CONTINUAÇÃO O CERCO SE FECHA O carro deslizou pelas ruas escuras do morro, cada curva aumentando a tensão no ar. Coringa mantinha os olhos fixos na estrada, os dedos tamborilando contra o painel em um ritmo lento e calculado. A adrenalina corria no sangue dele, mas sua expressão era fria, quase letal. Gian dirigia em silêncio, sentindo o peso do momento. Não era a primeira vez que ele via Coringa daquele jeito, mas sabia que dessa vez a raiva dele vinha de um lugar mais profundo. Não era só trabalho. Era pessoal. Eles pararam na entrada de um beco escuro, longe da movimentação da boca. O lugar que o informante tinha entregue não era aleatório—era um antigo barraco abandonado no fim do beco, usado como esconderijo por quem estava encrencado. Coringa conhecia bem o lugar. Tinha história

