha amiga em paz- ele sorriu desafiador. -Quer que eu vá linda?- escutar isso me deu uma raiva tão grande que eu fechei o punho com força para não socar a cara desse i*****l. -Ele não está atrapalhando Naru- ela me olhou sorrindo- Você já sabe, mas eu não. -Está incomodando, sai daqui- eu não consigo segurar a minha língua, isso é um defeito que eu sempre tive- Eu mesmo te ensino Hinata. Ele me mediu e eu instintivamente inflei o peito, tirou os óculos e ainda mascando aquele chiclete de boca aberta me olhou e falou. -Já que é tão bom prova aí. Fiquei olhando pra ele alguns segundos até me virar e tomar a arma da mão da Hinata, um, dois, três, quatro, cinco tiros perfeitos, no alvo e no mesmo lugar. Hinata arregalou os olhos e depois começou a gargalhar, ele ficou calado e saiu. -Você é incrível- ela pulava- Como fez isso, agora vai ter que mostrar pra mim. -Claro. Você pega a arma assim- lhe mostrei a forma e depois ela pegou- Isso, agora essa mão você coloca aqui para ajudar a segurar o tranco- ele fez como eu falei, agora levanta e mira. Não feche nenhum dos olhos- fiquei atrás dela e ajudar a posicionar a mão e logo depois saí, não quero ser invasivo. Ela atirou e acertou a ponta do alvo, mas mesmo assim ela olhou pra mim surpresa e sorriu, logo depois pulou de felicidade. Depois de muitos outros tiros e pulos de alegria nós fomos até uma sorveteria, ela colocou uma tigela enorme de sorvete de morango. -Você é muito bom. -É o que se espera de um subtenente. -Uau, eu não entendo muito disso. Você foi pra lá com 18 né? -Fui. -E aí nunca mais voltou? -Não, eu fiz um treinamento intensivo e logo fui convocado então não tinha como. -Mas você mantinha contato. -Com a Karin e com o Nagato sim. -E sua mãe?- eu tossi- Não precisa falar. Bom, e sobre mim? não quer saber nada?- eu não ia perguntar nada pra ela então fiquei em silêncio- Ta, então eu falo. Eu sou de NY, e eu amava aquela cidade, minha vida toda estava lá, mas eu e meu irmão resolvemos mudar um pouco e nos mudamos para L.A no começo foi difícil, mas eu peguei o ritmo e até gostei, tudo em NY é muito rápido e a gente nunca tem tempo pra nada, mas eu sinto falta, e o que eu mais sinto falta é de ir com o Neji até as companhias de teatro que estavam começando e assistir as peças, eu preferia mil vezes do que a Broadway. O Neji abriu uma oficina aqui e eu fiquei meio que sem saber o que fazer, então o ajudava com a organização porque ele era horrível nisso- ela sorriu- E aí quando o acidente aconteceu eu vendi a oficina e reformei o nosso ap, comecei a cursar a faculdade e consegui um estágio com a Dona Kushina, eu nem acreditei quando ela me disse sim. -Sei e o que você fazia antes? -Bom, eu não fazia muita coisa a não ser cuidar do meu pai e da minha irmã. -Do seu pai? -Ele era um cara bem saidinho e eu tinha que tomar conta de tudo em casa, então o Neji saía para trabalhar numa oficina e eu ficava em casa cuidando de tudo. -Entendi. Assim que terminamos o nosso sorvete fomos ao parque, tinha poucas pessoas e já era início de tarde, nós caminhamos e eu contei um pouco pra ela sobre a minha experiência no exército. Quando a fome bateu em nós dois, mais nela do que em mim na verdade. -Já sei onde podemos almoçar- ela disse enquanto caminhávamos. Tem um lugar aqui que se chama Ichiraku, é um dos melhores lugares da cidade. É japonês e é magnífico. Você vai amar. Ela saiu me puxando até chegarmos no lugar, era quase como uma barraca, ela entrou e o dono a cumprimentou como se ela viesse aqui sempre. -Ohayo Hinata-chan. -Ohayo- ela respondeu. -Vai querer o de sempre? -Sim, só que em dobro- ela apontou pra mim- ele sorriu e foi para a cozinha. -Você fala japonês? -Falo, a minha mãe era japonesa e meu pai tinha