Capítulo 2

1397 Words
Nathan As vezes eu acho que ela quer me matar. Fora ela quem me rejeitara então porque contínua olhando para mim como se estivesse começando algo? Tenho que me lembrar constantemente de que é Maggie Rose, a mulher mais tímida que eu já vi na vida. Quando eu disse a ela que a queria ser mais que seu chefe imaginei que viria um não porque ela é acanhada demais, então não liguei e apenas esperei. E continuo esperando. Eu sei bem que ela sente o mesmo que eu, mas sempre que eu tento chegar perto, ou daquela vez que toquei em sua coxa, ela simplesmente entra em pânico e corre para longe. O problema sou eu? Acho que não pois nenhuma de minhas amantes acha meus toques ruins, na verdade elas se beneficiam muito com eles. Então, é algo com ela e estou começando a achar que não é apenas timidez. Ela nunca deixa que a toquem, nunca mesmo. Nem mesmo nas costas, ou nos braços. É como se ela sentisse choques toda vez que alguém toca sua pele. Será que é autista? O que eu estou dizendo? Não sei nada sobre isso. Mas algo está errado com Maggie e eu quero muito descobrir o que é. ~ • ~ A loira, a qual foi minha acompanhante durante toda a noite, foi embora pela manhã e para a minha infelicidade ela e Maggie se cruzaram na sala. A morena não olhou em meus olhos durante nossa reunião matinal dos sábados. No início essas reuniões era só para vê-la no sábado, já que eu não trabalho na empresa nos finais de semana. Acho que ela nunca desconfiou disso. Mas o que ela queria? Tenho necessidades e é quase impossível não ficar de p*u duro quando ela estar por perto. As vezes me satisfazer sozinho não me alivia, só me frusta ainda mais pois em minhas fantasias é ela quem está me tocando, me abocanhando por inteiro. Eu quero ela, tanto que as vezes minhas bolas ficam roxas e doloridas, e não tê-la é como me afogar em um mar agitado. — Temos uma viagem em duas semanas para o evento da L'Oréal — Disse ela, deslizando o dedo pelo tablet. A voz está distante, fria. — Você pode cuidar de tudo? O jatinho e a reserva? — Eu já cuidei. Pisco, pasmo. Maggie sempre está a dois passos de distância, e as vezes isso é frustante. — Ótimo. — Olho para os papéis em minhas mãos. Relatórios relatórios relatórios. Argh. Eu trabalhei muito para poder ter uma folga de vez em quando e sinceramente depois que nós tornamos amigos eu achei que ela poderia vir somente para conversar. — Eu terei que ir junto ou... — Sim, você vai. — Hum, são dois dias. — Olho para ela e me arrependo no mesmo momento pois a encontro mordendo os lábios pensativa. Não reaja,não reaja! — Tudo bem. — Ela suspira pesadamente. É a terceira vez que o faz. — Tudo bem, Maggie? — Humrum. Sim, por que não? — Porque você não está agindo como agiria. Aconteceu alguma coisa. — Não aconteceu nada Sr. Louive. Bem, acho que terminamos. — Ela junta os papéis formando uma pilha fina. — Eu fui ao bar ontem, estou com uma ressaca daquelas, seria muito pedir que fizesse aquele chocolate quente que só você sabe fazer? — Falo, tentando fazê-la ficar mais um pouco. — Seria muito, eu tenho planos e já estou atrasada. — Ela se levanta, pegando sua bolsa da mesa. — Planos? Ora, Maggie, achei que sábado era seu dia de descanso. Ela olha para mim com um olhar que me fez engolir em seco. Ela está visivelmente chateada. — Hoje não. Ela tenta ir, até dá dois passos, mas eu a impeço segurando em seu pulso. Me levanto da cadeira e fico ao lado dela. Eu não consigo imaginar o que ela está sentindo agora, só que é minha culpa. — Desculpe. O corpo dela se encolhe em minha frente e é como socar meu estômago. — Ela deveria ter ido embora ontem. — E que diferença isso faz? Eu não tenho nada haver com isso, Sr. Louive. Ela só me chama assim quando está chateada, ou com raiva, ou irritada, ou querendo me matar. Acho que a última