descendência. -Entendi. Assim que nossos pratos chegaram nós começamos a comer, era INCRÍVEL, eu com toda a certeza do mundo vou me viciar nisso, posso vir almoçar aqui todo dia. Nós passamos tanto tempo conversando, quer dizer, ela falou 90% do tempo, que quando fomos embora já estava escuro, no meio do caminho começou a chover e como nós estávamos a pé começamos a correr na chuva. -Naruto- ela gritou antes de tropeçar e cair- eu me agachei correndo, mas ela já estava no chão com uma cara de choro- Torci o pé- a chuva ficava cada vez mais forte. -Eu vou chamar um uber. -Não- ela começou a tentar ficar de pé, mas falhou. -Você não consegue andar- ainda estavámos no chão. -Minha casa fica na próxima rua, acho que posso ir mancando até lá e eu tenho roupas secas. -Tudo bem- eu a ajudei a levantar e passei a mão pela sua cintura, mas ela é tão pequena que chega a ser desconfortável. Eu simplesmente peguei ela no colo, por mais que ela tivesse bastante volume no corpo, ainda era possível ver o quão magra ela é e eu comprovei isso quando a coloquei em meu colo, não pesa quase nada. -O que está fazendo?- ela perguntou enquanto eu atravessava a rua correndo. -Indo para a sua casa. -Eu posso ir andando. -Não pode, qual casa é? -É aquele apartamento ali- apontou e eu corri até ele. Ela pegou a chave do portão, pediu para eu deixá-la no chão, mas eu recusei. A cara do porteiro quando nos viu passando foi engraçada devo admitir. Entramos no elevador e foi um alívio estar num lugar seco, mas esfriou rapidamente. Coloquei ela no chão quando ficamos de frente para a porta, ela abriu e entrou, eu fui logo atrás. -Ta tudo bem? Posso ir?- perguntei a ela que corria de um lado para o outro. -Como assim ir?- está caindo um temporal lá fora, não vou deixar você sair. -Eu preciso de roupas secas Hinata. -Deve ter algumas no quarto que era do Neji, eu doei as coisas dele, mas deve ter ficado pelo menos uma calça. Mas só tem um banheiro, pode ir primeiro. -Não, vai você. É bom para o pé. -Tudo bem- ela entrou numa porta e logo voltou com suas coisas para o banho e uma toalha extra. -Toma, pode entrar nessa porta- ela apontou- e procurar alguma coisa, o Neji era do seu tamanho. Dito isso ela seguiu seu rumo até o banheiro e eu segui o meu. Abri a porta que ela falou e lá tinha uma cama de casal, um guarda-roupa e uma cômoda, abri o guarda-roupa e estava vazio então fui até a cômoda, na primeira gaveta tinha algumas peças de roupas, eu peguei uma camisa branca e uma calça de moletom cinza e fui até a sala. Não sentei em lugar nenhum, eu estou todo molhado. Não demorou tanto quanto eu esperava que demorasse e a Hyuuga saiu do banheiro enrolada num roupão. -É todo seu. Eu entrei e tomei um banho rápido , só para esquentar e quando voltei para a sala ela estava na cozinha acoplada fazendo chocolate quente, eu julguei pelo cheiro, não demorou muito e ela chegou com duas xícaras, ela estava vestida num moletom gigante que ia até as suas coxas e estava com meias que iam até os joelhos. -Toma, senta ai- ela disse me entregando uma xícara e ligando a TV, pegou a toalha da minha mão e foi guardá-la em algum lugar logo voltou com uma coberta e se sentou bem do meu lado, jogou a coberta por cima de mim e começou a rodar os canais. Ela colocou num filme qualquer e quando eu percebi depois de uns 30 min ela estava dormindo, a peguei no colo e fui a levar para onde eu a vi entrando. Lá tinha uma cama de casal lilás e um guarda-roupa enorme, tinha quadros e várias coisas, assim que fui colocar ela na cama ela se grudou na camiseta me levando junto, ela não soltava então me deitei ao seu lado e puxei a coberta, eu logo apaguei e dormi como nunca tinha dormido.
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