opção é a meia valida. — Maggie... — Eu não me importo. — Mas os olhos avermelhados me dizem o contrario. Eu sei que ela está sentindo o contrário. — Me solte, por favor. Me apresso em solta-la. Não deveria ter demorado tanto tocando-a. — Até segunda feira, Sr.Louive. Ela se afasta, saindo da minha sala de conferências particular e se dirigindo a saída. Eu queria ter tomado ela em meus braços. Queria que ela ficasse. Queria cala-la com meus lábios mas...não posso. Ela surtaria se eu fizesse isso. Com dificuldade de respirar vou para a janela em busca de ar. Chicago esta nublada e a impressão é vai chover a qualquer hora. Chicago esta naquela época do ano em que as chuvas nos levam desprevenido e sempre acabamos encharcados. Como se meus pensamentos fossem ouvidos os primeiros respingos de chuva acertam a janela. Merda. Maggie não tem carro e provavelmente vai pegar um ônibus. Corro pelo apartamento, da sala de conferências a sala de estar e então o elevador. Com sorte, ela estava conversando com Germina, minha empregada. — Está chovendo. — A informo, deixando que ela subentenda meus pensamentos. — Hum. — Ela parece pensar e a leve contração de seus lábios me dizem que ela sabe exatamente do que eu estou falando. — Eu realmente tenho um compromisso. Dois coelhos com uma cajadada só. Eu sempre fui meio possessivo e essa ideia de que Maggie esteja indo encontrar alguém aflora esse meu lado babaca. — Sem problema, eu levo você. ~ • ~ Ela está olhando fixamente para a janela. Os dedos cutucando a unha, as pernas balançando em ansiedade. Lá fora Chicago está enfrentando uma forte chuva. Minha curiosidade se atiçou quando ela colocou o asilo municipal como destino no GPS. Será que seu pedido de aumento é devido ao custo do asilo? Eu deveria ter oferecido uma quantia maior. Vou me lembrar mais tarde de o fazer. — Pode abrir o porta luvas para mim? Estou com fome. Ela abre o porta luvas e encara minha reserva de petiscos. Vejo, pelo canto do olhos, ela sorri levemente. — Para um homem formado, seu paladar é puramente infantil. — Ela pega um pacote verde e abre. Eu adoro isso, pode parecer tosco, mas quando estou dirigindo ela me oferece a comida e sempre fico com vontade de morder seus dedos. Ela aproxima o biscoito redondo de chocolate da minha boca. Pego o biscoito com os lábios, tomando cuidado para não tocar nela. — Posso te fazer uma pergunta? — Avontade, Srta. Jones. — Ela revira os olhos. — Ela disse, a loira, que não voltaria nem por 1 milhão. Por que? Oh, droga. A última coisa que queria era assusta-la ainda mais. Eu posso mentir, seria fácil, mas se um dia ela quiser abrir mão dessa timidez e me deixar entrar nela, vera que é mentira. A mentira tem perna curta, não é o que dizem? — Geralmente elas ficam doloridas no outro dia. — Por que? Você as machuca? A real preocupação dela é agradável, me faz sorrir. — Não, Mags, não é proposital. Digamos que eu seja um pouco... viciado. — Isso eu já sei, a julgar sua lista de amantes, mas ainda assim, não compreendo. — Do jeito que você fala parece que nunca transou, Maggie Rose. De soslaio a vejo encolher. p**a que...ela é...nao, não pode ser. É impossível! — Você é... — Não. — Ela se apressa. — Embora nunca tenha...deixa para lá, não é da minha conta. — É sim, da sua conta. — Ela vira o rosto e me encara com confusão. — Um dia, se quiser, prometo que posso ser romântico quando quero. A boca dela abre levemente, como se estivesse chocada. — Está me oferecendo... Nathan Louive, você é um pervertido! — Não sai como uma chacota, mas sim como uma provocação. — Pervertido,não. Insaciável. Ela ri alto abertamente e eu me agradeço por aquela tensão anterior ter amenizado e agora a viagem até o seu destino está mais leve do que quando iniciamos o trajeto.
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